quarta-feira, 18 de maio de 2011

Novidades Dom Quixote para Junho

Tiago Veiga – Uma Biografia
Mário Cláudio Autores
Língua Portuguesa

Tiago Veiga nasceu numa aldeia do Alto Minho em 1900 e nesse mesmo lugar viria a morrer em 1988. Bisneto pelo lado paterno de Camilo Castelo Branco, Veiga protagonizaria uma singularíssima aventura poética na história da literatura portuguesa. A sua biografia, redigida por Mário Cláudio, que o conheceu pessoalmente, não deixará de configurar matéria de suplementar interesse pela relevância das figuras com que Veiga se cruzou, e entre as quais se destacam poetas como Jean Cocteau e Fernando Pessoa, Edith Sitwell e Marianne Moore, Ruy Cinatti e Luís Miguel Nava, políticos como Bernardino Machado e Manuel Teixeira Gomes, pensadores como Benedetto Croce, e até simples ornamentos do mundanismo internacional como a milionária Barbara Hutton.
Nas livrarias a 6 de Junho

Domínio Público
Paulo Castilho
Autores Língua Portuguesa

Uma história divertida, cheia de diálogos animados sobre a actual situação portuguesa e que se passa entre Lisboa, o Alentejo e o Douro entre gente da classe média com mais ou menos recursos económicos. Uma sátira aos tempos em que vivemos, protagonizada por mulheres jovens, com os seus dramas: carreira profissional, casamentos falhados, ligações esporádicas e todas as suas dúvidas, certezas e incoerências.
Nas livrarias a 20 de Junho

Os Novos Espectros
José Sasportes
Autores Língua Portuguesa

A Senhora Alving, personagem principal deste livro, não gostou do modo como o Senhor Ibsen contou a sua história na peça Os Espectros. Decidiu escrever-lhe para repor a verdade e revelar-lhe a vida autêntica que viveu depois. Uma vida rica, movimentada, bem diferente da que o Senhor Ibsen tinha vaticinado no final da peça. Anos passados, o escritor e a personagem encontram-se.
Nas livrarias a 20 de Junho

No Meu Peito Não Cabem Pássaros
Nuno Camarneiro
Autores Língua Portuguesa

Em 1910, a passagem de dois cometas pela Terra semeou uma onda de pânico. Em todo o mundo, pessoas enlouqueceram, suicidaram-se, crucificaram-se, ou simplesmente aguardaram, caladas e vencidas, aquilo que acreditavam ser o fim do mundo. Nos dias em que o céu pegou fogo, estavam vivos os protagonistas deste romance – três homens demasiado sensíveis e inteligentes para poderem viver uma vida normal, com mais dentro de si do que podiam carregar. Apesar de separados por milhares de quilómetros, as suas vidas revelam curiosas afinidades e estão marcadas, de forma decisiva, pelo ambiente em que cresceram e pelos lugares, nem sempre reais, onde se fizeram homens.
Primeiro livro do autor.
Nas livrarias a 20 de Junho

Lendas da Índia
Filipe Castro Mendes
Poesia

Dez anos depois do seu último livro publicado, Filipe Castro Mendes surge agora com este volume que, tal como o nome indica, reúne um conjunto de poemas sobre a Índia e sobre outros temas descritos com o olhar de quem vive naquele país.
Nas livrarias a 6 de Junho.

Catch-22
Jospeh Heller
Ficção Universal

Volvidos cinquenta anos sobre a data da sua primeira edição, Catch-22 persiste como uma das pedras angulares da literatura americana e um dos mais divertidos – e aclamados – romances de todos os tempos. Figura nas listas dos «melhores romances» da Time, da Newsweek, da Modern Library, da The New York Public Library, da American Library Association, do The Observer e do The Guardian.
Passado em Itália durante a II Guerra Mundial, conta a história do capitão Yossarian, comandante de bombardeiros, um herói incomparável e matreiro, que está furioso porque milhares de pessoas que não conhece de lado nenhum o querem matar. Mas o seu verdadeiro problema não é o inimigo – é o seu próprio exército, que está sempre a aumentar o número de missões de voo que os homens têm de cumprir para completarem a sua comissão de serviço.
Nas livrarias a 13 de Junho

