quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Dia 16 de Setembro chega a conclusão da trilogia O Século

Ken Follett
Título Original: The Edge of Eternity - The Century Trilogy - Book 3
Tradução: Isabel Nunes e Helena Sobral
Páginas: 1024

Este terceiro volume da trilogia O Século começa em 1961 com a construção do Muro de Berlim já em plena Guerra Fria. As figuras principais são os descendentes das cinco famílias de diferentes nacionalidades (americana, alemã, russa, inglesa e galesa), que conhecemos em A Queda dos Gigantes e continuámos a seguir em O Inverno do Mundo. Estas personagens estão de alguma forma envolvidas na crise dos mísseis de Cuba, na luta pelos direitos civis e outros grandes movimentos de massas, nos assassinatos do presidente Kennedy e do seu irmão Robert, de Martin Luther King. A partir dos anos sessenta assistem ao nascimento da música pop e à difusão do rock. 
Tomam parte, enfim, de movimentos contra os escândalos presidenciais nos Estados Unidos, e encontramo-los combatendo os regimes comunistas nos anos oitenta. Este volume termina com a queda do Muro de Berlim, em 1989. Ao abraçar um projecto tão ambicioso como relatar um dos séculos mais dramáticos da história da humanidade, Ken Follett faz um trabalho admirável ao entrecruzar o dramatismo das histórias pessoais e a complexa intriga que se desenrola num palco global.

O britânico Ken Follett é um dos mais bem-sucedidos autores contemporâneos. 
Dos vinte e nove livros que escreveu, foram já vendidos mais de 150 milhões de exemplares. A trilogia «O Século», o seu projecto mais ambicioso até ao presente, conta a história do século XX através do olhar de cinco famílias relacionadas entre si. No Limiar da Eternidade, o volume final da trilogia, inclui as décadas de 60, 70 e 80 do mais turbulento e sangrento século da história da humanidade. Antes desta trilogia, o maior e mais inesperado êxito do autor foi a epopeia medieval Os Pilares da Terra (1989). 
Altamente aclamada pela crítica e pelos leitores e vendendo sucessivas edições, motivou Follett a escrever a sequela, O Mundo sem Fim (2008), tornando-se ambos livros de culto no mundo inteiro. A Presença tem publicado outros grandes êxitos do autor: A Ameaça, Triplo, O Voo das Águias, Voo Final, O Escândalo Modigliani.

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mataram a Cotovia (Harper Lee)

Jem e Scout, os filhos de Atticus Finch, são crianças perfeitamente normais. Ocupam-se com as mais improváveis brincadeiras e partidas, questionam o mundo que os rodeia e procuram, com a inocência que lhes é característica, compreender o máximo possível. Mas aquilo em que acreditam e o que conhecem do meio em que vivem sofre um abalo quando o pai é escolhido para defender Tom Robinson, um negro injustamente acusado de violar uma mulher branca. Muitos em Maycomb questionam a sua dedicação ao caso e mais ainda olham com desagrado a situação. Mas, mesmo que a situação se torne perigosa e que a batalha possa vir a estar perdida, a luta tem de continuar. E, aos olhos das duas crianças que começam a crescer, os acontecimentos serão uma lição inigualável.
É difícil explicar precisamente quais são as características que tornam este livro tão marcante. A história flui a um ritmo relativamente pausado, um pouco disperso até, com o mistério de Boo Radley a ocupar a posição dominante durante a fase inicial da narrativa e só depois dando lugar às questões levantadas pelo julgamento. Além disso, das interacções de Jem e Scout com a sociedade que integram, nem sempre são as virtudes que sobressaem, o que revela, em várias situações, o lado mais detestável das personagens.
Mas é como se tudo nesta história contribuísse para a tornar memorável. As injustiças, as pequenas guerras, o comportamento considerado normal para o tempo em que decorre a acção, tudo prepara caminho para uma grande lição sobre inocência e justiça. Não apenas a inocência dos acusados e a justiça que olha para a cor da pele para tomar uma decisão sobre factos dúbios, mas também para a inocência das crianças, de Scout que, a cada revelação, ganha uma mais vasta compreensão do mundo e da justiça (ou falta de) em emitir um julgamento irrevogável com base apenas na reputação ou nas normas sociais.
Há, pois, muito material para reflexão ao longo deste livro. Mas o mais impressionante é precisamente a forma como essa reflexão é provocada, sem grandes discursos nem situações exemplares, mas através dos acontecimentos tais como eles são e, consequentemente, das emoções que despertam. Porque também o impacto emocional é imenso e nem sempre associado aos grandes momentos. Basta uma frase ou um gesto narrado com simplicidade. E, subitamente, toda a percepção se altera.
E quanto a Boo Radley... A personagem que surge à partida como centro de um grande mistério para, depois, dar lugar a outras questões e outros protagonistas acaba por ter um papel tão surpreendente e tão perfeitamente conseguido que acaba por ser uma das figuras mais marcantes numa história em que tudo impressiona.
Ao mesmo tempo história de crescimento e reflexão sobre as normas sociais, o racismo e o preconceito, Mataram a Cotovia junta a inocência da infância à dos injustiçados, numa narrativa cativante, sempre surpreendente e com momentos de uma emotividade imensa. O resultado é, claro, brilhante.

