domingo, 9 de dezembro de 2012

Regresso de Sherlock Holmes III (Sir Arthur Conan Doyle)

Ainda na senda das aventuras de Sherlock Holmes, seguem-se, neste pequeno livro, três novos casos, todos eles intrigantes e com algo de invulgar. As características essenciais continuam a ser as mesmas, com o habitual ritmo pausado e algumas longas explicações que surgem ao longo do texto a contrastar com pontuais momentos de grande intensidade e as discretas, mas sempre interessantes, revelações sobre a personalidade e o modo de agir do grande detective. São, pois, mais três boas histórias, ainda que não estejam entre as mais surpreendentes.
Em Charles Augustus Milverton, uma visita claramente desagradável serve de introdução a um protagonista de carácter e acções desprezíveis, mas que parece ser impossível de deter. O início é intrigante, com a clara repulsa que Sherlock sente pelo seu visitante a despertar curiosidade pela figura, mas o enredo evolui entre longos momentos descritivos e outros que parecem um pouco apressados. Uma história interessante, ainda assim, mesmo se a resolução é relativamente fácil de prever.
O Alteta Desaparecido conta como um jogador em falta leva o líder da sua equipa a consultar Sherlock Holmes na busca pelo seu paradeiro. Cativante, apesar de um início um pouco confuso, apresenta também um caso interessante, em que, contrariamente ao habitual, o que parece ser uma situação complexa acaba por se revelar, afinal, como algo muito simples.
Por último, A Granja da Abadia apresenta o que parece ser um assalto que resultou em morte. Neste conto, destaca-se, desde logo, o curioso detalhe inicial relativo à opinião que Sherlock tem dos escritos do seu biógrafo. Quanto ao caso propriamente dito, apresenta também um mistério intrigante, apesar do tom algo distante em que são expostos os factos essenciais do mistério. Pausado, mas de leitura agradável, cativa também pelo bom final.
Não são os casos de maior impacto, nem os contos que mais ficam na memória, os dos três contos deste livro. São, ainda assim, três histórias cativantes, com alguns momentos surpreendentes e com um protagonista que, a cada novo detalhe revelado, se torna sempre um pouco mais fascinante. E isso basta para que valha a pena ler este pequeno livro. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Predestinado (Philippa Gregory)

Acusado de heresia e conduzido ante o homem que o deverá julgar, Luca Vero vê-se perante uma inesperada possibilidade de salvação. A sua inteligência e o mesmo interesse pelos números que o colocaram naquela situação delicada agradam ao mestre, que o escolhe para ser um dos seus inquiridores, viajando pelas estradas dos mundos para inquirir e julgar e traçar um mapa dos medos do mundo, agora que o fim dos tempos se aproxima. Luca é jovem e inexperiente, mas mais capaz do que ele próprio se julga, e a sua primeira inquirição irá revelar isso mesmo. Enviado a uma abadia onde, desde a chegada da nova abadessa, as freiras parecem estar a enlouquecer, Luca encontrará provas mais que suficientes para incriminar a jovem Isolde, aí colocada pelo irmão por suposta vontade do pai, mas também uma suspeita. E, quando muitos parecem demasiado ansiosos por acusar e executar a jovem abadessa, começa a surgir a suspeita de que o culpado não seja assim tão óbvio.
Destinado a um público mais jovem e, portanto, com um desenvolvimento bastante mais simples do enredo e das personagens, este livro é bastante diferente dos outros romances de Philippa Gregory. Desde logo, por praticamente todas as suas personagens serem fictícias. Não há uma figura histórica real no centro da narrativa, mas antes um conjunto de personagens, jovens e com origens bastante diferentes, cujos caminhos se cruzam ao longo de uma história intensa e atribulada. Além disso, o contexto histórico é apresentado de forma bastante mais gradual, sendo acção e mistério o centro da narrativa.
No que respeita ao enredo, a situação delicada de que parte a história dos dois protagonistas contribui para despertar curiosidade - e alguma empatia - praticamente de imediato. Tanto Luca como Isolde se encontram num ponto de mudança - e a situação inicial de Luca é particularmente marcante - que irá determinar o rumo das suas vidas e, diferentes como são as suas escolhas (se existe, de facto, alguma escolha), esse início complicado permite conhecer, desde logo, alguns dos melhores traços da personalidade dos protagonistas.
É inevitável alguma estranheza, pelo menos no início, ao constatar a posição que tanto Luca como Isolde ocupam, tendo em conta a sua idade. Esta situação é, contudo, justificada e a juventude dos protagonistas explica também alguns dos seus momentos de maior inocência (e os consequentes erros), realçando o impacto de outras acções inesperadamente sábias. Isto permite, também, acompanhar o seu crescimento e ver a evolução do seu pensamento, sendo este aspecto particularmente relevante tendo em conta que ambos prestaram votos religiosos e - segundo uma personagem relevante - pesar por si próprio não é permitido a quem o faz.
Intenso e envolvente, com um bom ritmo de acção e personagens empáticas, Predestinado abre da melhor forma uma série que, mais simples e directa que os outros livros da autora, apresenta, ainda assim, muitas das melhores características desses livros. Ficam, é claro, bastantes perguntas sem resposta. E, também por isso, muita curiosidade em ler o próximo volume desta série de início muito promissor.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Wishlist


