quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A Cidade das Almas Perdidas (Cassandra Clare)

Bastou que Clary se afastasse por alguns minutos. Quanto voltou, Jace já não estava lá e, com ele, desaparecera também o corpo de Sebastian. Agora, passaram duas semanas e, no momento em que a  Clave começa a afastar as buscas por Jace das suas prioridades, Clary sabe que tem de ser ela a sair à procura. E, tal como os seus amigos, está disposta a tudo. Mas e se o rapaz que ela procura já não for o mesmo? Clary não tarda a descobrir que a situação é bastante mais complicada do que esperava e que, mais uma vez, não é o Jace que ela conhece quem controla a situação. Ligado a Sebastian, o jovem Caçador de Sombras parece ser agora alguém completamente diferente e não se vislumbra qualquer forma de quebrar a influência de Sebastian, já que se um morrer, o outro também morre. Cabe, assim, ao grupo de Clary encontrar uma solução para o vínculo entre os dois e uma forma de impedir um plano que abalará o mundo dos Caçadores de Sombras. E tudo sem que a Clave fique a saber...
Tendo em conta o enredo dos livros anteriores e, principalmente, a fase final de A Cidade dos Anjos Caídos, o ponto onde começa este livro não tem nada de muito surpreendente. Mais uma vez, uma força exterior interpôs-se entre os destinos de Clary e Jace e, mais uma vez, cabe a Clary resolver a situação. Neste aspecto, há situações relativamente previsíveis, como a atitude da mãe de Clary e a sempre presente escolha entre a Lei e o que se sabe estar certo. Também o carácter das personagens se mantém igual a si próprio: Jocelyn com a sua atitude super-protectora, Clary imprudente e disposta a tudo, Simon com a amizade fiel e as sombras do que julga ser a sua maldição. 
Curiosamente, estas similaridades com os volumes anteriores não quebram, apesar da previsibilidade de certos momentos, a envolvência da história, já que, às situações mais expectáveis aliam-se momentos bastante inesperados (respeitantes, na sua grande maioria, à situação de Jace). Além disso, o ritmo do enredo, cheio de acção e com cada revelação a causar uma mudança, e a empatia para com as tribulações das personagens contribuem também para manter a curiosidade em saber como evoluirá a história.
Não surpreende, também, que o lado emocional tenha um grande peso para o que torna envolvente esta leitura. Não necessariamente no que diz respeito ao romance entre Clary e Jace, até porque, ainda que os obstáculos entre ambos sejam agora bem diferentes, as tribulações e separações parecem já ser quase uma parte normal da história entre ambos. Mas a história não se resume a eles. Há momentos marcantes no romance entre outras personagens (com a situação entre Alec e Magnus a destacar-se neste aspecto), mas também noutros níveis de afecto, sendo aqui particularmente relevante o papel de Simon em toda a situação. Há também uma interessante capacidade de manipulação da empatia de quem lê, através da revelação gradual das intenções de Sebastian. Identificado como vilão desde o início, revela, ainda assim, comportamentos que criam dúvidas a seu respeito, e também isso contribui para manter o interesse na história e para o impacto dos capítulos finais.
Envolvente, com uma boa história e um conjunto de personagens que continuam a marcar pelas suas melhores características, A Cidade das Almas Perdidas acrescenta ao mundo dos Caçadores de Sombras uma série de desenvolvimentos que, mesmo não sendo totalmente surpreendentes, continuam a dar algo mais de bom à história. O resultado é uma leitura cativante e agradável, que deixa muita curiosidade para o próximo volume.

