quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Novidade Porto Editora

O fantasma de uma freira do século XVIII que degolava as suas vítimas, sepulturas e cadáveres de virgens profanados, sombras misteriosas e sinistras em cemitérios obscuros da Normandia profunda, livros medievais com poções mágicas que asseguram a vida eterna, o furto de relíquias, um rival do passado longínquo que fala em verso e… dois traficantes de droga assassinados às portas de Paris.
Um puzzle complicado que deixaria louco qualquer um que não fosse o comissário Adamsberg. À medida que as mortes se sucedem, o comissário e a sua peculiar equipa lutam contra o tempo para encontrar os culpados.

Fred Vargas (pseudónimo de Frédérique Audouin-Rouzeau) nasceu em Paris em 1957. Estudou História e Arqueologia e publicou vários romances policiais que estão traduzidos em trinta e cinco países. Unanimemente reconhecida como a rainha francesa do polar, os seus livros foram galardoados com numerosos prémios: o Prix Mystère de la Critique (1996 e 2000), o Grande Prémio de Novela Negra do Festival de Cognac (1999), o Trofeo 813, o Giallo Grinzane (2006) e o CWA International Dagger (2009).

Convite

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Lápides Mortais (Sharan Newman)

Catherine LeVendeur é uma noviça no convento do Paráclito. Mas cedo terá de descobrir as suas aptidões numa área bem diferente das dos estudos eclesiásticos. Quando a abadessa Heloise lhe pede que volte a casa - numa simulada ruptura de ligações com o convento - para investigar uma acusação de supostas heresias inseridas num livro em que a própria Catherine trabalhou, a jovem está longe de imaginar que se envolverá no caminho de diferentes interesses. Interesses que se podem revelar mortais.
Ainda que seja Catherine a protagonista nesta história, o primeiro elemento a despertar interesse reside em duas outras personagens de história sobejamente conhecida: Heloise e Abelard. É, na verdade, a história das suas ligações passadas que faz com que os ataques à integridade do convento, bem como às teorias do próprio Abelard, sejam propriamente perigosas, estando aí uma importante motivação para o pedido da abadessa. Mas também Catherine se revela uma personagem intrigante e cheia de recursos. Apesar da sua família peculiar - e das relações menos boas à sua saída do convento - a teimosa noviça consegue sempre encontrar uma forma de perseguir os seus objectivos, mesmo que para tal seja necessário colocar a vida em risco.
Mais que o mistério central desta história, está na progressiva aproximação de Edgar e Catherine (desde o atrito inicial a uma progressivamente mais forte empatia), deixando a sensação de uma história que se repete, de uma algo temível similaridade entre a história destes jovens e a de Abelard e Heloise. E esta tensão que se vai estabelecendo entre os jovens é uma constante, mesmo quando as circunstâncias são de vida ou morte, mesmo quando tudo em volta faria pensar que circunstâncias mais elevadas ganhassem prioridade.
Bastante interessante, uma leitura que ganha envolvência à medida que o enredo evolui e que mistura elementos históricos, filosóficos e religiosos para criar uma história cativante e de leitura agradável. Gostei.

Novidade Planeta

O último desejo de Liborio Uribe ao tomar conhecimento de que a hora da morte está traçada é ver pela última vez um mural, e pede à nora que o leve a contemplá-lo.
Homem do mar, passou toda a sua vida a bordo do Dois Amigos, onde muitas histórias se desenrolaram. O neto Kirmen, sempre desejou recordar essas histórias, de que tinha memórias esfiapadas, e decidiu tentar reconstituir a vida do avô e do Dois Amigos.
Romancista e poeta, Kirmen reconstrói o passado de três gerações da família com um mosaico de cartas, poemas e dicionários... e tudo narrado num voo transatlântico, entre Bilbau e Nova Iorque.

