segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Divulgação: Novidade 4 Estações

Um romance sobre a coragem. 
Um romance sobre Anita Garibaldi. 
Inseparável companheira de Giuseppe Garibaldi, guerrilheiros na América do Sul e heróis da unificação da Itália. Anita Garibaldi aprendeu que as causas perdidas são as mais certas, tornando-se numa das mais extraordinárias personagens da história, considerada a heroína de dois mundos, precursora e símbolo do feminismo, e a representação da mulher forte e independente. 
Neste livro repleto de beleza e cores realistas, tão chocante quanto maravilhoso, tão particular quanto universal, vemos Anita pelos olhos de Giuseppe Garibaldi, a única pessoa que testemunhou realmente a vida da revolucionária. E assim conhecemos a mulher que se lança sozinha sobre o exército inimigo; que por ciúmes corta os cabelos do marido e o ameaça com um par de pistolas; que abandona os próprios filhos entre desconhecidos para atravessar um país em convulsão, escondida sob a correspondência num carro de correio, até uma cidade sitiada.

Vencedor do passatempo O Livro do Pó

E chegámos ao fim de mais um passatempo. Como sempre, resta-me agradecer a todos os que participaram e anunciar quem vai receber um exemplar de O Livro do Pó - La Belle Sauvage.

E o vencedor é...

18. Alexandra Guimarães (Cascais)

Parabéns e boas leituras!

domingo, 14 de janeiro de 2018

O Novo Aluno (Tracy Chevalier)

Habituado a mudar de escola ao ritmo das deslocações do seu pai diplomata, Osei sabe que só há uma coisa pior do que ser o novo aluno: ser o novo aluno negro numa escola de brancos. E, porém, tudo parece começar estranhamente bem naquele primeiro dia na escola nova. Consegue sentir a estranheza dos outros, mas conhece Dee e rapidamente surge um sentimento forte entre os dois. O problema é que Dee pode parecer imune aos preconceitos dos outros, mas há quem queira ensinar uma lição ao novo aluno. E, quando a intriga começa a ganhar forma, a força do preconceito manifesta-se... e nada será igual no fim do dia.
Um dos primeiros aspectos a sobressair neste livro - e, ao que parece, também uma característica desta colecção - é que, apesar de ser uma recriação de uma tragédia de Shakespeare, a história é algo de único e independente. Sim, é fácil identificar os paralelismos e os elementos que ainda hoje fazem da obra de Shakespeare algo de intemporal. Mas a história contada pela autora e a forma como transpõe todos estes elementos para um ambiente diferente e para um tempo mais próximo conferem a este romance relativamente breve uma identidade própria.
Tudo acontece no espaço de um dia - um dia capaz de conter todas as mudanças do mundo. E, talvez por esta linha temporal relativamente curta, a primeira impressão é de uma certa estranheza, pois os sentimentos que nascem, crescem e morrem ao longo do caminho quase parecem demasiado fortes para percorrer um tão vasto percurso tão depressa. Mas, na verdade, o ritmo faz sentido. Osei e Dee são crianças e vivem ainda no tempo em que os grandes primeiros amores começam e acabam em poucas horas. E é isto aliás que torna tudo tão impressionante. São crianças, mas a moralidade manifesta-se, e da mesma forma o preconceito, a intriga, o ódio implacável. São crianças que representam, afinal, problemas adultos. E, tendo em conta a forma como tudo evolui, é muito difícil não ter presente esse facto.
É também daqui que vem o grande contraste que parece pautar todo o enredo: o da inocência de um grupo de personagens maioritariamente muito novas, com a da crueldade, da intriga e do racismo já interiorizado na mente de algumas dessas personagens. É fácil, por um lado, ficar-se encantado com a naturalidade da relação que nasce entre Osei e Dee. E depois é esse mesmo encanto que reforça o impacto do tão grande lado sombrio que nasce em torno dessa relação: a intriga de Ian, os preconceitos vocalizados sob a desculpa da preocupação, o ressentimento latente que até nos que são realmente adultos se manifesta sem regras. Tudo isto perturba, principalmente se tivermos em conta que muitos destes comportamentos não se desvaneceram com as décadas passadas desde o tempo em que decorre o enredo. E a forma como tudo se encaminha gradualmente para a sensação cada vez maior de que não, isto não pode acabar bem, é também parte do que grava este livro na memória, independentemente das perguntas que acabam por ficar sem resposta.
Intenso, envolvente e com um muito poderoso equilíbrio de contrastes, eis, pois, um livro para ler de uma assentada - e para depois ficar a pensar em toda a vastidão de perguntas pertinentes escondidas numa história aparentemente tão breve...