Novidade Oficina do Livro


Madeira, 1ª metade do séc. XIX, o patriarca de uma família produtora de vinho da Madeira vê-se obrigado, face ao contexto político, a enviar o seu herdeiro para Paris. Passados cerca de vinte anos, Afonso Ayres Drumond regressa à ilha na qualidade de cônsul francês e com o intuito de gerir o negócio dos pais falecidos.
Depara-se, então, com uma realidade muito diferente da de uma França marcadamente liberal, cosmopolita e industrializada. Afonso encetará uma série de diligências de desenvolvimento da região no sentido de estreitar as relações entre a Madeira e a França, estimular o crescimento económico e melhorar as condições sociais da população. Esta missão custará um rol infinito de inimigos.
A par do enredo surge a história de amor entre Afonso e Laura, a filha do feitor que, apesar de pertencer a uma classe inferior à de Afonso, recebeu uma educação muito liberal.
Um romance é feito de ficção e de História.

António Breda Carvalho, 1960. Licenciado em Estudos Portugueses, pela Universidade de Coimbra, mestre pela Universidade de Aveiro. Professor, estreou-se na literatura com o livro de contos In Vino Veritas (1989).  Distinguido com vários prémios, nomeadamente  Prémio João Gaspar Simões/2010 para este novo romance.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Muralha (Paulo de Sousa Ribeiro)

Pedro é um advogado bem sucedido em Lisboa, mas a morte da mãe, depois de uma estranha visita, fará com que regresse à terra de nasceu. Aí, o irmão, um padre que já não acredita em Deus acaba de tomar conta da paróquia quando um caso macabro o coloca sob suspeita. Uma criança foi atacada e, quando interrogada, indicou o seu abusador como sendo o padre da aldeia. Todas as suspeitas caem, então, sobre César, e cabe a Pedro encontrar uma forma de provar a inocência do irmão. Mas o caso é apenas parte de uma rede mais poderosa e muitos culpados serão descobertos... ainda que, talvez, nem todos.
Em igual medida envolvente e perturbador, este é um livro que cativa, principalmente, pela forma como o enredo mantém a curiosidade do leitor, ao mesmo tempo que aborda, com maior ou menor profundidade, vários assuntos relevantes. Neste aspecto, sobressai desde logo a questão da pedofilia na igreja católica, já que grande parte do enredo se centra no que será um desses casos. Mas há também outras questões relevantes, como a fé e a perda desta e a forma como, fora dos tribunais e antes de qualquer prova efectiva, o julgamento é consumado, pela opinião pública, à mínima suspeita. Tudo isto acontece ao longo de uma história que, apesar de relativamente breve, consegue levantar várias questões relevantes e conjugá-las com uma narrativa de ritmo intenso.
Para a envolvência do enredo contribui também a capacidade do autor de manipular a percepção e as emoções que são transmitidas a quem lê. O papel de César no centro de todo o caso é, ao que tudo indica, ao de um inocente que se vê acusado de um crime que não cometeu, mas o autor joga com as suspeitas e as possibilidades, quer do que vêem os protagonistas, quer da percepção da gente da aldeia, quer, ainda, dos poderes por detrás da situação, mantendo em aberto todas as hipóteses, numa história que cresce em intensidade a cada nova revelação e que culmina num final tão surpreendente como arrepiante.
Quanto a pontos fracos, importa referir, essencialmente, pequenos erros a nível de escrita, nomeadamente na construção de algumas frases mais longas e nas gralhas que vão surgindo ao longo do texto. Não sendo abundantes ao ponto de prejudicar a leitura, são, ainda assim, evidentes e seriam facilmente corrigidas com uma revisão atenta. É pena, porque acabam por dispersar um pouco a atenção do leitor.
Partindo de um ambiente quase leve, esta é uma história que se torna mais intensa e mais sombria a cada nova revelação, conjugando mistério e emoção numa narrativa em que, por mais empatia ou aversão que possam despertar, há personagens que não são o que parecem. Uma história cativante e perturbadora, que, apesar de algumas pequenas falhas, vale a pena ler.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Vale do Silêncio (Nora Roberts)