Vencedor do Prémio Nacional de Narrativa 2009, em Espanha, Kirmen Uribe é considerado um dos principais inovadores da cena literária actual.
Com o seu romance de estreia, O Dois Amigos, o autor concretiza uma deslumbrante narrativa do cenário hispânico de época, em que as memórias de família são a premissa para o desenrolar da acção.
Difusor da língua e cultura bascas, Kirmen Uribe é também um aclamado poeta, cujo primeiro livro do género, Bitartean heldu eskutik, venceu o Prémio Nacional da Crítica Espanhola no ano da sua publicação. Dramaturgo e tradutor são outros dos seus trabalhos, em que as suas raízes bascas estão sempre presentes.
Actualmente colabora com os diários regionais bascos Berria e Gara, onde mantém uma coluna semanal, e também escreve para a The New Yorker.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Amo-te - uma apologia ao amor (Salomé Pita)

Quando Maria da Glória conhece uma idosa que lhe fala no valor e na necessidade de amar, tudo parece demasiado poético para ser real. Mas as palavras da mulher acabam por exercer sobre a sua mente um certo efeito e cedo Maria da Glória começa a ver, em sonhos, o sentido de uma paixão avassaladora... por um homem que nunca conheceu, mas que sabe que é real. E da negação do amor romântico, Glória passa para o extremo da necessidade visceral desse sentimento.
O mais interessante deste livro é, fundamentalmente, a dualidade entre prosa e poesia, bem como entre sonho e realidade. É curioso ver como as pistas se vão sucedendo, no sentido de propiciar a descoberta da identidade desse tal homem que habita nos sonhos de Glória e que lhe fala de paixão e de um amor mais forte que a morte. E se a história em si é bastante simples, deixando, por vezes, a sensação de que mais poderia ser dito sobre alguns momentos, não deixa de ter os seus momentos apelativos, ainda que não partilhe do novo ponto de vista da protagonista (de que a vida necessita imperiosamente do amor romântico).
Como pontos negativos, a referir a rapidez excessiva com que algumas mudanças são apresentadas, bem como a presença de algumas gralhas ao longo do texto. Não é algo de demasiado recorrente, mas acontece e acaba por quebrar parte do ritmo de leitura, o que se torna bastante evidente num livro tão pequeno como este. Fica, pois, a sensação de que alguma atenção à revisão poderia ter evitado estes erros que distraem do enredo.
Uma história bastante interessante, ainda que com algumas fragilidades nomeadamente a nível de revisão e do final, que parece ser demasiado rápido, mas que não deixa de ter os seus pontos de interesse, principalmente a nível dos elementos mais emotivos da história.

Convite

Novidade Planeta

O sexo não é algo que acabe na cama, que dure um instante e que, uma vez terminado, acabou e pronto. É muito mais do que isso. Se se sentir realmente satisfeita, perfeito. Mas se não for o caso, se tiver dúvidas ou se sente que poderia melhorar, não se conforme, não ignore a situação nem diga a si mesma que é só uma parte da sua vida ou da sua relação: o sexo é importante. Daí este livro, que inclui tudo o que você (e ele) tem de saber para compreender a sua sexualidade, que reflecte de um modo sincero e directo sobre alguns dos temas que preocupam muitas mulheres e expõe (não impõe) algumas ideias, algumas pistas a seguir.
É provável que concorde com muito do que aqui vai encontrar ou que discorde de alguns temas. Seja como for, a leitura deste livro levá-la-á a pensar na sua sexualidade e a tirar (muito mais) partido dela. Porque este é um livro sobre o sexo (ainda mais) no feminino.

Sylvia de Béjar é jornalista e escritora. Trabalhou durante dezassete anos no diário La Vanguardia, e nos últimos quatro coordenou assuntos de saúde, psicologia e beleza no Magazine.
É especialista em Sexualidade Humana e Educação Sexual (pela UNED) e tem um Master em Programação Neurolinguística. Publicou mais de uma centena de artigos sobre o crescimento pessoal, relações amorosas, sexualidade e psicologia infantil em diversos meios de comunicação.
Realiza conferências sobre sexualidade e relação amorosa. Acaba de receber o prémio de L’Asociación de Sexologia y Medecina Sexual (AESMES) pela excelente divulgação de uma adequada cultura sexual.