sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

A Sacerdotisa dos Penhascos (Sandra Carvalho)

Kelda é a filha dos Guardiães das Lágrimas do Sol e da Lua. É também uma jovem aparentemente rebelde e irresponsável, por muitos vista como maldita, principalmente depois que Halvard, o seu irmão, caiu na posse dos mestres das trevas. Há, contudo, muito mais que isso em Kelda e, mais que entender a diferença do seu poder, Kelda só anseia por ser amada e compreendida sem o estigma das características que lhe foram atribuídas. A sua missão, contudo, é bem maior que a simples descoberta de si própria.
Sexto volume da Saga das Pedras Mágicas, este livro continua a apresentar-nos as características que, desde o início, cativaram nesta saga. À medida que as gerações se sucedem, a complexidade dos poderes mágicos cresce sucessivamente, bem como o desenvolvimento das personagens. Além disso, a escrita da autora, cuidada mas envolvente, transmite bem a forma como as emoções das personagens (ponto fundamental ao longo desta saga) se expressam nas relações entre si. Também a forma como, ao longo dos diferentes livros, a autora consegue conjugar momentos de uma magia luminosa, digna de um conto de fadas, com ocasiões de absoluta tragédia resulta numa realidade que não é completamente a preto e branco e onde todos podemos encontrar um pouco de nós.
Aspectos muito positivos deste livro em concreto são o rever de personagens que julgava terem já ficado para trás e a forte caracterização da personalidade de algumas personagens. Lysander, Kelda e outros já conhecidos aparecem-nos reflectidos com toda a sua humanidade. Além disso, a autora tem a capacidade, nesta história, de nos criar amores e ódios de estimação, acabando por, algures a meio do enredo, mudar a nossa opinião acerca de um deles (um dos casos mais evidentes é o de Trygve, o Sacerdote dos Penhascos). Também o final é devastador, deixando a acção num momento tão importante que é quase impossível não querer saber o que virá depois.
Quanto aos aspectos menos bons, que não me parece que diminuam a qualidade do livro, mas que poderão afastar alguns leitores, são a forte componente emotiva, que, neste volume, é muito explorada, havendo um ou outro momento em que o livro perde ritmo devido ao alongar de uma descrição acerca dos sentimentos das personagens, e também a sensação de que algumas relações que presenciámos são um pouco similares a situações já ocorridas nos volumes anteriores.
Este é já o sexto volume de uma saga que, até ao momento, tem valido a pena acompanhar. E, ainda que este livro tenha uma componente um pouco mais pesada (devido, em parte, aos acontecimentos que descreve), foi uma leitura cativante e dou por muito bem empregue o meu tempo. Recomendo a quem já acompanha a saga desde o princípio, com a ressalva de que há algumas mudanças importantes a nível de ritmo e de descrição. Ainda assim, gostei muito de ler.

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Passatempo O Crepúsculo de Avalon


O blogue As Leituras do Corvo, em parceria com a Planeta, tem para oferecer 3 exemplares do livro O Crepúsculo de Avalon, de Anna Elliott. Para participar basta responder correctamente às perguntas apresentadas a seguir:

1. Como se chama a protagonista deste livro?
2. Qual será o nome (em inglês) do próximo volume desta trilogia?

Regras do Passatempo:
- O passatempo decorrerá até às 23:59 do dia 10 de Dezembro. Respostas posteriores não serão consideradas.
- Para participar deverão enviar as respostas para carianmoonlight@gmail.com, juntamente com os dados pessoais (nome e morada);
- Os vencedores serão sorteados aleatoriamente entre os participantes com as respostas correctas;
- Os vencedores serão contactados por email e o resultado será anunciado no blogue;
- Só se aceitarão participações de residentes em Portugal e apenas uma por participante e residência.

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Zeca Afonso no Porto

Porto Editora edita antologia de poesia portuguesa

A Porto Editora apresenta no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19:00, na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa, a maior antologia de poesia portuguesa jamais reunida num só volume: Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI, organizada por Jorge Reis-Sá e Rui Lage. Ao prefaciador Vasco Graça Moura caberá a apresentação do livro.

Colaboraram na construção da obra mais de trinta especialistas nos autores em questão ou nos períodos e movimentos a que é lícita a sua associação. Nomes como Eduardo Pitta, Arnaldo Saraiva, Guiseppe Tavani, Nuno Júdice, Fernando J. B. Martinho, Fernando Guimarães ou o próprio Vasco Graça Moura assinam os verbetes que introduzem os poetas constantes na antologia.

