sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Vencedora do passatempo Louca

E chegámos ao fim de mais um passatempo. Resta-me, pois, como sempre, agradecer a todos os que participaram e anunciar quem vai receber um exemplar do livro Louca.

E o vencedor é...

48. Susana Henriques (Lisboa)

Parabéns e boa leitura!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Há um Monstro no teu Livro (Tom Fletcher)

Há um monstro neste livro! E é preciso expulsá-lo... ou será que não? Seja como for, o monstro está bem onde está e não quer sair, a não ser que insistam com ele. Mas e depois? Para onde vai o monstro? E o que fazer a seguir? A resposta está nestas muito breves e encantadoras páginas.
Não são precisas muitas palavras para descrever este livro. Na verdade, basta uma: adorável. E adorável, em primeiro lugar, pelo aspecto, já que o habitante principal deste livro tem um ar muito pouco... monstruoso, mas também pela forma como esta pequena história é construída. O monstro é giro, diga-se de passagem. Mas, mais do que isso, as aventuras necessárias para... bem, lidar com a presença dele no livro... também têm todo o potencial para resultar em algo de encantador.
Porquê? Ah, claro. Porque o livro é todo ele uma curiosa actividade. Aliás, se, como eu, já deixaram a infância para trás há uns tempos, imaginem-se a ler esta história com uma criança (ou a lê-la em criança) e a fazer o que o livro sugere. Voltas, sacudidelas, gestos, palavras... imaginem-se a interagir com o livro. Porque é isto que o torna diferente e é esta diferença que é encantadora: basta um voltar de páginas e meia dúzia de indicações e o livro torna-se uma base de interacção com o seu... mais uma vez... curioso habitante. 
E há ainda um outro aspecto. Bem, o monstro é um monstro, não é? E ter medo dos monstros é natural na infância. Mas conhecer e interagir com a pequena e fofa criatura que vive nas páginas deste livro acaba também por contribuir para esbater um pouco esses receios. Afinal, e embora digam que os monstros não existem, acreditar nisso pode não ser tão fácil como parece. Mas descobrir um monstro inofensivo e divertido... bem, isso já é mais interessante. 
No fim, fica-se com um sorriso nos lábios, seja ao recordar a infância ou a imaginar esta história contada a um pequeno leitor. E a impressão de um livro que é tão encantador pelo conteúdo como pela forma peculiar que lhe dá vida. Muito bom. 

Título: Há Um Monstro no teu Livro
Autor: Tom Fletcher
Origem: Recebido para crítica

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Silêncio das Filhas (Jennie Melamed)

Depois da calamidade que deixou mergulhadas num fogo eterno as terras devastadas, foram poucos os que sobreviveram - e esses criaram na ilha uma comunidade fechada e com leis muito estritas. Pelo menos, foi nisto que as raparigas da ilha foram ensinadas a acreditar. Mas há algo que não bate certo naquele mundo em que os pais têm todos os poderes, as mulheres devem apenas obediência e fertilidades e as filhas têm de dar aos pais tudo o que eles lhes pedem. E, quando algumas raparigas começam a questionar, há verdades terríveis muito perto da superfície... e o que parecia quase uma lei divina revela-se uma estranha prisão.
Não é propriamente fácil falar por este livro, mas, tendo de escolher um ponto de partida, direi que é um livro de contrastes vincados. E isto aplica-se não só à história em si, mas à própria experiência de leitura. Por um lado, há uma beleza quase poética nas palavras, mas o que estas descrevem é profundamente perturbador. Há um estranho fascínio que leva a querer quase que desesperadamente uma solução - e, no entanto, esta não é uma história de revoluções. Há verdades tão duras que facilmente tornam a história angustiante, mas, ainda assim, é quase impossível parar de ler. E, no fim, o que fica é esta mistura de fascínio por uma história que não dá nem perto de todas as respostas, mas em que tudo parece ser quase perfeito.
Também não se pode dizer que seja apenas um livro que desperta questões relevantes - todo ele é um ninho de questões relevantes. A manipulação através da fé, a mentira que leva a comportamentos inadmissíveis, o poder ilimitado que leva a decisões incontestadas, a sociedade isolada que permite que alguns tudo possam e outros não possam nada. Tudo isto está presente e de uma forma devastadora. E, por outro lado, surge mais uma vez o contraste: as protagonistas desta história são maioritariamente crianças e, pese embora a crueza do mundo em que vivem, têm ainda assim uma inocência que apenas faz com que sobressaia mais a crueldade do mundo que as rodeia.
Mas volto atrás: não é uma história de revoluções nem um mecanismo de viragem que fará com que tudo mude. Muda, talvez, no máximo a consciência de alguns. E, claro, isto deixa sentimentos ambíguos, até porque ficam muitas perguntas em aberto. Mas a verdade é que faz sentido que assim seja, pois é tal o rumo dos acontecimentos (e tal a cegueira de alguns dos envolvidos) que uma mudança global teria de implicar uma história diferente. Esta é uma história de crescimento - cruel, mas de crescimento, ainda assim - e, sendo esse o percurso inevitável das protagonistas, faz apenas sentido que o resto acabe por passar para segundo plano.
Não, não é fácil falar sobre este livro, até porque a marca que deixa é, acima de tudo, emocional. Mas basta provavelmente dizer isto: pode rasgar-nos o coração pelo caminho, causar angústia, revolta, perturbação. Mas, no fim, fica-se melhor por o ter lido. E isso faz com que tudo valha a pena. Recomendo. 