Novidade Porto Editora

Sophie Brinkmann é uma viúva que leva uma vida tranquila nos subúrbios de Estocolmo até conhecer Hector Guzman, um homem sofisticado e elegante. Ela não faz ideia de que sob o charme daquele homem se esconde algo sinistro. Hector é o cabecilha de uma organização criminosa. Ele está habituado a obter tudo o que quer, e o que ele agora quer é aniquilar os seus rivais. 
Antes de se aperceber do verdadeiro mundo em que Hector se move, Sophie vê-se enredada numa implacável teia. Com a casa sob vigilância e a família em risco, em quem poderá ela confiar, quando a própria polícia é tão perigosa quanto os criminosos? 
Neste primeiro volume da trilogia «Brinkmann», Alexander Söderberg presenteia-nos com um magnífico romance sobre o mundo sórdido do tráfico de armas e droga, dando-nos ao mesmo tempo um retrato magistral da fragilidade humana.

Alexander Söderberg nasceu e cresceu em Estocolmo. Trabalhou para a televisão sueca como argumentista, tendo adaptado, entre outras, obras de Camilla Läckberg. Vive actualmente no campo, no Sul da Suécia, com a mulher, três filhos e um labrador. 
O Amigo Andaluz é o primeiro romance da trilogia Brinkmann, e recebeu o aplauso unânime da crítica internacional, tendo sido traduzido em 35 países.

Novidade Guerra e Paz

Luísa ainda era uma adolescente. Tiago já era um jovem adulto. Conheceram-se na solidão de uma pequena praia, na margem de um rio. Tinham em comum uma relação familiar traumática. Num caso, o trauma do amor dos pais. No outro, o trauma do ódio dos pais. 
Conheceram-se num dia que pareceu conter uma vida inteira. Mas teriam ficado separados para sempre, se a invisível linha de uma doença que rói o corpo e anuncia a morte não os tivesse voltado a ligar, dezasseis anos depois. 
Luísa e Tiago podem até redescobrir o amor, mas apenas se a silenciosa presença das metástases não se alastrar aos seus corações. 
Viagem ao Fim do Coração é mais do que uma comovente história de amor. É a recriação de um admirável mundo de pais e mães, filhos e irmãos, ódios e amores. Revela os pesadelos de um cancro injusto, mas não abdica do que é humano e essencial, o sonho.

Ana Casaca tem 39 anos e é natural de Lisboa. Licenciou-se em Direito, mas sempre soube que era na escrita que residia a sua verdadeira vocação. Troca as leis pelas letras e, em 2002, inicia-se no guionismo pela mão de Manuel Arouca, que a convida a integrar a equipa de escrita da telenovela Filha do Mar (TVI, 2002). Participou na escrita de Baía das Mulheres (TVI, 2005), Tu e Eu (TVI, 2007), Podia Acabar o Mundo (SIC, 2008), Rosa Fogo (SIC, 2011) e Bem-vindos a Beirais (RTP, 2013-2014). Adaptou, com Tomás Múrias, o guião para a série O Regresso a Sizalinda (RTP, 2006). Neste momento, integra a equipa de argumentistas da sequela de Jardins Proibidos (TVI, 2014). É autora dos romances A Vontade de Regresso (2002) e Todas as Palavras de Amor (2013).

domingo, 31 de agosto de 2014

À Descoberta da sua Assinatura de Alma (Panache Desai)