Organizada por ordem cronológica do nascimento de cada poeta
Segundo os antologiadores, o elemento de distinção da obra, relativamente às organizadas no passado, é o facto de ela ser “a primeira antologia panorâmica que abarca a poesia portuguesa desde os seus alvores, na transição do século XII para o século XIII até ao ano de 2008”. Para Jorge Reis-Sá e Rui Lage, esta é “a primeira vez que todo o arco temporal do século XX é objecto de um projecto antropológico não exclusivo, isto é, nem temático, nem tendencioso”. A antologia está organizada por ordem cronológica do nascimento de cada poeta, abrindo com a Cantiga de Garvala, de Pai Soares de Taveirós, trovador do primeiro decénio do século XIII, e encerrando com um poema de Luís Quintais, Rasto, datado de Outubro de 2008.

“Uma compilação monumental e pistas fascinantes no interior da cultura portuguesa”
Vasco Graça Moura, prefaciador da obra, considera que Poemas Portugueses “é um trabalho sério e importante, baseia-se num grande conhecimento da literatura portuguesa e em opções de gosto seguras”. Para o escritor, a antologia “recupera autores que, por vezes, não se encontram facilmente disponíveis no mercado editorial” e “propõe ao grande público uma compilação monumental e pistas fascinantes no interior da cultura portuguesa”.

Fonte: Porto Editora

Curso de escrita criativa com Alice Vieira

Novidades Europa-América para Dezembro

Título: As Guerras Que Já aí Estão e as Que nos Esperam – Se os Políticos Não Mudarem
Subtítulo: Reflexões sobre Estratégia VI
Autor: General Loureiro dos Santos
Colecção: Estudos e Documentos
Preço: 21.50€
Pp.: 384
Lançamento público: Dia 16 de Dezembro, às 18h30, no Instituto de Estudos Superiores Militares, com a apresentação do Prof.º Dr. Adriano Moreira

Neste novo livro, o general Loureiro dos Santos responde e adverte para as questões que se levantam com a alteração, em curso, da ordem internacional unipolar.
«Desde há alguns anos, vivemos um período de transição acelerada para um futuro incerto e perigoso. No qual, as dificuldades para o Ocidente, muito particularmente para Portugal, serão bastante expressivas», adverte o general no Prólogo do seu livro.
«A crise económica e financeira […] veio (e está) a confirmar a tendência para o aumento do poder das potências emergentes e reemergentes e transformou-se num acelerador das mudanças em curso.
»Em toda a História mundial não se conhece uma alteração das relações de forças global em tão curto período.»

o No quadro geopolítico configura-se o surgimento das Ilhas de Poder Global (EUA, China, Índia, Rússia e Brasil), dos Ilhéus de Poder Global (médias potências) e dos Quase Ilhéus, num Mundo em transição onde os recursos estratégicos estão cada vez mais espartilhados e os estados cada vez mais fragilizados.
o O Irão surge com um novo fôlego e ganha preponderância.
o A Rússia «renasce» e tenta controlar o Cáucaso.

Todos os actores tentam reposicionar-se em face de uma nova ordem mundial. E Portugal? Como actua no teatro de operações internacional e internamente?

o Tem uma Lei da Defesa Nacional com muitas insuficiências.
o Assina um Tratado de Lisboa que favorece mais as ambições de Madrid que as de Lisboa.
o Tem um projecto de TGV que também favorece mais Madrid do que Lisboa.
o Tem uns Serviços de Informações com falta de margem de manobra.
o Duplicação e desperdícios de meios com a falta de articulação entre as Forças Armadas e as Forças de Segurança Interna.
o As Forças Armadas têm falta de armas e equipamentos adequados.
o Verificam-se retrocessos nos direitos sociais dos militares, com um aumento do sentimento de injustiça daqueles que servem o País nas fileiras, achando que são maltratados e desconsiderados pelos responsáveis políticos.

Com a posição central de Portugal face ao Atlântico (Oeste), Espanha (Leste) e território africano (Sul) e o seu papel preponderante na CPLP e na possível articulação da segurança e defesa da região do Atlântico (médio/Sul), é urgente repensarmos o papel das nossas Forças Armadas e, de
algum modo, recolocá-las na primeira linha dos interesses nacionais. No fundo, fazer jus aos «absolutamente portugueses».

O General Loureiro dos Santos nasceu em Vilela do Douro — Paços, concelho de Sabrosa (Vila Real), em 2 de Setembro de 1936. Conta com um notável currículo tanto académico quanto militar. Frequentou, entre outros, os cursos de Artilharia da Escola do Exército e de Comando e Estado-Maior do Exército Brasileiro (onde fez um doutoramento em Ciências Militares) e leccionou no IAEM, no IAEFA e no ISCSP. Desempenhou também as funções de Vice-Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, de Ministro da Defesa Nacional dos IV e V Governos Constitucionais e de Chefe de Estado-Maior do Exército. É sócio correspondente da Academia de Ciências de Lisboa e conferencista e autor de obras e de artigos na imprensa especializada sobre Estratégia, Segurança e Defesa.
Na Europa-América publicou Reflexões Sobre Estratégia I (2000), Segurança e Defesa na Viragem do Milénio — Reflexões Sobre Estratégia II (2001), A Idade Imperial — Reflexões Sobre Estratégia III (2003) e E Depois do Iraque? (2003), escrito em conjunto com Luísa Meireles, Convulsões — Reflexões Sobre Estratégia IV, O Império Debaixo de Fogo — Reflexões Sobre Estratégia V (2006) e A Ameaça Global (2008).

