segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Lugar do Coração (Emily Giffin)

Aos trinta e seis anos, Marian Caldwell parece ter alcançado tudo o que desejava... ou quase. Ao seu trabalho como produtora de uma série de sucesso, juntou-se uma relação amorosa que é quase perfeita, excepto pela hesitação de Peter quanto à possibilidade do casamento. Mas é precisamente quando esta dificuldade começa a gerar conflitos que um novo problema - ou a maior das oportunidades - está prestes a surgir. Quando a jovem Kirby Rose lhe bate à porta, traz com ela todo um passado nunca totalmente esquecido. É que Kirby é a filha que Marian deu para adopção... e a base de toda uma fase da sua vida que nunca contou a ninguém.
História de afectos e de relações complicadas, este é um livro que tem como maior ponto forte a capacidade de criar empatia e de dar força aos momentos emotivos sem que, por isso, a história se torne demasiado dramática. Na verdade, há razões mais que suficientes para que surja uma certa medida de drama, mas a autora consegue equilibrar os elementos de tensão e conflito com certos laivos de leveza e humor, o que torna a narrativa mais equilibrada e cativante. O resultado é, por isso, uma história com emoção quanto baste, mas leve o suficiente para criar um bom equilíbrio entre os segredos, os conflitos e as dificuldades e, por outro lado, o percurso positivo que está reservado para as personagens.
Falando das personagens, há, principalmente entre as figuras secundárias, alguns elementos que poderiam ter sido mais explorados. Ainda que Marian e Kirby sejam o centro da história, há um conjunto relativamente vasto de personagens que as rodeiam e, nalguns casos, o seu próprio caminho justificaria toda uma história. Além disso, há muitas questões entrelaçadas ao longo desta história, entre diferentes vidas familiares e comportamentos e valores que caracterizam certas personagens. Assim, haveria talvez mais a dizer sobre certos aspectos da história individual de algumas destas personagens. Apesar disso, o verdadeiramente essencial está lá.
Ainda um outro ponto positivo que importa referir é a forma como a autora conta a história, na primeira pessoa e pelas vozes das protagonistas. Além de tornar mais próximos os pontos de vista de Kirby e Marian, dando aos seus sentimentos uma voz mais clara, esta forma de contar a história realça também o que ambas têm em comum. E, tendo em conta a forma como tudo termina, deixando o possível futuro de ambas à imaginação de quem lê, estes pontos de união funcionam de uma forma especialmente interessante, já que insinuam possibilidades positivas.
Envolvente e emotivo, mas com um agradável toque de humor, O Lugar do Coração apresenta uma história cativante, cheia de emoções fortes e com um percurso que, sem dar todas as respostas, apresenta, apesar disso, muito de bom. Uma boa leitura, portanto.

sábado, 28 de junho de 2014

Programação Neurolinguística (Gustavo Bertolotto Vallés)

Entendida como sendo em parte arte e em parte ciência, a programação neurolinguística baseia-se numa série de conceitos para definir técnicas de desenvolvimento pessoal. O que este livro faz é descrever a forma como essas técnicas podem ser úteis, num guia que, apresentando os fundamentos essenciais, se centra, ainda assim, mais nos métodos e exercícios para os pôr em prática. E, do conjunto de teoria e prática, sobressaem alguns elementos interessantes, mas também questões deixadas por explorar.
O mais interessante está, precisamente, nos conceitos. As ideias associadas à programação neurolinguística, os fundamentos que a definem e a forma como pode ser aplicada aos diferentes aspectos da vida introduzem uma forma de pensamento - e de desenvolvimento - que, apesar do maior ou menor cepticismo, desperta interesse. É certo que estes elementos mais teóricos são desenvolvidos de forma muito sucinta, pelo que fica, acima de tudo, a  curiosidade em saber mais sobre os fundamentos e a história do método e das ideias subjacentes. Ainda assim, a perspectiva que fica é a de algo interessante a descobrir.
Por outro lado, a brevidade da exposição dos conceitos e o foco nos exercícios faz com que, por vezes, a exposição se torne demasiado confusa, como se partes da informação ficassem por explicar. É possível captar o essencial da informação e compreender o objectivo - e os possíveis resultados - dos exercícios, mas fica, por vezes, a impressão de que há elementos em falta e de que muito mais haveria a dizer sobre o assunto. Mesmo tendo em conta que o objectivo do livro parece ser mais o de funcionar como guia do que como explicação exaustiva.
A soma de tudo isto é um livro que apresenta várias ideias interessantes e uma componente prática bem desenvolvida, ainda que falte um maior desenvolvimento dos conceitos e das ideias na origem dos exercícios. E, por isso, uma leitura que, às vezes, se torna confusa, mas que não deixa de ser interessante.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A Amante (James Patterson e David Ellis)

