sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Divulgação: Fez no Sábado Quinta-Feira, de Peta Maria

“Porque a vida é uma anedota
E rir é o melhor remédio
Viva o humor e a risota
Morte à tristeza e ao tédio!”

Perpétua Maria Coelho Aço (Peta Maria) nasceu a 10 de Dezembro de 1963, na freguesia de Benavila, concelho de Avis, junto à albufeira da Barragem do Maranhão.
Foi aí, no coração do Alto Alentejo, que cresceu e estudou até ao 12.º ano de escolaridade, tendo terminado o ensino secundário no Liceu de Portalegre (ano lectivo de 1980/81).
Em 1981 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa, cidade para onde então migrou e onde vive até hoje, sem nunca ter descurado a sua paixão pelo Alentejo.
Foi naquela Faculdade que se licenciou em Direito em 1986, trabalhando como jurista desde então. No decurso da sua carreira profissional fez duas Pós-Graduações: “Direito das Comunicações”, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2001/2002); e “Direito Comercial”, pela Faculdade de Direito de Lisboa da Universidade Católica (2009/2010).
O gosto pela leitura e pela escrita manifestou-se muito cedo, tendo desde a infância ensaiado a escrita de diários, pequenos contos e poemas, sobretudo sobre paixões, reais ou imaginárias, gosto esse que foi desenvolvendo e intensificando ao longo da vida. Nos últimos anos a escrita tornou-se mesmo no seu hobby preferido.
Em 2015 publicou a Primavera Prometida, uma colectânea de poemas que escreveu em diversas fases, idades e estações do ano ou estados de alma.
Fez no Sábado Quinta-Feira, uma colectânea de poemas a que ela própria se refere como tendo um registo mais “descomplicado”, é a segunda obra que publica.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Sabedoria do Papa Francisco (Andrea Kirk Assaf)

Amor e fé, verdade e sentido de comunidade, família, valores, perdão. De tudo isto e de muito mais falou o Papa Francisco nas suas várias intervenções desde que se tornou Papa. E, sendo certo que tudo no seu pontificado tem sido uma surpresa, são, ainda e sempre, as ideias, e a mensagem por vezes inovadora o que o sobressai. É essa mensagem o cerne deste livro em que a autora apresenta uma selecção bastante vasta de citações relevantes, através das quais se torna possível conhecer um pouco melhor os princípios da mensagem que o Papa tem para transmitir ao mundo.
Uma das primeiras coisas a chamar a atenção neste pequeno livro é precisamente o formato. Trata-se de um livro pequeno, composto por várias citações organizadas pelos diferentes temas e em que cada frase surge tal como é - sem interpretações nem contextualização. A ideia parece ser realçar simplesmente a mensagem, sem lhe acrescentar nada de supérfluo. E o resultado é muito simples: um livro leve, que pode ser levado para qualquer lado e que tão facilmente se lê de ponta a ponta como se consulta em busca de uma ou várias frases para ponderar.
Claro que é um livro construído para um público crente e Católico e, assim sendo, os dogmas estão, nalguns casos, bastante presentes. É aqui, aliás, que fica a sensação de que talvez pudesse ter havido um pouco mais de abrangência, pois há temas em que o aspecto que sobressai parece ser a visão mais conservadora. E assim, nos temas mais controversos, por um lado, e na relação dos não crentes com a Igreja, fica a impressão de que a maior abertura que, na realidade, existe, acaba por ficar um pouco na sombra. 
Não deixa de ser, ainda assim, uma leitura interessante, seja-se ou não crente, pois, se é certo que várias citações se referem à Igreja, à vida enquanto Cristão, à fé e às formas de devoção, também o é que há muitas outras frases que se expandem simplesmente à vida: à importância do amor, do perdão, da solidariedade para com os mais vulneráveis. E, assim sendo, acreditando ou não, é sempre possível retirar algo de bom deste pequeno livro.
A impressão que fica é, pois, a de um livro que será, sobretudo, útil para os crentes, mas que não deixa nunca de ser uma boa leitura, seja para conhecer um pouco melhor a mensagem global, ou para encontrar uma boa frase sobre a qual meditar um pouco. Vale a pena, portanto. 