Está próxima a data marcada para a batalha final para os destinos da humanidade. Em Geall, Moira está prestes a reclamar o seu lugar como rainha do seu povo e a terminar os preparativos que os levarão a um confronto como nunca antes viram. Com ela, os restantes elementos do Círculo escolhido por Morrigan põem o máximo das suas capacidades numa tentativa de conseguir para o seu lado todas as armas possíveis. Um deles, contudo, é da mesma espécie dos seus inimigos e, apesar de tudo o que já fez, há quem não veja Cian por quem é, mas pelo que é. Mas o Círculo está unido e, aos seus olhos, nada diferencia Cian de qualquer um deles. Nem mesmo quando a atracção entre ele e Moira se revela em toda a força do sentimento que ambos tentaram evitar e a sua relação cresce, também, para definir algo de mágico e de poderoso que terá de ter fim, também, quando a batalha terminar...
Sombrio, com uma tendência para o sarcasmo e uma natureza reservada resultante de demasiados séculos a viver escondido, Cian é, sem dúvida, o mais carismático entre as personagens desta trilogia. Não é, pois, nenhuma surpresa que, sendo este o livro que se centra na sua história, seja também este o que mais tem de cativante. E basta considerar Cian e o seu papel na história para encontrar várias razões para que isso aconteça. Se o seu sentido de humor muito próprio e a distância que tenta criar em seu redor surgiam já em muitos dos melhores momentos dos livros anteriores, neste a sua natureza revela-se de uma forma mais completa. A autora apresenta um novo lado da sua personalidade, quer na forma como interage com Moira, quer no papel que desempenha na batalha iminente e nas suas relações com os restantes membros do Círculo. O sarcasmo e a distância continuam presentes, mas revelam-se como a defesa que são para o lado mais vulnerável e capaz de sentir do vampiro. Além disso, as posições em que se encontra são, muitas vezes de conflito, e o desenvolvimento o papel da sua natureza diferente na batalha é, também, muito bem conseguido.
Ainda que o romance entre Moira e Cian seja um elemento essencial da história, está, ainda assim, longe de ser uma parte predominante no enredo. Há uma boa história no que respeita à relação entre ambos e à forma como lidam com o conhecimento de que é, à partida, impossível e que terá de ter um fim que os magoará a ambos, mas é, apenas, parte de uma história maior. É o caminho que levará a batalha com Lilith a história principal e a parte romântica da narrativa é apenas uma parte desse caminho, complementando com um toque de ternura uma história que vive também da acção e do conflito, bem como das ligações e afectos que se formam ao longo desse percurso, e ainda das inevitáveis perdas que terão de suceder.
No fim de contas, é o impacto emocional a grande força deste livro. É fácil sentir empatia com as personagens (e isto não se aplica apenas aos protagonistas), o que confere intensidade aos grandes acontecimentos que lhes marcam as vidas. E a tensão que vai crescendo ao longo da narrativa, à medida que a grande batalha se aproxima, prepara também o caminho para um final intenso e com alguns momentos surpreendentes, mas, principalmente, com uma conclusão comovente para as relações estabelecidas entre o Círculo.
Com uma boa história, personagens carismáticas e a intensidade emocional resultante de uma história em que o romance é apenas uma parte de um enredo rico em afectos, O Vale do Silêncio conclui da melhor forma uma aventura com as medidas certas de mistério, acção e emoção. É este, pois, o melhor livro da trilogia e também o melhor que li da autora. Muito bom.

Novidade Oficina do Livro


Entre 1961 e 1974, centenas de milhares de portugueses combateram em Angola, em Moçambique e na Guiné. Mas, como acontece em todos os conflitos, só alguns combatentes se destacaram.
Heróis do Ultramar traça o retrato de um punhado de homens que se distinguiram nos campos de batalha da Guerra Colonial e que ainda hoje são recordados pela sua bravura extrema.
 Portugueses que, independentemente do curso da História, da política ditada pelo governo de Lisboa, das suas próprias convicções e até das suas personalidades por vezes polémicas, demonstraram uma extraordinária capacidade de liderança debaixo de fogo e uma determinação inabalável perante a adversidade e o terror que só uma guerra consegue despertar. 
 Escrito a partir de vários testemunhos e das memórias dos combatentes, Heróis do Ultramar reúne alguns dos episódios mais ousados e dramáticos das três frentes do conflito português em África, na perspectiva dos seus principais protagonistas no terreno