Benjamin Casper é um indivíduo de obsessões. Sem grandes amigos, toda a sua dedicação vai para o pequeno jornal online que a fortuna que herdou lhe permite manter. É, também, um homem fixado em Diana Hotchkiss, que julga ser uma amiga que talvez possa vir a ser algo mais. Mas Diana tem grandes e perigosos segredos. E o seu aparente suicídio, pouco tempo depois de Ben ter estado no seu apartamento, levanta suspeitas. Ben está disposto a descobrir a verdade, mesmo que a sua investigação o deixe numa situação delicada. Mas forças poderosas querem encobrir a verdade e continuar a fazer perguntas poderá ser a garantia de uma morte prematura.
De ritmo intenso e com um enredo em que a acção é uma constante, este é um livro que parece reunir todos os traços habituais nos livros de James Patterson. Escrito em capítulos curtos, num estilo directo e com os elementos que caracterizam as personagens a serem desvendados à medida que são necessários, centra-se essencialmente na acção e descreve-a pela voz do protagonista. E acção não falta, numa história que é, acima de tudo, uma corrida contra o tempo.
A estas habituais características que, por si só, fazem deste livro uma leitura compulsiva, em que cada novo acontecimento aumenta a vontade de saber mais, juntam-se alguns aspectos particularmente intrigantes. Em primeiro lugar, ao envolver elementos de espionagem e de intriga internacional, a situação torna-se bastante mais complexa - e as possibilidades de sobrevivência de Ben ainda mais escassas. Isto contribui em muito para tornar a situação mais intensa, já que insinua possíveis inimigos em todos os quadrantes, ao mesmo tempo que abre caminho para umas quantas revelações inesperadas.
Outro aspecto interessante está na caracterização do próprio Ben. Caracterização que, como já vem sendo habitual, é feita de forma muito gradual e ao ritmo da evolução do enredo, mas que, neste livro em particular, revela pontos fortes desde muito cedo. Há um mistério no passado do protagonista, algo que, de certa forma, molda todos os seus comportamentos. Além disso, a tendência de Ben para divagar nos momentos mais improváveis  e os assuntos sobre os quais divaga dão à sua forma de narrar as coisas um tom muito próprio, o que torna a leitura ainda um pouco mais cativante.
Tudo somado, este é, portanto, um livro que corresponde às expectativas de quem vem acompanhando as (várias) séries de James Patterson. Intenso, viciante, com uma boa história e um protagonista cativante. Muito bom, em suma.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O Olhar do Açor (Sandra Carvalho)