Wishlist. Todos - ou quase - temos uma. E, com o passar do tempo e a descoberta de novos livros, é um facto natural que a wishlist vai crescendo, crescendo até ser difícil ver-lhe o fim. Mas gostos e preferências também evoluem e, às vezes, livros que pareceram interessantes a uma primeira impressão, acabam por ficar esquecidos na vastidão da lista, enquanto que outros permanecem como mais desejados, prioritários. Com as suas razões, naturalmente.
Mas e se... Se fosse preciso escolher, de entre a imensa wishlist, os tais livros mais desejados? E explicar porquê? A tarefa não se afigura fácil, mas vale a pena tentar. Por isso, aqui ficam os meus.

1. Bridge of Dreams (Anne Bishop)

Para quem me conhece, quase não são precisas explicações para este livro estar aqui. Anne Bishop é a minha autora preferida, por isso, cada novo lançamento sobe imediatamente ao topo da wishlist. Além disso, li recentemente o The Voice, que introduz um lugar muito interessante de Ephemera e que, ao que parece, será mais desenvolvido neste livro. As expectativas são altas, portanto, e as razões para querer este livro não podiam ser melhores. 

2. A Rapariga que Roubava Livros (Markus Zusak)

Já ouvi dizer tanto e tão bem sobre este livro que a curiosidade é mais que muita em ler essa história que parece ser tão marcante. O tema promete uma leitura impressionante, é certo. E consta que o narrador é a Morte, o que torna as coisas ainda mais interessantes... Também aqui as expectativas são altas.

3. Dreamsongs (George R.R. Martin) 

Ok, são dois. Dois livros e muitas histórias, escritas pelo autor das Crónicas de Gelo e Fogo. É preciso dizer mais?

4. A Noite de Todas as Almas (Deborah Harkness)

Neste caso, foi essencialmente a sinopse a despertar-me a curiosidade para este livro. Tudo aponta para uma conjugação de vários elementos sobrenaturais que me interessam, o que me cria expectativas de uma história interessante.


5. O Quarto Arcano (Florencia Bonelli)

Pois, também são dois, mas a verdade é que penso neles como uma história em dois volumes. Estão aqui porque, durante o ano, tive a oportunidade de ler o primeiro livro de uma outra trilogia da autora e achei o protagonista estranhamente fascinante. Também gostei muito da história, daí que tenha curiosidade em ler outros livros desta autora.