Título: O Novo Aluno
Autora: Tracy Chevalier
Origem: Recebido para crítica

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Fangirl (Rainbow Rowell)

Cath sempre achou que tinha tudo o que precisava - a irmã gémea e o fascínio partilhado entre ambas pelos livros do Simon Snow. Fascínio esse que a tornou quase que famosa no seio dos fãs, pois a sua fan fiction tem dezenas de milhares de leitores. Mas agora a vida de Cath vai mudar. Cath e Wren entraram para a universidade e Wren quer agora explorar a vida por sua conta e partilhar o quarto com outra pessoa. Por isso, Cath tem de aprender a viver com a distância e com os novos desafios, ao mesmo tempo que continua a escrever a sua quase famosa fan fiction. Só que a vida tem a mania de se meter no caminho e as amizades relutantes acabam por lhe trazer... algo mais. Mas será que Cath tem espaço suficiente no seu coração?
Um dos aspectos mais interessantes desta história é que, apesar de se centrar maioritariamente em Cath e nos seus dilemas - que, se olharmos com atenção, não são assim tão diferentes dos da maioria das pessoas - consegue expandir-se para toda uma variedade de questões e de temas sem nunca  perder de vista a importância de nenhum deles. Há o crescimento e a saída de casa, com todos os problemas que a distância pode trazer. Há a dificuldade em fazer novos amigos e "sair da casca" quando estar num sítio novo já é tão assustador. Há a complexidade das relações familiares, as infinitas possibilidades dos livros enquanto refúgio e salvação, a descoberta do primeiro amor, a... bem, não posso contar tudo, pois não? Mas o interessante é mesmo que a autora consegue conjugar todos estes aspectos - e mais uns quantos - sem que a história se torne confusa ou fragmentária. Muito pelo contrário, aliás. É incrivelmente fácil entrar no ritmo do livro.
Claro que isto vive muito do ritmo de um enredo em que há sempre alguma coisa a acontecer e um variado espectro emocional - que oscila entre os momentos deliciosamente divertidos, os picos de emoção estranhamente comoventes e todos os graus intermédios do espectro. Mas a alma da história está nas personagens e no facto aparentemente muito simples de não haver ninguém neste livro que seja sempre perfeito. Sim, cada personagem tem as suas qualidades e são essas as primeiras a despertar interesse. Mas é o facto de serem falíveis e vulneráveis que faz com que cada novo desenvolvimento deixe a sua marca... e que até o que é deixado por dizer (sobre o que acontece depois) faça todo o sentido.
E depois há o Simon Snow e todo o mundo criado em torno deste mago ficcional a fazer lembrar um quase Harry Potter com uma identidade algo distinta. Um mundo que, este sim, é desenvolvido de forma fragmentária, mas que complementa na perfeição a realidade de Cath e companhia... ao mesmo tempo que desperta a curiosidade em saber mais sobre esta tão curiosa história de amor e de magia.
A soma de tudo isto é, para mim, o melhor livro que li desta autora até agora. Uma história divertida, intrigante e comovente em todos os momentos certos, onde dois mundos se conjugam de uma forma... bem, mágica, para realçar os problemas e as descobertas que definem, afinal, o ritmo do crescimento. Cativante, intenso e cheio de surpresas... muito bom. 

Título: Fangirl
Autora: Rainbow Rowell
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidade Guerra e Paz

Quando adoptamos um gato ou um cão, sabemos que o iremos perder um dia. Mas, muitas vezes, não estamos preparados para a onda de emoções que nos assaltam na hora do adeus. O que fazer perante o vazio deixado pelo desaparecimento de um animal que fez parte do nosso dia-a-dia? Como se processa a eutanásia e como tomar a derradeira decisão? Como reagir a uma morte inesperada e violenta? Como fazer com que os outros reconheçam a profundidade do nosso sofrimento? É difícil compartilhar a tristeza, sobretudo porque não se trata da perda de um ser humano.
O Dr. Frantz Cappé, médico-veterinário, esclarece-nos sobre as necessidades dos gatos e cães na fase final da vida e as dos seus donos, respondendo a estas e a muitas outras questões e recorrendo a vários exemplos. Fala também sobre os aspectos psicológicos do acompanhamento e do luto e ajuda a ponderar o melhor momento para viver uma nova história com outro animal de estimação.