Em tempos, Constance escolheu o dever em vez do amor e resignou-se ao casamento acordado pela sua família, para manter a paz. Consigo, guardou a memória de perigos que se transformaram em paixão e o segredo que lhe restou desses dias. Agora, muitos anos passados, a sua única filha cresceu para se tornar uma mulher e muitas atenções convergem para ela, ou não fosse Leonor a herdeira de Águas Santas. Mas nem todas as atenções são desejadas e, de todas, a mais perigosa é a de Tomás Rebelo. Odiado por muitos, mas com grande influência junto do rei, Tomás Rebelo cobiça a posse de Águas Santas e está disposto a tudo para a obter. E é possível que nem todas as forças sejam suficientes para combater um homem cujo poder não é apenas aquele que todos lhe reconhecem.
Primeiro volume de uma nova história, o que primeiro cativa para este livro é que permite reconhecer, desde logo, os pontos fortes que cativaram na Saga das Pedras Mágicas, mas também algo de diferente, que intriga e desperta curiosidade para este novo cenário. 
As diferenças notam-se, em primeiro lugar, no contexto histórico, que surge, numa fase inicial como elemento dominante. A magia, por sua vez, é um elemento que vai surgindo de forma gradual, em harmonia com o avolumar de uma situação cada vez mais sombria e perigosa. Cria-se assim, entre os dois elementos, mágico e mundano, um equilíbrio interessante, em que as revelações vão surgindo, aos poucos, de entre uma aura de mistério que nunca deixa de cativar.
Também a nível de caracterização de personagens há um bom equilíbrio, com figuras que facilmente despertam empatias a contrastar com um vilão que tanto consegue inspirar ódio como manipular com o seu carisma. Há, é claro, figuras que permanecem envoltas em mistério. Mais haverá a dizer sobre elas, seguramente, no segundo volume. Mas, deste conjunto de personalidades tão diferentes, e dos papéis relevantes que têm a desempenhar, cria-se uma base de proximidade que aumenta em muito a intensidade emocional dos grandes momentos.
E é também essa intensidade emocional que importa referir como um outro ponto forte deste livro. A história surge a um ritmo inicialmente pausado, mas em que certas circunstâncias criam, à partida, a curiosidade em saber mais, e cresce em impacto a cada nova reviravolta das circunstâncias. Dos perigos, dos momentos de conflito e das situações de perda surgem episódios verdadeiramente intensos. Além disso, se há força na forma como as personagens encaram as provações, há também vulnerabilidades que as humanizam, sendo Leonor o melhor dos exemplos disso. E, a partir daí, há também espaço para crescer, o que promete muito de bom para o volume que se seguirá.
Com um novo cenário e novas personagens, mas com a mesma escrita envolvente que é característica da autora, O Olhar do Açor apresenta uma história cativante, repleta de momentos marcantes e que promete ainda muito de bom para o que falta contar. Muito bom.

Para mais informações sobre o livro O Olhar do Açor, clique aqui.

Novidades Planeta para Julho

Com grande minúcia, uma mulher planeia a morte da pessoa que converteu a sua vida num inferno, o pai. O macabro plano toma forma num bloco-notas em que a capa tem umas apetitosas madalenas. Uma nota no frigorífico com as palavras: «Matar o papá» recorda-lhe qual o motor que impulsiona a sua vida. 
Enquanto o plano parricida avança, é encontrado o cadáver de uma mulher num lago da cidade de Skövde. A inspectora Anna Eiler trabalha no caso, mas não é a única: duas jornalistas locais, Ing-Marie Andersson e Julia Almliden, realizam a sua própria investigação. 
As três têm razões pessoais para resolver o assassínio, as três escondem algo, mas só uma delas é capaz de preparar a sangue-frio um crime mais atroz do que aquele que pretende resolver.

Enquanto dorme tudo pode acontecer... 
Cillian, porteiro de um edifício de Nova Iorque, sente prazer em prejudicar as pessoas que o rodeiam. Ele conhece a fundo todos os inquilinos do prédio. Controla as suas idas e vindas, estuda-os, descobre os seus pontos fracos, os seus segredos.
Clara, a condómina do 5.o B, é a sua próxima vítima, e ele não parará enquanto não conseguir destruir-lhe a vida. 
Todas as manhãs, Cillian faz um jogo consigo próprio a que chama «roleta russa»: coloca a sua vida no abismo, procurando um motivo para viver mais um dia. Incapaz de ser feliz, o seu único conforto é impedir que os outros o sejam. 
Clara é a sua antítese: uma mulher feliz, em paz, que reage com um sorriso a tudo o que a vida lhe oferece. A sua indestrutível vitalidade transtorna Cillian, que levará o seu jogo ao extremo. Um jogo que se revelará mais complexo do que alguma vez podia imaginar.