6. A Vida de Pi (Yann Martel)

Mais um livro de que ouvi maravilhas e que me despertou curiosidade tanto pela sinopse como pelas muitas boas opiniões com que me tenho cruzado. A sinopse parece prometer uma história complexa e interessante e já ouvi dizer que o impacto emocional consegue ser bastante forte. Mais uma vez, só boas razões para querer ler.

7. A Última Carta de Amor (Jojo Moyes)

Jojo Moyes foi uma das muitas descobertas que fiz graças à Célia, do Estante de Livros. Até agora, só li um livro da autora e gostei muito. Dos que ainda não li, escolhi este para estar aqui por achar o cruzamento entre presente e passado que se insinua na sinopse particularmente cativante.

8. The Weird (Ann VanderMeer e Jeff VanderMeer)

Gosto de contos. E, no que toca a antologias de contos, não podia escolher maior e mais promissora que esta. Extensa, com uma grande lista de nomes incluídos, desperta-me imensa curiosidade.

9. A Lâmina (Joe Abercrombie)

Sempre tive vontade de ler este livro (e os seguintes da trilogia), principalmente porque a ideia de um mundo fantástico de contornos mais obscuros nunca deixa de me chamar a atenção. Até agora, a oportunidade de o ler ainda não surgiu, por isso o livro continua na wishlist. 

10. Rebecca (Daphne du Maurier)

Mais uma das muitas recomendações retiradas do Estante de Livros. O que me despertou curiosidade foi a opinião da Célia, e bastou para a adicionar à wishlist, e essa curiosidade aumentou um pouco mais a cada nova opinião positiva. Além disso, a história parece ser exactamente o meu género, pelo que também aqui as expectativas são altas.

E já está. Ou não? Dez... ok, doze... livros escolhidos, fica, inevitavelmente, a sensação de que muitos ficam de fora. Alguns por serem segundos, terceiros, enésimos volumes de séries em curso e que, por isso, serão lidos, mais cedo ou mais tarde, - claro que o Bridge of Dreams também é parte de uma série, mas sendo da minha autora preferida, tinha necessariamente de o referir - , outros porque simplesmente não há espaço numa lista tão curta para referir todos. 
Escusado será dizer que a wishlist é muitas vezes maior. É isso que torna qualquer escolha difícil. Mas qualquer um destes, pelas razões já mencionadas, tem um lugar prioritário na minha - muito, muito longa - lista.

Regresso de Sherlock Holmes II (Sir Arthur Conan Doyle)

Mais três mistérios a desvendar, um deles com uma ligação particularmente próxima a Sherlock Holmes, todos eles com uma morte como elemento fulcral. Três casos com características peculiares, contados no mesmo ritmo pausado e intrigante que parece ser característico a estas histórias, dão forma aos contos deste pequeno livro. E se nem todos os momentos têm a intensidade de algumas das suas melhores situações, o mistério nunca deixa de ser envolvente. E, por vezes, surpreendente.
A Casa Vazia trata da estranha morte de Ronald Adair e da "inconcebível continuação" do crime. Bastante descritivo, no início, este conto parte de uma simples e distante exposição de factos, o que aumenta o impacto da súbita surpresa que é o regresso de Sherlock. Surge, a partir daí, uma boa explicação para o mistério da sua suposta morte, ao mesmo tempo que, ao evoluir para um caso bastante mais pessoal, que torna o investigador parte interessada, a história torna-se bem mais intrigante e cativante que na fase inicial. Quanto ao início do caso, é curioso notar que a primeira morte acaba por surgir como um mero elemento secundário, sendo o próprio Sherlock o veradeiro centro do enredo.
Também O Construtor de Norwood tem como centro uma suposta morte. Desta vez, a vítima é um construtor e o assassino parece ter tudo a ganhar com o crime. Cativante, com a urgência do acusado em procurar ajuda a definir um bom ritmo para a história, trata-se de um conto com alguns momentos caricatos e um caso que, apesar da resolução um pouco previsível, não deixa de ser intrigante quanto baste. Ainda de referir dois detalhes curiosos, na divertida rivalidade entre Lestrade e Sherlock e na nostalgia deste relativamente a Moriarty.
Por último, em Os Dançarinos, uma mulher é perturbada por mensagens escritas com estranhos desenhos. O início é divertido, com mais uma desconcertante exibição dos poderes dedutivos de Sherlock, dando, de seguida, lugar ao desenvolvimento de um caso intrigante, interessante também por não ser a vítima, mas um marido confuso quem procura ajuda, e em que o que começa por ser um mistério mais bizarro que preocupante acaba por evoluir para uma situação intensa e algo trágica.
Não se pode dizer que estes contos estejam entre os mais surpreendentes entre as aventuras de Sherlock Holmes. Têm, ainda assim, mistério quanto baste e um lado particularmente interessante naquilo que revelam do seu protagonista comum. E isso basta, por vezes, para proporcionar bons momentos de leitura.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Metade Maior (Julieta Monginho)