Título: Michael Jackson – A Lenda 2958-2009
Autor: Chas Newkey-Burden
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 17.50€
Pp.: 164

A biografia mais completa.
Um retrato fascinante e fiel do "Rei da Pop".

No dia 25 de Junho de 2009, a notícia da morte de Michael Jackson marcou o fim trágico de uma vida extraordinária mas envolta em suspeitas há décadas.
De facto, Michael Jackson era um homem de contradições. Discutivelmente a mais famosa estrela pop, Michael Jackson descrevia-se como «o homem mais solitário do mundo». A criança prodígio cujas actuações revelavam uma notável maturidade converteu-se num homem que demonstrava uma perigosa obsessão pela infância. O miúdo encantador que venceu as barreiras do preconceito tornou-se um homem que as operações plásticas e a cor de pele deixaram irreconhecível. E, apesar de ter vendido milhões de álbuns, o artista tinha dívidas que ascendiam a 300 milhões de dólares.
Nesta fascinante biografia, Chas Newkey-Burden passa em revista os mitos e os rumores e apresenta um retrato fiel do auto-intitulado «Rei da Pop», sem ignorar a controvérsia e respeitando o legado do génio cuja música tornou mais feliz a vida de muitas pessoas.

Chas Newkey-Burden é o aclamado autor de várias biografias sobre figuras tão mediáticas como Amy Winehouse e Paris Hilton e as suas obras foram traduzidas para várias línguas. É colaborador do Guardian e da Time Out.

Título: Caminhos de Glória
Autor: Jeffrey Archer
Colecção: Obras de Jeffrey Archer
Preço: 19.90€
Pp.: 352

Autor galardoado com o prestigiado prémio literário Prix Polar International pela obra O Condenado

Ele amou duas mulheres... e uma delas matou-o.

Há pessoas que sonham tão alto que, se um dia cumprirem os seus desejos, têm certamente um lugar na História. Francis Drake, Robert Scott, Percy Fawcett, Charles Lindbergh, Amy Johnson, Edmund Hillary e Neil Armstrong são algumas dessas pessoas cujos nomes estão inscritos nos trilhos da glória.
E se um homem tivesse um sonho, o cumprisse e, sem nada que o provasse, nunca fosse reconhecido pelo seu feito?
Caminhos de Glória é a história de um homem comum. Assim permanecerá até o leitor, que terá de ler até à última página deste extraordinário romance,
ajuizar se de facto o nome de George Mallory deverá constar na lista de homens lendários. Se assim o decidir, um outro nome terá de ser retirado.

Jeffrey Archer, cujos romances se tornaram best-sellers, já vendeu mais de 135 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1992, tornou-se o mais jovem membro da Câmara dos Lordes. É um dos escritores de maior sucesso da actualidade.

«Provavelmente, o maior contador de histórias da actualidade»
— Mail on Sunday.

Título: A Falha
Autor: Luís Carmelo
Colecção: Contemporânea
Preço: 15.90€
Pp.: 160

Elvas, vinte e cinco anos após a conclusão do liceu. Um grupo de antigos alunos decide reunir-se para um almoço de confraternização, na esperança de reavivar memórias e de apaziguar os conflitos do passado. Mas o epicentro narrativo ocorre após a prova de vinhos e um passeio a uma pedreira de mármore, em Vila Viçosa.
Eis então que uma inusitada falha na pedreira fará com que os antigos colegas se vejam presos dentro de uma gruta obscura, onde irão permanecer durante dois dias, testando os limites do ser humano e lutando entre a vida e a morte, entre as ilusões do presente e os fantasmas do passado, entre um destino fatal e a fatalidade do destino, entre o racional e o irracional.

A Falha, considerado por muitos como o melhor romance até hoje publicado pelo autor e adaptado ao cinema por João Mário Grilo (2002), é certamente uma hábil análise da natureza dos seres humanos e da sociedade portuguesa pós-25 de Abril, uma incisiva metáfora do destino de um povo.