Título: A Sabedoria do Papa Francisco
Autora: Andrea Kirk Assaf
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidade Quinta Essência

 Jovens! Com a sua pressa, as suas preocupações e a vontade de desejar todas as respostas, agora… LOTTIE tinha a certeza de que RICHARD, o seu namorado de longa data, ia pedi-la em casamento. Mas estava enganada. Farta de esperar, decide terminar a relação. O inesperado acontece quando Lottie, ainda a recuperar da desilusão, recebe um telefonema. Do outro lado da linha está BEN, um ex-namorado com quem fizera um pacto insólito no passado. Se, aos 30 anos (ou aos 33…), nenhum deles estivesse casado, casar-se-iam um com o outro. Para Lottie a mensagem é clara: o Destino está a uni-los!
Já FLISS, a irmã de Lottie, não tem tanta certeza disso. Ela sabe que, por detrás deste aparente ato arrebatado de paixão, Lottie tem o coração partido. Mas casar com alguém que não vê há 15 anos ultrapassa todos os limites. O problema é que o mal já está feito… A solução? Seguir o casal até à ilha grega de Ikonos e fazer os possíveis (e os impossíveis) para impedir a consumação da união. Fliss rapidamente percebe que contrariar o Destino não é tarefa para os fracos de espírito, algo que ela acredita não ser. Mas à medida que o seu plano avança, uma dúvida paira no ar: estará ela preparada para pagar o preço pela intromissão? 

Sophie Kinsella começou a escrever aos 24 anos mas foi com a série Louca Por Compras que a sua carreira se firmou internacionalmente. Tem romances publicados em quarenta países, com um total de vinte e cinco milhões de exemplares vendidos. As razões do seu êxito são variadas: escreve com ritmo e graça sobre assuntos que tocam leitores em todo o mundo, nunca é previsível e diverte-nos sempre. Além disso, as suas histórias são românticas, com protagonistas tão reais que cremos inteiramente neles, apesar dos seus momentos mais disparatados. Sophie Kinsella é assim. Vive em Londres com o marido e a família.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Divulgação: Novidade Bertrand

Charmaine e Stan estão desesperados: sobrevivem de pequenos trabalhos menores e vivem no carro. Portanto, quando vêem um anúncio a consiliência, uma «experiência social» que oferece empregos estáveis e casa própria, inscrevem-se imediatamente. A única coisa que têm de fazer em troca é ceder a sua liberdade mês sim, mês não, trocando a sua casa por uma cela da prisão.
A princípio tudo corre bem. Não tarda, porém, a que Stan e Charmaine, sem o saberem um do outro, comecem a desenvolver obsessões apaixonadas pelos seus «alternantes», o casal que ocupa a sua casa quando estão na prisão. E, à medida que as pressões do projecto, a desconfiança mútua, a culpa e o desejo vão ganhando terreno, a experiência começa a perder a sua aura de «prece atendida» e a parecer-se mais com uma terrível profecia.

Margaret Atwood nasceu em Otava em 1939. É a mais celebrada autora canadiana e publicou mais de quarenta livros de ficção, poesia e ensaio. Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Arthur C. Clarke, o Booker Prize, o Governor General’s Award e o Giller Prize, bem como o prémio para Excelência Literária do Sunday Times (Reino Unido), a Medalha de Honra para Literatura do National Arts Clube (EUA), o título de Chevalier de l’ Ordre des Arts e des Lettres (França) e foi a primeira vencedora do Prémio Literário de Londres.
Está traduzida para trinta e cinco línguas. Vive em Toronto com o escritor Graeme Gibson.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O Mundo Imaginário de... (Keri Smith)