Crimes autorizados pelo departamento demográfico confundem-se com os actos de um assassino cujas razões e identidade ninguém parece conseguir desvendar. Uma criança que perde a mãe para um desses crimes autorizados e que cria laços com os filhos do assassino. Um rapaz que quer mudar o mundo criando desenhos que se devem tornar reais. E, no centro de tudo, uma investigadora que não sabe bem que pistas seguir, um livreiro que procura a verdade nas palavras e um homem que regressou de longe com sonhos de mudança. Assim é a vida naquela avenida nos dias antes da revolução. Mas que revolução? Nem eles sabem ao certo...
Parte do que torna este livro cativante está na conjugação entre a simplicidade de alguns momentos (e na inocência das vontades de algumas personagens) e a complexidade resultante de tantas histórias cruzadas. O ambiente parece ser, inicialmente, o da realidade quotidiana, mas cedo revela a sua verdadeira natureza nas características do sistema em vigor. Já com as personagens, o mistério é o factor predominante e as suas escolhas e acções são marcadas não só pelo seu papel no sistema, mas também pela forma como se moldam à mudança e à descoberta dos que com eles interagem. É isso que os torna complexos, mesmo quando a vontade na base é tão simples como a de querer alguém com quem contar. Desejos comuns num cenário diferente dão, assim, forma a uma história - ou teia de histórias - feita de contrastes.
Também a escrita é cativante. Sem ser demasiado elaborada, mas com momentos poéticos que lhe definem um estilo próprio, adapta-se ao conteúdo, dando voz às emoções, pensamentos e palavras das personagens e definindo-lhes uma identidade própria, que se diferencia da voz do narrador. Narrador este que tem as suas opiniões, também, mas que surge como uma presença discreta em complemento à força das personagens.
Apesar das muitas histórias cruzadas e do ambiente de mudança global a aumentar-lhe a complexidade, este é um livro relativamente breve. E essa brevidade leva a que certos elementos sejam explorados apenas na medida em que são essenciais ao rumo das personagens. Fica, assim, a impressão de que mais poderia ser dito, nalguns aspectos, principalmente no respeitante ao funcionamento do departamento demográfico (e do sistema em geral) e a certos mistérios, como o buraco da Loja da Felicidade, que ficam em aberto. Já à história individual das personagens, nada falta, e a conclusão acaba por ser a mais adequada ao seu percurso.
Complexo e envolvente, Metade Maior tem tanto de estranheza como de fascínio no seu mundo, que, apesar de todas as diferenças, se aproxima, por vezes, tanto da nossa realidade. E é essa proximidade, afinal, às personagens e à empatia que as suas circunstâncias despertam, que mantém viva a envolvência despertada pelo mistério. Vale a pena ler este livro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Rei Embevedado de Amor... (Sérgio Luís de Carvalho)