Título: O Silêncio das Filhas
Autora: Jennie Melamed
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidades Topseller

Quando Billy Wilkinson, um adolescente de 15 anos, desaparece a meio da noite, Claire, a sua mãe, culpa-se pelo que aconteceu. Mas não é a única a fazê-lo. Todos os membros da família se sentem culpados.
O facto é que os Wilkinsons estão tão acostumados a guardar segredos entre si, que a verdade só começa a vir ao de cima seis meses depois. E uma coisa é certa: alguém sabe o que aconteceu a Billy.
Claire acredita desesperadamente que o filho ainda está vivo e convence-se de que a família e os amigos não têm qualquer relação com o seu desaparecimento.
E o instinto de uma mãe nunca falha… Ou falhará?

C. L. Taylor é autora bestseller do Sunday Times, especializada em thrillers psicológicos. Os seus livros venderam para cima de um milhão de exemplares, tendo já sido traduzidos em mais de 20 línguas.
Nasceu em Worcester, no Reino Unido, e formou-se em Psicologia pela Universidade de Northumbria.
Dedica-se, desde 2014, à escrita a tempo inteiro. Actualmente vive em Bristol, com o companheiro e o filho.

Lara Jean atravessa um dos momentos mais emocionantes da sua vida. O namoro com Peter está cada vez mais intenso, o baile de finalistas está à porta, o pai vai voltar a casar e a sua irmã mais velha, Margot, vem passar o verão a casa.
Ainda assim, apesar de tanta coisa estar a acontecer ao mesmo tempo, chegou o momento de escolher uma universidade… e Lara só pensa em frequentar a melhor!
Só que entre organizar o casamento do pai e os preparativos para o baile de finalistas, o tempo escasseia e Lara sente-se algo perdida. Deverá deixar a família e o seu grande amor para trás ou apostar tudo no seu futuro?
Quando o coração e a razão nos indicam direcções diferentes, qual dos dois devemos seguir?

Jenny Han nasceu e cresceu na costa leste dos Estados Unidos da América. Estudou na Universidade da Carolina do Norte e fez um mestrado em Escrita para Crianças em Nova Iorque, onde mora actualmente.
Se pudesse escolher um emprego, Jenny Han gostaria de ser ajudante do Pai Natal, provadora de gelados ou a melhor amiga da Oprah, entre outras coisas perfeitamente vulgares. Tem uma predilecção por meias até ao joelho e come qualquer sobremesa, desde que seja de maracujá.
Com seguidores em todo o mundo, Jenny Han é uma autora bestseller, e o seu livro A Todos os Rapazes que Amei (ed. Topseller, 2014) está a ser adaptado ao cinema.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

O Bibliotecário de Paris (Mark Pryor)