Todos gostaríamos de viver num mundo melhor, mas também sabemos que a utopia é impossível na realidade. Já na imaginação... talvez não seja bem assim. E todos temos lugares e coisas de que gostamos especialmente, coisas que gostaríamos de ver mais no nosso mundo, ideias, mais ou menos realistas ou completamente absurdas, mas que, na imaginação, se tornam possíveis. Então, como criar um mundo imaginário? É para isso mesmo que este livro serve.
Se compararmos este livro com os anteriores Caos ou Destrói Este Diário, da mesma autora, há, desde logo, algo que sobressai: visualmente, este é um livro um pouco diferente, maior, com mais cores e também com mais espaço para preencher. Mas a diferença não se limita ao visual: se, nos anteriores, dominava a criatividade pela criatividade, neste há um objectivo em vista: a construção de um mundo. E, assim sendo, há uma maior coesão, pois todos os desafios e sugestões seguem o mesmo rumo: o de dar asas à criatividade, como sempre, para construir todo um mundo de raiz. Ou, bem... quase.
É este desafio que acrescenta uma nova dimensão a este livro, pois há um todo maior a surgir da concretização de todos os pequenos desafios apresentados. O resultado é todo um mundo e, assim, não pode deixar de ser mais do que a soma das partes. Mantêm-se, claro, as mesmas qualidades: o apelo à criatividade, a originalidade do conceito, a possibilidade de tornar único e irreplicável um objecto relativamente comum. Mas há algo mais vasto a surgir do todo e, curiosamente, esta vastidão não impõe grandes limitações: é que, sendo imaginário, nem tudo no mundo criado tem de ser completamente plausível. Basta que esteja de acordo com a imaginação do criador.
Claro que, seguidos à risca todos os passos, talvez possa ficar a sensação de algumas ligeiras imposições. Mas, tendo em conta que esses passos servem mais como orientações sobre como começar do que como ordens fundamentais, e que à criação de um mundo imaginário se podem seguir mais dois ou três, essa sensação inicial facilmente se desvanece, ficando apenas a originalidade da ideia e o sempre cativante desafio à criatividade.
Mais amplo e mais coeso que os livros anteriores da autora, mas igualmente criativo e surpreendente, trata-se, portanto, de um livro que desafia a criar, a pensar, a construir. E, deixando ao leitor - ou criador - todas as páginas da construção do seu mundo, de um estímulo muito original à imaginação. Gostei.

Título: O Mundo Imaginário de...
Autora: Keri Smith
Origem: Recebido para crítica

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Maravilhosamente Imperfeito, Escandalosamente Feliz (Walter Riso)