Nem só de longas listas de nomes e de grandes factos se faz a História. Prova disso é este livro que, de forma sucinta e descontraída, apresenta alguns dos episódios mais bizarros e surpreendentes da vida dos reis e rainhas de Portugal. E, para livro que trata da realeza, haja um título à altura. Assim, o nome completo deste livro é O Rei Embevedado de Amor, A Rainha Pé de Cabra, As Amantes Feiticeiras do Rei que Casou com a Cunhada e outras 208 histórias bizarras, trágicas e curiosas dos nossos reis e rainhas. Longo, é certo, mas esclarecedor. 
Mas passemos à obra. Este livro não é, nem pretende ser, um conjunto de biografias para os seus protagonistas. Assim, importa desde já referir que não será nem exaustivo nos pormenores, nem completo e detalhado em todos os factos. Não é esse o objectivo. Aqui, o que importa são as situações caricatas, ou invulgares, e as pequenas tragédias, bem como as lendas que lhe ficaram associadas. E, nesse aspecto, o resultado é brilhante.
Parte do que torna este livro cativante é o tom leve com que os episódios são narrados. Contados com brevidade e descontracção, não há, em cada episódio, grandes desenvolvimentos a nível de contexto - mais uma vez, não é o objectivo - dando-se, antes, o destaque ao peculiar da situação narrada. O essencial está lá, ainda assim, e é fácil imaginar a história a acontecer já que só os pormenores desnecessários são deixados de fora. Os factos relevantes para contextualizar o acontecimento não faltam.
Um outro aspecto cativante é o sentido de humor. Recordando sempre as diferenças de ambiente e mentalidade da época - e algumas semelhanças também - , o autor acrescenta à simples narração dos episódios um toque de ironia que é simplesmente delicioso, ao mesmo tempo que analisa peculiaridades como certos métodos de tratamento dos médicos de outrora ou a coerência de certas acções do Santo Ofício e circunstâncias que, mudado o contexto, permanecem iguais, como a eterna opção de aumentar os impostos quando era preciso encher os cofres do estado.
Importa ainda referir o cuidado de, apesar da brevidade dos relatos, manter clara a distinção entre factos, lenda e especulação, diferenciando o que é mito (e apontando uma origem para alguns deles) do que é relativamente certo e ainda das diferentes teorias levantadas sobre as figuras em causa. Também isto contribui para manter viva a curiosidade, já que o desmentir de alguns mitos e a exposição da origem mais ou menos justificada de algumas lendas permite também uma visão mais precisa dos factos.
Este é, pois, um livro que, não aprofundando demasiado os detalhes sobre o contexto e os acontecimentos narrados, apresenta, ainda assim, uma série de episódios e figuras interessantes da História de Portugal, numa leitura envolvente, divertida e que cria curiosidade em saber mais. É um bom livro, portanto. Muito bom.

Anna Karenina - Nova Edição


Título: Anna Karenina
Autor: Leão Tolstoi
Colecção: Clássicos
Preço: 38.62€
Pp.: 872

Por entre o frio de Moscovo e as neblinas geladas de São Petersburgo, uma história de amor imortal que nasce com um simples olhar. Uma paixão trágica que tudo abandona para se dedicar ao amor de um único homem. Uma heroína tão intensa e comovedora como Madame Bovary e a Dama das Camélias, que eternizou o nome de Leão Tolstoi colocando-o na galeria dos grandes génios da literatura universal.
«Já se disse que a obra de Shakespeare, a de Balzac e a de Tolstoi são os três maiores monumentos erguidos pela Humanidade à própria Humanidade. Estou cada vez mais convencido de que isso é verdade!» André Maurois
Agora numa nova adaptação cinematográfica de Joe Wright, realizador de Orgulho e Preconceito e Expiação, com Keira Knightley e Jude Law, nos principais papéis, Aaron Taylor-Johson e Kelly Macdonald.