A Toupeira
John Le Carré
Ficção Universal

Smiley e a sua gente deparam-se com um extraordinário desafio: uma toupeira – um agente duplo dos soviéticos – conseguiu infiltrar-se e ascender ao mais elevado nível dos Serviços Secretos britânicos. A sua traição comprometeu já algumas operações vitais e as melhores redes.
A toupeira é um dos seus. Mas quem?
Nas livrarias a 6 de Junho

Os Cachorros. Os Chefes
Mario Vargas Llosa
Ficção Universal

Os Chefes (1959) foi a primeira obra publicada de Mario Vargas Llosa e com ela obteve o seu primeiro reconhecimento literário, o Prémio Leopoldo Alas. O autor refere-se assim ao livro: «Os Chefes é um pequeno microcosmo do que viriam a ser o resto dos meus livros.»
Quando escreveu Os Cachorros (1967) o escritor peruano já era mestre de todas as faculdades da sua narrativa, pelo que este livro acaba por ser uma mostra da diversidade das paixões pessoais e colectivas.
Nas livrarias a 6 de Junho

Relato de Um Náufrago
Gabriel García Márquez
Ficção Universal

Relato de Um Náufrago descreve a experiência de um jovem que, em 1955, caiu ao mar, com outros sete membros da tripulação do contratorpedeiro Caldas da Marinha de Guerra da Colômbia, e que teve a sorte de ser o único sobrevivente. Embora a história tenha sido escrita por Gabriel García Márquez no seu tempo de jornalista do El Espectador de Bogotá, com material resultante de uma longa entrevista ao sobrevivente, os responsáveis pela publicação decidiram que a história seria narrada na primeira pessoa e assinada pelo náufrago.
Quinze anos mais tarde, quando Gabo já tinha escrito Cem Anos de Solidão, decide publicar a história completa em livro e assiná-la como o seu autor.
Nas livrarias a 20 de Junho

Novidade Esfera dos Livros

-Tenho dois parentes que são médicos. Um diz biopsia, o outro biópsia. Qual é, afinal, a pronúncia correta?
- Afinal é “Nóbel” ou “Nobél”? Os locutores da TV não se entendem.
Em que caso se deve usar “de mais” e quando se pode usar “demais”?
- Deve dizer-se “Fui um dos que ganhou o prémio” ou “Fui um dos que ganharam o prémio”?
- “Houveram muitos acidentes este fim de semana” ou “houve muitos acidentes este fim de semana”?
Estas são algumas das questões que todos nós, enquanto falantes da Língua Portuguesa, nos colocamos no nosso dia-a-dia. Com este livro, de fácil consulta, organizado de forma simples, que parte sempre de uma dúvida do quotidiano para abordar temas de gramática, vamos aprender a falar em bom português.

Elsa Rodrigues dos Santos, licenciada em Filologia Românica e com o Mestrado em Literaturas Brasileira e Africanas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa, foi Professora do Ensino Secundário e Professora convidada da Universidade Lusófona e do Instituto Superior de Ciências Educativas. Autora de várias publicações no âmbito das Literaturas Africanas e da Literatura Portuguesa. É Presidente da Sociedade da Língua Portuguesa.

D´Silvas Filho é um pseudónimo literário. Como autor textual é membro do Conselho Científico da Sociedade da Língua Portuguesa, do Conselho Científico (linguística) do Instituto de Cultura Europeia e Atlântica, membro do Conselho Consultivo de Ciberdúvidas, sócio da Associação Portuguesa de Escritores, sócio já ‘cooperador´ e medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores. É autor do livro Prontuário Erros Corrigidos de Português e de vários livros de ficção. O autor real licenciou-se com distinção numa das universidades públicas portuguesas. Tem mais de 30 anos de docência, sendo 20 no ensino superior, onde desempenhou vários cargos, até chegar a professor coordenador.