Parece existir na sociedade de hoje um certo imperativo de perfeição mental e emocional, que passa, entre outras coisas, pela modéstia (ainda que falsa), pelo dar-se bem com e agradar a toda a gente, por uma boa medida de culpabilização e auto-castigo e por uma competitividade a todo o custo que obriga também a uma felicidade sem tréguas. Mas há uma pequena falha nesta lista de exigências: é que isso da perfeição é impossível. E, ao tentar atingi-la custe o que custar, o resultado pode muito bem ser uma sensação de fracasso, de inutilidade, de inadequação. Como ultrapassar isso, então? Simples - abraçando a imperfeição e aprendendo a viver de uma forma mais equilibrada, questionando as premissas do perfeccionismo e encontrando no interior de cada um as verdadeiras raízes da felicidade. É esta, muito resumidamente, a base deste livro. E a imagem que fica, depois de lido, é, sem dúvida alguma, muito positiva.
Um dos aspectos que, desde logo, cativam neste livro é o facto de, contrariamente a muitos livros de auto-ajuda, não apresentar uma teoria em que, lido, tudo parece fácil. Não é assim. O que autor apresenta é um conjunto de ideias que, postas em prática, não nos colocam perante uma felicidade absoluta e constante - até porque isso não existe - mas perante uma forma de estar mais positiva, mais benéfica. E isso, sim, talvez possa trazer a felicidade para mais perto. Além disso, a forma como o autor analisa os vários problemas, maioritariamente relacionados com expectativas sociais, marca pela análise particularmente certeira. Se olharmos para a sociedade de hoje, é fácil identificar alguns desses problemas. E quanto às soluções apresentadas... bem, aí sobressai o facto de não haver uma solução perfeita, mas antes uma caminhada que tem em conta os traços pessoais de cada um e as várias formas de os potenciar de uma forma mais positiva.
Ainda um outro aspecto que importa realçar é a forma como o livro está construído: primeiro, a divisão nas dez premissas libertadoras, cada uma delas associadas a um problema específico do perfeccionismo social excessivo. Isto realça as peculiaridades de cada um destes problemas e das respectivas soluções, facilitando ao leitor a possibilidade de consultar as que considerar mais úteis. Além disso, o recurso a vários relatos e casos particulares, que demonstram a aplicação prática das ideias que vão sendo apresentadas ao longo do texto, tornando-as assim mais claras e também mais fáceis de assimilar.
E, por último, ainda relativamente à questão das teorias e das suas repercussões práticas, uma nota para o facto de, não sendo um método rígido nem uma teoria de regras estritas, o conjunto de ideias que o autor aqui apresenta deixar espaço para as interpretações e aplicações que cada um achar mais adequadas. Porque, no fundo, a essência deste livro é muito simples: liberdade na imperfeição. E, assim sendo, as premissas podem ser muito claras, mas pô-las em prática cabe apenas a quem as lê.
Não é propriamente um guia em dez passos para a felicidade - até porque, se o fosse, não seria muito realista - mas antes uma aproximação ao perfeccionismo excessivo imposto pela sociedade e às possíveis formas de o ultrapassar. E, tratando a imperfeição mais como um facto e menos como um defeito, este livro permite uma abordagem mais lúcida e mais realista à vida e à realização pessoal. Não há soluções perfeitas, tal como não há pessoas perfeitas. E é o muito de bom que o autor constrói a partir deste facto que torna esta leitura memorável. Recomendo.

Título: Maravilhosamente Imperfeito, Escandalosamente Feliz
Autor: Walter Riso
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidade Guerra e Paz

O que têm em comum Manuel Gomes de Elvas, o escravo que se tornou fidalgo, Francisca Coronel, a freira insubmissa encarcerada no convento, Luís Gomes da Mata, o correio-mor e Anne Armande du Verger, a espia francesa, amante do rei D. Pedro II e avó do primeiro duque de Lafões, Pedro Henrique de Bragança?
São todos membros de uma família a quem os portugueses devem parte do seu património e cuja história é o tema deste livro. Nele se incluem alguns episódios surpreendentes do passado português: desde a peculiar obsessão do herdeiro da coroa, D. Sebastião, que o levou ao desastre de Alcácer-Quibir até ao fascínio da família real pelos autos de fé, passando pelos amores licenciosos nos conventos e os horrores da Inquisição – e, como pano de fundo, os esforços e o engenho de uma família que conseguiu sobreviver aos tumultos da nossa história.
Assente em factos verdadeiros, numa investigação que levou a autora aos Arquivos Secretos do Vaticano e a outros arquivos nacionais e internacionais, o livro acompanha diversos momentos marcantes da história de Portugal, como a batalha de Alcácer-Quibir e as suas funestas consequências, a dominação filipina que se lhe seguiu, a acção persecutória do Santo Ofício, as invasões francesas e as guerras liberais.

Isabel Braga Abecassis. Licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, pós-graduada com o curso de Bibliotecária-Arquivista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e mestra em Edição de Texto pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É autora da obra A Real Barraca publicada, no ano de 2009, pela Tribuna da História.
Foi responsável pela biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, pelo arquivo histórico do Palácio da Ajuda/Museu e encontra-se actualmente a trabalhar no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.