Meia Paris foi de férias e, por isso, o trabalho na embaixada americana não é propriamente pesado. Mas, quando o director da Biblioteca Americana - e seu amigo pessoal - é encontrado morto de uma forma estranha, a paz de Hugo Marston rapidamente se esgota. De início, tudo parece apontar para causas naturais - mas Hugo tem um pressentimento e, normalmente, os seus instintos não o enganam. E quando a morte de Paul se revela como apenas o primeiro de vários acontecimentos inexplicáveis, Hugo sabe que tem de seguir o seu pressentimento, mesmo que nada pareça fazer sentido e a única ligação aparente pareça ser o passado misterioso de uma velha senhora.
Com um protagonista ligeiramente sherlockiano, mas um cenário muito actual, uma das primeiras coisas a surpreender neste livro é a forma como concilia a muito agradável leveza do tom com um enredo em que há espaço para um pouco de tudo, desde os momentos divertidos aos picos de intensidade e ao adensar de um mistério onde tudo parece ser demasiado estranho - mas tudo flui de uma forma estranhamente natural. E, assim sendo, a primeira e a mais duradoura impressão é a de uma história em que é absurdamente fácil entrar... mas de onde já não é tão fácil sair, pelo menos não antes de desvendados todos os segredos.
E, por falar em segredos... Segredos é o que não falta neste livro, desde a misteriosa morte do bibliotecário à conveniente visita de uma amiga de Hugo, passando pelo mistério de uma actriz que pode ter sido muito mais do que isto e por laivos de um passado que parece insistir em voltar. É, aliás, daqui que surgem os únicos sentimentos ambíguos desta leitura: é que há mesmo muitos mistérios, mas nem tudo tem resposta, daí que fique uma certa curiosidade insatisfeita. Por outro lado, também é certo que as aventuras de Hugo Marston não se ficam por aqui, o que acaba por acrescentar à tal curiosidade insatisfeita uma muito... irresistível... vontade de ler mais histórias sobre este cativante protagonista.
O que me leva à alma da história, naturalmente: Hugo Marston. Intrigante, descontraído, com um certo charme e um raciocínio dedutivo capaz de rivalizar com o de Sherlock Holmes, é fácil sentir um certo fascínio por este intrigante protagonista. Mas o mais interessante é que há tanto de fascinante no que Hugo revela como no que deixa por mostrar. Há uma aura de mistério à sua volta que cria um muito agradável contraste com a atitude aparentemente descontraída sob a qual parecem esconder-se sentimentos bastante mais profundos. Também daqui fica a tal vontade de saber mais - até porque, pese embora a leveza, é quando o lado profundo de Hugo vem à superfície que o seu carisma mais se manifesta.
No fim, fica a sensação de se ter partido numa grande aventura - e de a ter percorrido com a melhor das companhias. Ficam perguntas sem resposta? Naturellement. Mas, entre a leveza, o humor, o fascínio, o mistério e a acção, são tantas as coisas que prendem nesta história que não pode ficar senão este desejo: o de encontrar algumas respostas (e provavelmente mais perguntas) num novo livro desta muito intrigante série. 

Título: O Bibliotecário de Paris
Autor: Mark Pryor
Origem: Recebido para crítica

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O Elmer e o Wilbur (David McKee)

O Elmer é um elefante diferente, mas não é o único. O seu primo Wilbur vem de visita e, com os seus dons de ventríloquo e a sua vontade de pregar partidas, tudo se alinha para bons momentos de diversão. Mas onde está o Wilbur? O Elmer e os elefantes vão à procura dele. Mas, quando a voz vem de um lado e o Wilbur está escondido num lugar completamente diferente, não é assim tão fácil descobri-lo...
Na mesma senda do livro anterior e com as mesmas características essenciais, a verdade é que não há nada de muito novo a dizer sobre este livro que não tenha já sido dito sobre o anterior. Mantém-se a mesma inocência, a mesma simplicidade, a mesma abundância de cor e a mesma forma clara e divertida de realçar o valor da diferença e as possibilidades ilimitadas da aceitação incondicional.
E o que há de novo começa precisamente por aqui: Wilbur também é diferente e entra na vida dos outros elefantes exactamente com a mesma naturalidade. Mais uma vez, a diferença não é uma barreira para a alegria e para a cordialidade e isso basta para dar a esta breve história um tom bastante relevante.
Mas o mais marcante de tudo é, mais uma vez, o mais simples: é que, sendo embora uma história breve e sucinta e nitidamente pensada para crianças, tem um efeito bastante interessante em quem já deixou a infância para trás. Pois, quando tudo é tão natural, torna-se fácil voltar por um bocadinho a tempos mais inocentes e passar uns momentos divertidos a ver o Elmer e os outros elefantes à procura do Wilbur. Lembrar, enfim, o tempo em que o simples bastava - e que, às vezes, pode continuar a bastar.
É um livro para crianças, claro. Mas é também um livro capaz de despertar a nostalgia da infância e de lembrar que o encanto se faz também das pequenas coisas. E isso é mais do que suficiente para fazer com que valha a pena percorrer estas páginas simples, divertidas e muito coloridas. Gostei.

Título: O Elmer e o Wilbur
Autor: David McKee
Origem: Recebido para crítica

Passatempo Louca

O blogue As Leituras do Corvo, em parceria com a Bertrand, tem para oferecer um exemplar do livro Louca, de Chloé Esposito. Para participar basta responder às seguintes questões:

1. Onde decorre a acção deste thriller?
2. Como se chamam as gémeas que protagonizam a história?

Regras do Passatempo:
- O passatempo decorrerá até às 23:59 do dia 8 de Fevereiro. Respostas posteriores não serão consideradas.
- Para participar deverão enviar as respostas para carianmoonlight@gmail.com, juntamente com os dados pessoais (nome e morada);
- O vencedor será sorteado aleatoriamente entre as participações válidas;
- Os vencedores serão contactados por e-mail e o resultado será anunciado no blogue;
- O blogue não se responsabiliza pelo possível extravio do livro nos correios;
- Só se aceitarão participações de residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.