Nuno Castro tem 33 anos e é jornalista desde 2003. Começou por trabalhar na extinta revista Doze, colaborou com a Grande Reportagem, a «Notícias Sábado» (revista de fim-de-semana do Diário de Notícias e Jornal de Notícias), a Visão e a Sábado, foi editor na FHM e no diário i, onde fez parte da equipa fundadora.
Actualmente vive em Houston, nos Estados Unidos, onde está a fazer um mestrado.
Heróis do Ultramar é o seu primeiro livro.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Mundo Depois do Fim (Tom Perrotta)

Segundo algumas profecias, quando se aproximar o fim dos tempos, chegará uma altura em que os bons serão arrebatados para os céus, deixando aos impuros e aos pecadores a tarefa de suportar o Apocalipse  Mas como reagiriam as pessoas se o Arrebatamento realmente acontecesse? Pois é isso que sucede neste livro. Subitamente, um número considerável de pessoas desapareceu e, enquanto alguns o interpretaram como um sinal da iminência do fim do mundo, outros fizeram todos os esforços para provar que o fenómeno se devera a qualquer outra razão. Qualquer outra situação, mas nunca o Arrebatamento. E é no cenário de um mundo a tentar lidar com o que aconteceu que Kevin Garvey e a sua família são apresentados. Laurie, a esposa, juntou-se aos Remanescentes Culpados, fez um voto de silêncio e aceitou viver para lembrar à população a iminência do julgamento de Deus. Tom, um dos filhos, juntou-se a um culto cujo líder deixou que a fama lhe subisse à cabeça. Jill tomou para si todas as formas de rebelião como forma de lidar com o desaparecimento de uma amiga, mas, principalmente, com o abandono da mãe. E Kevin tenta reconstruir a sua vida naquele mundo diferente, procurando uma nova relação na figura da mulher que tudo perdeu com o Arrebatamento. Passaram três anos desde o estranho fenómeno... mas as mudanças nas suas vidas mal acabam de começar...
Basta a premissa na base da história para despertar a curiosidade relativamente a este livro. Há, no conceito do Arrebatamento, várias possibilidades e questões interessantes (partindo, desde logo, de como seriam escolhidos os que vão e os que ficam, mas também como ocorreria o fenómeno) e o autor aborda-a de forma brilhante. A situação é apresentada como um acontecimento a nível global, mas o leitor vê-a do ponto de vista dos Garvey e, inicialmente, de Laurie, que costumava ser uma céptica. A sua mudança é, pois, a maior e as possíveis razões criam uma cativante aura de mistério em torno dos Remanescentes Culpados. Além disso, ao acompanhar Laurie e a família cria-se uma proximidade com as personagens, conferindo-lhes um lado pessoal e evocando algo de empatia, o que cria um equilíbrio emocional muito bem conseguido. O Arrebatamento levou muitos e muitos dos que ficaram o sentiram, mas ver as emoções e as consequências do sucedido nos protagonistas torna mais clara a consciência desse impacto a nível emocional.
Mas nem tudo é pessoal e há, no que é vivido pelos Garvey, um reflexo do impacto global das circunstâncias e das formas mais ou menos irracionais de reacção por parte dos que ficaram. Mais uma vez, isto reflecte-se de forma particularmente clara na construção em torno dos Remanescentes Culpados, partindo de acções que passam de simples comportamentos invulgares a algo de bastante mais complexo. Mas há mais, e isso é tão evidente em modos de vida mais ou menos organizados (como o culto do Santo Wayne ou as Pessoas Descalças) como na forma como as pessoas menos apegadas a esse tipo de mudanças encaram o novo mundo. A história de Nora, com a solidão e as marcas deixadas pela perda, tem tanto ou mais impacto que o grande plano dos Remanescentes Culpados. O resultado é uma história rica, em que cada personagem representa uma reacção diferente aos factores de mudança e, de certa forma, algo maior que as suas histórias pessoais (que têm, por si só, muito de interessante).
Há, ao longo do livro, muito sobre que reflectir e a forma como o autor equilibra essas considerações  sobre crenças, mudanças e formas de estar perante a vida com um enredo envolvente, em que os acontecimentos falam mais que as palavras, é grande parte do fascínio deste livro. A isto, junte-se uma escrita fluída e o toque perfeito de humor e o resultado é uma leitura viciante, quase compulsiva. Mas há ainda um outro aspecto a referir. Se, em certa medida, os percursos das personagens se encerram num ponto de viragem, também é certo que nenhum deles é o esperado e, nalguns casos, está longe de ser uma conclusão definitiva. Isto leva a que fiquem algumas perguntas sem resposta, mas acaba também por ser o final mais adequado, pois, tal como o Arrebatamento podia ser, ou não, o prelúdio para o Apocalipse  também a mudança de rumo na vida das personagens poderá ser definitiva... ou não. 
De leitura viciante e com o melhor dos equilíbrios entre a história pessoal das personagens e a perspectiva global do que está a acontecer, esta é uma história que cativa tanto pela abordagem surpreendente ao sempre interessante tema do fim dos tempos como, e principalmente, pelo impacto da história vivida pelos seus protagonistas. Fica, pois, deste O Mundo Depois do Fim, a melhor das impressões. Recomendo.