Convite

terça-feira, 17 de maio de 2011

Retrato de Família (Jojo Moyes)

A vida de Joy muda no dia da coroação de Isabel II, que é também o dia do seu primeiro contacto com Edward Ballantyne, o homem que, tão semelhante a si nos gostos e nos valores, acaba por se tornar, de forma algo abrupta, o seu marido. Mas o tempo passa... E, mais de quarenta anos depois, as memórias do passado terão de ser evocadas ainda mais uma vez, já que a chegada de Sabine a Kilcarrion desperta tantos conflitos como ligações de afecto e, depois de todas as dúvidas e das marcas deixadas pelo tempo, os atritos e os mal-entendidos não mais poderão ser deixados sem resolução.
E com uma escrita cativante e cheia de força emotiva que Jojo Moyes constrói esta história de famílias e afectos. Com personalidades e temperamentos tão fortes e tão diversos, num enredo que percorre uma ampla área temporal, a autora apresenta uma história onde as memórias e os laços de união são o elemento principal. E isto não implica necessariamente uma história feliz e de harmonia. Muito pelo contrário. Não basta um laço de sangue para criar elos profundos e isto é algo que se reflecte nos conflitos que, através de duas épocas diferentes, reflectem com nitidez as falhas e dificuldades da vida familiar.
Algo de particularmente cativante na construção das personagens é o facto de muitos deles apresentarem algo que o leitor poderá reconhecer de figuras da sua vida real. Christopher, motivado principalmente pelo interesse. Julia e o seu dramatismo. Sabine, com as marcas de uma vida irregular e a revolta da adolescência. Joy e a sua história de amor falível. Kate, instável, insegura. E tantos, tantos outros, com as suas histórias e cicatrizes.
Há momentos de harmonia ao longo do enredo, erros e culpas que, de forma mais ou menos atribulada, se resolvem, situações que se encerram da melhor forma. E, contudo, se há algo particularmente claro neste livro é que nenhum caminho é infalivelmente feliz. Há sempre algo depois do "felizes para sempre", e isto é algo que transparece de forma particularmente marcante na história de Joy e Edward. Mais até que nos mal entendidos com Kate e na construção de uma relação melhor com Sabine, é na história do casal idoso que mais se sente a força da perda inevitável, a certeza de que, por mais que os afectos durem, por mais profundas que sejam as ligações construídas, a estrada da vida nunca é fácil. E há marcas que nunca deixam de doer.
É, por isso, na emoção, e na forma como esta se entretece num enredo envolvente e cheio de surpresas, que reside a grande força deste livro. E é essa força de sentimentos, que cresce ao longo da história e que, de certa forma, apela às memórias do próprio leitor, que deixa uma marca intensa e pessoal. A de um caminho que, em certos momentos, se torna próximo e que, por isso, cativa e comove.

Novidade Esfera dos Livros

AVISO IMPORTANTE: SÓ DEVE RECORRER A UM COACH SE TEM VONTADE DE CRESCER E MUDAR ALGO NA SUA VIDA. Sente-se estagnado no seu trabalho? Sente que poderia crescer, mas não sabe como? Tem dificuldade em comunicar com os seus colaboradores? Em mostrar as suas competências? Considera que a relação com a família poderia ser melhor? Está disposto a fazer uma pequena mudança na vida? Se respondeu afirmativamente a alguma destas questões então este livro é para si. A coach Maria Duarte Bello explica-lhe como através do coaching – um processo interactivo que orienta as pessoas a esclarecer as suas metas pessoais e profissionais e assim obter os resultados desejados – pode superar as dificuldades que lhe aparecem no seu dia-a-dia pessoal e profissional. Porque os portugueses têm, como qualquer outro povo, formas típicas de trabalho.