Dr. Frantz Cappé. É veterinário, formado pela Faculdade de Medicina de Créteil e pela Escola Nacional de Veterinária de Alfort, em França. Exerce medicina e cirurgia veterinárias na sua clínica no centro de Paris desde 1996, sempre acompanhado pelos seus animais de estimação.
Escreve artigos sobre os animais na imprensa e é muito activo nas redes sociais. Este é o terceiro livro que publica, depois de Maan: Chroniques d’un vétérinaire atypique e Maan: Dans ses pensées.

Divulgação: Novidade Companhia das Letras

Num mundo em que a desumanização parece irreversível, um muro divide os homens.
Jonas e a sua jovem filha Aliss são conduzidos ao longo do imenso muro por um homem chamado Servantes. A missão é levar água aos menos favorecidos, talvez electricidade. Funcionário de uma organização internacional, Jonas debate-se com o ritmo hesitante da missão. O longo muro, o clima e a distância alimentam dúvidas sobre o significado de civilização, mas Jonas vai avançando, confortado pela pequena coragem das rotinas repetidas.
Enquanto isto, a filha torna-se mulher, devagar, tumultuosamente.
Aos desamparados, no entanto, não chegou ainda a água.
Uma desconstrução dos lugares confortáveis do Ocidente, Meio homem metade baleia é uma narrativa notável que convida a uma poderosa e necessária reflexão.

José Gardeazabal nasceu em Lisboa, onde vive actualmente. Trabalhou e estudou em Luanda, Aveiro, Boston e Los Angeles. Em 2013 viu o seu conto Várias versões de uma catástrofe publicado na Granta portuguesa. Em 2015 foi distinguido com o Prémio INCM/Vasco Graça Moura com o livro de poesia história do século vinte. Em 2016 publica Dicionário de ideias Feitas em Literatura, uma colectânea de prosa curta, e em 2017 lança-se na dramaturgia com a publicação de três breves peças de teatro a que chamou Trilogia do olhar. Meio Homem, Metade Baleia é o seu primeiro romance.

Divulgação: Novidade Guerra e Paz

Esta é a vida da Cobaia. E quem é a Cobaia? É uma porquinha-da-índia, especialista em comunicação.
Hipocondríaca, também. Afunda-se na rotina, trabalhando sem paixão. Todos os seus colegas são humanos, dá-se bem com eles, mas sente-se sozinha, acompanhada pela sempre leal máquina de café.
Vê a vida a passar, mera observadora. O seu antigo namorado vai casar-se e convida-a para o casamento. Como reagir? O novo chefe é o rufia de serviço: produtividade e inovação – acima de tudo!
Stella, a tenebrosa responsável pelos Recursos Humanos, espera pelo mais pequeno deslize.
Atormentada pelo trabalho, falhada nos amores, a Cobaia desespera.
A Cobaia é uma porquinha, já o dissemos, mas é também muito humana. Com depressões e tristezas, com dificuldades e falhanços, mas também com alegria e muitas amizades, a Cobaia somos todos nós.
Poderá ela ser feliz? Poderemos nós ser felizes?
Um livro para ler e rir, melancólico e divertido, uma fotografia exacta da nossa vida, sem filtros nem Photoshop! Muitos foram os leitores e os críticos que o compararam à série The Office, bem como ao Diário de Bridget Jones. Para os fãs, é a leitura ideal.

BIOGRAFIA DA AUTORA
Paulien Cornelisse. É uma escritora, humorista e cronista holandesa. O seu primeiro romance, A Vida de Uma Porquinha-da-índia no Escritório, um sucesso de vendas, tendo já vendido mais de cem mil cópias.
Publicou, em 2009, um livro de não-ficção, Taal is zeg maar echt mijn ding (A Linguagem É Tipo a Minha Cena), que vendeu setecentos mil exemplares e recebeu o prestigiado prémio Tollensprijs, tendo sido considerado uma «excepcional proeza literária». Os seus espectáculos de humor receberam inúmeros prémios. Vive em Amesterdão e antes viveu no Japão e nos Estados Unidos. É co-fundadora da Echt Gebeurd, a versão holandesa de The Moth, grupo que se dedica a fazer espectáculos de storytelling.