Há um ano, Neryn nada tinha a não ser um Dom Iluminado que mal compreendia e o sonho vago de que a mítica base rebelde de Shadowfell pudesse ser real. 
Agora, é a arma secreta dos Rebeldes e a sua grande esperança de fazerem vingar essa revolta secreta contra o rei Keldec, que terá lugar no dia do Solstício de Verão. 
O destino de Alban está nas suas mãos. No entanto, para se preparar para a batalha sangrenta que a espera mais adiante, Neryn terá de procurar primeiro o ensinamento de mais dois Guardiães. 
Entretanto, Flint, o homem por quem se apaixonou, está no limite das suas forças enquanto espião na corte do rei e acumulam-se as suspeitas da sua traição. 
A confiança dissipa-se de dia para dia quando a notícia da existência de uma outra Voz chega aos ouvidos dos Rebeldes: uma Voz leal a Keldec, que possui todo o poder de Neryn e nenhuma da sua benevolência ou autoridade arduamente conquistada. 
Nas vésperas da insurreição, Neryn terá de descobrir uma forma de reconhecer – e explorar – a fragilidade do seu adversário. 
Em jogo, está a liberdade do povo de Alban, a possibilidade de os Boa Gente saírem dos esconderijos e a oportunidade de Flint e Neryn se unirem finalmente.

Neste romance, Catalina vê-se obrigada a desmascarar uma grande conjura concebida pelos inimigos para derrubar o rei de Espanha. 
A aparição de um mapa que revela onde se pode encontrar o lendário tesouro de Hernán Cortés desempenhará um papel essencial no plano de Catalina para descobrir os traidores e cumprir o seu juramento de acabar com os Curvos. 
A dupla personalidade de Catalina Solís / Martín Nevares enfrentará, além disso, um grave risco para o seu equilíbrio: o amor. 
Uma vez mais, Matilde Asensi irá surpreender os leitores com um fim inesperado.

Após libertar por acidente os deuses do seu cativeiro
no Olimpo, Helena tem de encontrar uma forma de os voltar a aprisionar, sem dar origem a uma guerra devastadora. 
Mas os deuses estão zangados, e sua sede de sangue já fez vítimas mortais. 
Para piorar a situação, o Oráculo revela que um tirano diabólico se esconde no seu seio e que fomenta a discórdia entre o grupo outrora sólido de amigos. 
Assim como os deuses usam os Rebentos uns contra os outros, a vida de Lucas está confusa. 
Ainda não tem certeza se Helena o ama ou se prefere Oríon, mas é forçado a tomar uma decisão terrível, pois a guerra está à porta.

Novidade Asa

Quatro mulheres, uma promessa de prazer. A aventura de uma vida!
As colinas de Favio, uma pequena vila siciliana, escondem um tesouro inesperado: a Escola de Culinária de Luca Amore. Ao pendurar quatro aventais limpos para o novo curso que se avizinha, Luca antecipa a rotina do costume: preparar belas refeições com iguarias locais, visitar aromáticas vinhas e olivais a perder de vista, proporcionar momentos agradáveis às suas quatro alunas e desejar-lhes uma boa viagem de regresso a casa.
Ao dirigir-se ao aeroporto, o jovem não imagina que a sua vida está prestes a mudar… e muito. Acabadas de chegar, Moll, Tricia, Valerie e Poppy são muito especiais. Eis o que Luca ainda não sabe sobre elas: uma esconde um segredo, outra espera voltar a encontrar o amor, outra tenta desespe­radamente fugir à sua própria vida e a última já o conseguiu. 
E quando lhes dá as boas-vindas e coloca gentilmente sobre a mesa uma garrafa de Pro­secco e cinco copos, Luca inicia um curso de culinária muito diferente dos anteriores. Mas essa é mais uma coisa que ele não pode saber… ainda.