Medos, tristezas, mágoas e preocupações são apenas algumas das emoções que definem a vida de cada um. Não necessariamente associadas às grandes coisas e, por vezes, vividas de forma inconsciente, podem ser, ainda assim, condicionantes na hora de escolher um rumo ou tomar uma decisão. O que Panache Desai apresenta neste livro é, essencialmente, um percurso de introspecção, considerando essas emoções negativas e lidando com elas de forma a construir uma nova perspectiva acerca da vida.
Apesar de ser construído como um método para 33 dias, este não é, propriamente, um guia do género que implica exercícios ou técnicas de meditação. Este é, aliás, um dos aspectos mais interessantes do livro. Grande parte do que o autor apresenta são reflexões sobre sentimentos e formas de estar na vida, sugestões sobe uma melhor forma de os encarar. E é desta introspecção que surgem umas quantas boas ideias, uma sensação de familiaridade com as tais emoções menos visíveis e, independentemente da percepção global que se ganha relativamente ao método, uma forma mais ampla de pensar em certas coisas.
Também um aspecto interessante, ainda que possa despertar sentimentos ambíguos, é a ligação a um sistema de crença. O Divino tem um papel essencial nas ideias que o autor pretende transmitir, o que pode criar alguma distância, pelo menos nos leitores mais cépticos. Ainda assim, a presença do Divino não está necessariamente associada a uma crença específica, o que acaba por tornar a ideia geral bastante mais abrangente.
Quanto ao potencial de mudança do método, fica, por vezes, a impressão de que algumas ideias não são tão simples como parecem. Ainda assim, e mesmo que nem todos os pontos sejam assim tão fáceis de pôr em prática, há, ao longo do livro, todo um conjunto de boas reflexões, que ficam na memória, não só pelo que têm de familiar, mas também pela forma cativante como o autor as apresenta.
Escrito de forma cativante e com algumas ideias surpreendentes, o que este livro apresenta é, acima de tudo, uma viagem através dos sentimentos, partindo dos mais negativos e enfrentando-os de uma forma diferente. O resultado é, pelo menos para alguns dos temas, uma nova perspectiva. E um percurso interessante.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Na Pele de Meryl Streep (Mia March)

Quando Isabel e June Nash são informadas pela tia que precisa que elas regressem à pousada onde cresceram porque tem um comunicado para lhes fazer, nenhuma delas fica muito entusiasmada. Foi ali que continuaram com as suas vidas depois da morte dos pais num acidente, mas a perda criou mais barreiras que união e a relação entre as irmãs e com a prima Kat nunca foi a mais sólida. Mas agora, de regresso à pousada, e com uma notícia capaz de lhes mudar as vidas à espera, Kat, Isabel e June vão descobrir a força de sentimentos que nunca expressaram e encontrar a força, depois de toda a dor que já sentiram, para travar ainda uma nova batalha. E descobrir quem realmente querem ser.
Tendo como ponto de partida um regresso às origens e um cenário de possíveis perdas, este é um livro que tem como grande ponto forte o impacto emocional. Tanto nos percursos pessoais das três protagonistas, como nos acontecimentos associados ao comunicado de Lolly, há todo um conjunto de pequenos - e não tão pequenos - dramas, com todo o sentimento que lhe está associado. Há, também, uma sucessão de perdas, vindas do passado ou previstas para um futuro próximo, e a forma de reagir (ou a necessidade de o fazer) implicam também uma forte carga emocional.
A este impacto emocional está associada toda uma grande reflexão sobre o que verdadeiramente importa na vida. Isabel, June, Kat e a própria Lolly são mulheres fortes moldadas pelas experiências que viveram, mas são também, ainda e sempre, almas em crescimento. Em cada novo acontecimento, ou no que está para vir, há sempre uma nova lição à espera, capaz de moldar escolhas para o futuro. Há uma evolução nas personagens, no que as define e nas percepções que têm do mundo e das relações. E este desenvolvimento, revelador de personalidades complexas e empáticas, é também parte do que torna esta história especialmente marcante.
Também cativante é a forma como a autora conjuga a história pessoal das personagens com os filmes que vêem juntas nas suas noites de cinema. Além de criar vários paralelismos interessantes entre as protagonistas e as personagens dos vários filmes, as sessões de cinema e as discussões sobre os filmes reforçam o impacto da união familiar que é, afinal de contas, um dos pontos centrais deste livro. União que é também, e acima de tudo, o mais constante dos afectos, numa história em que nem todas as possibilidades encontram uma resolução definitiva. Como na vida, de resto.
Feita de emoções fortes e de afectos duradouros, esta é, pois, uma história de perda e de superação, mas também de amor e de ternura. Cativante e comovente, fala com leveza e amor de como os grandes momentos e as pequenas escolhas definem a vida de cada um. E fica na memória, bem depois de terminada a leitura.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Novidades Topseller

Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente.
Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites?

«Tenho andado a segui-la nos últimos dias. Sei onde faz as compras de supermercado, a que lavandaria vai, onde trabalha. Nunca falei com ela. Não lhe reconheceria o tom de voz. Não sei a cor dos olhos dela ou como eles ficam quando está assustada. Mas vou saber.»
Filha de um juiz de sucesso e de uma figura do jet set reprimida, Mia Dennett sempre lutou contra a vida privilegiada dos pais, e tem um trabalho simples como professora de artes visuais numa escola secundária. Certa noite, Mia decide, inadvertidamente, sair com um estranho que acabou de conhecer num bar. À primeira vista, Colin Thatcher parece ser um homem modesto e inofensivo. Mas acompanhá-lo acabará por se tornar o pior erro da vida de Mia.

Mary Kubica tem um Bacharelato em História e Literatura Americana pela Universidade de Miami (Ohio). Não Digas Nada é a estreia enérgica e vigorosa desta autora incrivelmente promissora, que a Topseller se orgulha de dar a conhecer aos seus leitores.