Novidade Europa-América


Título: O Anjo das Trevas
Subtítulo: Os Cânticos do Serafim
Autora: Anne Rice
Colecção: Obras de Anne Rice
Preço: 17.50¤
Pp.: 144

A sequela d' O Tempo do Anjo

«Sonhei com anjos. Vi-os e ouvi-os numa enorme e interminável noite galáctica. Vi as luzes que simbolizavam estes anjos, voando aqui e ali, em laivos de um brilho irresistível […] Senti amor em redor de mim neste vasto e contínuo domínio de som e luz […] E algo semelhante a tristeza apoderou-se de mim e confundiu toda a minha essência com as vozes que cantavam, porque as vozes cantavam sobre mim.»
Assim começa o novo romance assombroso de Anne Rice, um thriller sobre anjos e assassinos, que nos conduz novamente aos mundos obscuros e perigosos de tempos passados. Anne Rice leva-nos para outros domínios, desta vez para o mundo de Roma no século XV, uma cidade de cúpulas e jardins suspensos, torres altas e cruzes por debaixo de nuvens sempre em mudança; colinas familiares e pinheiros altos… de Miguel Ângelo e Rafael, da Sagrada Inquisição e de Leão X, segundo filho de um Medici, dissertando sobre o trono papal…
E nesta época, neste século, Toby O’Dare, antigo assassino por ordem do governo, é convocado pelo anjo Malquias para resolver um terrível crime de envenenamento e para procurar a verdade sobre a aparição de um espírito irrequieto — um diabólico dybbuk. O’Dare em breve se vê envolvido no seio de conspirações negras e contra-conspirações, rodeadas por uma ameaça sombria e ainda mais perigosa, porque o véu do terror eclesiástico a cobre.
Enquanto embarca numa viagem de expiação, O’Dare é ligado ao seu próprio passado, com assuntos claros e obscuros, ferozes e ternos, com a promessa de salvação, e com uma visão mais profunda e rica do amor.

Anne Rice é uma autora consagrada de diversos best-sellers na área da literatura de fantasia e gótica. Entre êxitos como A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, um clássico que redefiniu a literatura de vampiros e foi adaptado ao cinema por Neil Jordan.