O pai de Nicky Pellegrino partiu de Itália para Inglaterra, onde se apaixonou por uma jovem de Liverpool. Com ele, levou também a paixão pela gastronomia, que partilhou com a sua nova família. A sua máxima de que se deve viver para comer e não comer para viver é uma das inspirações por detrás dos saborosos romances de Nicky Pellegrino. A viver actualmente na Nova Zelândia, onde trabalha como editora da New Zealand Woman’s Weekly, Nicky Pellegrino planeia as suas férias de forma a viajar anualmente com o marido para Itália, para visitar a família, comer a melhor mozzarella e buscar inspiração para os seus livros.

terça-feira, 24 de junho de 2014

As Luzes de Setembro (Carlos Ruiz Zafón)

A morte de Armand Sauvelle deixou a sua família em grandes dificuldades. Mas quando a situação parece cada vez mais insuportável, surge o que parece ser a oportunidade de uma vida. O fabricante de brinquedos Lazarus Jann oferece um emprego a Simone e uma casa onde ela poderá viver com os filhos. A Casa do Cabo pode bem ser o recomeço de que os Sauvelle precisavam. Mas há sombrios mistérios escondidos no fascinante lugar que é Cravenmoore. E Lazarus Jann carrega consigo um segredo terrível que, mais uma vez, está prestes a volta à vida.
Seguindo na mesma linha dos anteriores O Príncipe da Neblina e O Palácio da Meia-noite, este é um livro em que sobressaem, em primeiro lugar, os pontos comuns. Com escrita e história mais simples que as dos romances do Cemitério dos Livros Esquecidos, este é, tal como os anteriores, um livro mais simples, mais centrado na aventura e em que o mistério domina o ritmo dos acontecimentos. É também um livro em que o lado sombrio contrasta com a quase inocência dos protagonistas, dando forma a uma memória da juventude que os acompanhará ao longo da vida.
Este contraste é, aliás, o grande ponto forte deste livro que, não atingindo a complexidade de um A Sombra do Vento, consegue, ainda assim, ser igualmente cativante. Desde logo, a inocência dos protagonistas desperta empatia, ao mesmo tempo que o mistério de Cravenmoore cria uma interessante aura de mistério. E é o equilíbrio entre os dois elementos, a magia do crescimento e da descoberta - e, no caso de Irene, do que poderá, talvez, ser amor - em oposição à maldição das sombras que pairam sobre a terrível história de Lazarus, que cria um enredo que, apesar da sua simplicidade, consegue surpreender nos momentos mais intensos. E que nunca deixa de cativar.
Ainda um outro aspecto que marca nesta história é a forma como o lado sombrio da história de Lazarus se conjuga com um ambiente que, ainda que repleto de estranheza, consegue ser belo e fascinante. Os autómatos e os brinquedos de Cravenmoore, com tudo o que têm de mágico, são mais que a base para o segredo de Lazarus Jann. São também um reflexo da sua experiência. E há ainda um pequeno detalhe, discreto, mas interessante, que importa referir: a associação do enigmático Daniel Hoffman a certos acontecimentos globais acaba por acrescentar, ainda que de forma muito breve, um detalhe de algo mais vasto a uma história que é, na sua essência, simples e pessoal.
Simples, quase inocente, mas com um lado sombrio estranhamente fascinante, As Luzes de Setembro apresenta uma história cativante, com personagens interessantes e um final marcante e intenso. A soma de tudo isto é um livro que, mesmo sem ser especialmente complexo, acaba por ser, ainda assim, muito bom.