Maria Duarte Bello é directora-geral da MDB - Coaching e Gestão de Imagem, Unipessoal Lda. Coach especialista em Executive, Team e Life Coaching, formada pelo Instituto International OlaCoach e pela The International School of Coaching. Master em Gestão de Imagem pela Universidade Complutense de Madrid; Estudos Avançados em Comunicação Social pela Universidade Complutense de Madrid e doutoranda em Comunicação Social pela mesma. Licenciada em Direito. Formadora nas áreas da Comunicação e Comportamento, Gestão de Imagem, Falar em Público e Media Training; Consultora de Protocolo na organização de eventos. Docente na Escola Superior de Comunicação Social, no Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA); «Foi a primeira mulher a fazer coaching em Portugal…» Máxima, Abril 2004 «Descoberta da primeira coach a actuar em Portugal…» Expresso, 20 de Abril de 2002

Novidade Bertrand

Liam está quase na idade de se reformar quando lhe propõem tirar licença. A partir de então vai ter de passar a viver das suas modestas economias, o que assume cautelosamente. Decidido a concentrar-se no essencial, vai viver para um apartamento mais pequeno.
Quando acorda no hospital não se recorda do que lhe aconteceu. Para compreender o que realmente se passou naquela noite vai um longo caminho.
Aqui nasce a estranha relação entre Liam e Eunice em que este se vê confrontado com os episódios dolorosos da sua vida passada. Com uma energia, até então desconhecida, vai lutar pela sobrevivência e face a dilemas inesperados toma decisões também
surpreendentes que o confrontam com o verdadeiro significado da felicidade e com a utilidade de vivermos na sua busca.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Beijo das Sombras (Laurell K. Hamilton)

Merry Gentry trabalha numa agência de detectives dedicada a casos sobrenaturais. O que os seus colegas e amigos não sabem é que Merry, aliás, Meredith NicEssus, é também uma princesa Sidhe que fugiu da corte Unseelie. E o que começa por ser apenas mais um caso, ainda que com algumas características invulgares, acaba por resultar na necessidade de regressar a um lugar onde, apesar das saudades, Meredith julga não pertencer. E, depois da fuga, das circunstâncias que as motivaram e de algumas situações invulgares no seu regresso, a ameaça de morte é bem clara. A não ser que Meredith esteja disposta a aceitar a vontade da sua tia, a Rainha do Ar e da Escuridão.
É na forma como a autora explora a mitologia feérica que se encontra o ponto mais interessante deste livro. Com uma protagonista com ligações tanto aos Seelie como aos Unseelie, a autora constrói um cenário onde ambos os lados são ambíguos. Nem os Seelie são a imagem da perfeição benévola, nem os Unseelie são entes maquiavélicos. Na verdade, estando Meredith mais fortemente ligada (apesar de tudo) à corte Unseelie, são estes os que acabam por beneficiar de uma caracterização mais completa e detalhada. A autora é bastante descritiva, o que confere à história um ritmo bastante pausado. E se algumas descrições servem, de facto, para transmitir uma visão completa de cenários e circunstâncias (e isto é particularmente notório no regresso de Merry à corte), outras há que se tornam, talvez, um pouco cansativas, principalmente quando a autora descreve o aspecto físico e vestuário de personagens que não são assim tão relevantes.
Um outro aspecto curioso é a forma como a autora consegue alternar entre situações (detalhadamente descritas) de sensualidade e uma certa medida de macabro, passando por momentos de acção intensa e uma série de circunstâncias que deixam perguntas em aberto. Ao longo da narrativa, a autora apresenta toda uma série de personagens e a forma algo vaga como algumas perdem protagonismo deixa a impressão de que mais haverá a dizer sobre estas figuras.
Através de várias mudanças de cenário (do ambiente descontraído da agência de detectives à formalidade quase obsessiva da corte Unseelie) a autora constrói, com bastante detalhe, um mundo onde a sensualidade é um elemento essencial e que é explorado com bastante pormenor, mas não é o único ponto importante. E, ao inserir o ambiente de conspiração e intriga que, no que à corte diz respeito, parece estar em toda a parte, há uma base de ódios e lealdades que se constrói para lá da simples atracção física, o que dá à história um novo foco de interesse.
De leitura agradável, ainda que com um ritmo um pouco lento devido à extensa caracterização, uma introdução cativante a um mundo com muito para descobrir. Com algumas personagens particularmente intrigantes e uma história com bastante potencial, fica a curiosidade em saber o que se segue para Meredith e os seus... companheiros.