Luís Carmelo (1954), doutorado pela Universidade de Utreque, é professor na Escola Superior de Design (IADE) e membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e da Associação Internacional de Semiótica (IASS-AIS). Para além de ser autor de diversas obras de escrita criativa, cadeira que lecciona em várias instituições, entre elas o Instituto Camões, é ainda colunista do jornal Expresso e um activo blogger.
Vencedor do Prémio de Ensaio da APE, Luís Carmelo já editou nas Publicações Europa-América várias obras de não-ficção, nomeadamente, Manual de Escrita Criativa, vols. I e II e Sebenta Criativa para Estudantes de Jornalismo.
Após o livro de contos A Pé pelo Paraíso, A Falha é a segunda obra de ficção reeditada agora pela Europa-América, na sequência da comemoração dos 10 anos da publicação da obra.

Título: Calvino – O Arauto de Deus
Autor: Eric Dénimal
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 22.00€
Pp.: 288

Comemorações dos 500 anos do nascimento de Calvino

Será que nós sabemos realmente quem foi Calvino?
Em 1509, há precisamente quinhentos anos, Calvino nascia em Noyon, na Picardia, onde foi baptizado com o nome de Jean Cauvin. Senhor de um forte temperamento, esta personagem histórica permaneceu, contudo, envolta por uma grande discrição que marca a sua própria história de vida.
Éric Denimal oferece-nos com este livro um relato do percurso, quer espiritual quer intelectual, de Calvino, incidindo o seu olhar na infância e no contexto no qual o reformador se inscreve — o fascinante século XVI, circunscrito entre a Idade Média e o Renascimento. O ambiente familiar, religioso, político e cultural da época influenciou muito este jovem brilhante que gostava de se votar às novas correntes ideológicas. As grandes descobertas abrem novos horizontes e as ideias difundidas por Lutero fazem vacilar as antigas certezas da época.
O estudante de Teologia e de Direito, sedento dos ideais de liberdade, de verdade e de justiça, bebe desta efervescência que alvoroça uma Europa onde as fogueiras tentam a todo o custo manter o poder e os privilégios há muito ultrapassados.
Com o apoio de Théodore de Bèze, Lefèvre d’ Étaples, Guillaume Farel ou Margarida de Navarra, ele sobrepõe-se aos seus adversários, subjuga uma Genebra em tumultos e acaba por influenciar claramente e por muito tempo uma Europa em plena mutação.
Ao acompanhar o crescimento e formação do homem de Noyon, e posteriormente de Genebra, ao analisar as suas lutas interiores e individuais contra as autoridades religiosas da sua região natal ou contra a fatalidade que mina a sua vida conjugal, Éric Denimal brinda-nos com uma humana biografia de um homem comovente e convicto que, entre dores e paixões, soube esquecer-se de
si em nome da sua obra e missão.
Éric Denimal é jornalista, teólogo e pastor. Autor de inúmeras obras, entre elas o best-seller A Bíblia para Totós.

Título: Oscar Wilde e o Sorriso do Homem Morto
Autor: Gyles Brandreth
Colecção: Crime Perfeito
Preço: 19.90€
Pp.: 288

Paris, 1883. Oscar Wilde visita a cidade decadente para descobrir os seus encantos, reatar a amizade com a divina Sarah Bernhardt e colaborar com o mais famoso homem do mundo do espectáculo, Edmond la Grange.
Oscar descobre os negros segredos que envolvem a companhia teatral de La Grange e é confrontado com crimes bizarros. Para deslindar o mistério e descobrir o assassino, Oscar arrisca a sua vida — e a sua reputação — embarcando numa perigosa aventura que o leva dos boémios clubes nocturnos a um asilo de loucos, de um duelo nos Buttes de Chamont aos portões da prisão de Reading.
Gyles Brandreth é escritor, locutor de rádio, antigo membro do Parlamento e líder do grupo parlamentar.

Crítica:
«[Brandreth] Não só sabe contar uma história como também tem um conhecimento
tocante dos segredos do coração humano.» The Times

Título: Será Que os Gatos Têm Umbigos?
Subtítulo: 244 Perguntas-Respostas sobre o Mundo da Ciência
Coord.: Paul Heiney
Colecção: Fórum da Ciência
Preço: 19.90€
Pp.: 196

Por que razão o ranho é verde?
Há algo de bom nas baratas?
Por que razão não se partem os ovos quando as galinhas os põem?
Qual é a altura da atmosfera?
Um raio consegue tostar quantas fatias de pão?
As árvores têm cancro?
Será que as jantes dos carros fazem com que eles andem mais depressa?

Paul Heiney deslinda os fenómenos da Ciência que estão por detrás daquelas certezas absolutas e inquestionáveis e explica por que razão o mundo e tudo o resto que o compõe são como são.
Desde esquimós cabeludos a gaivotas que explodem, desde o osso da alegria à labiríntica roupa de cama, este é um livro esclarecedor, divertido e bem-humorado.

Título: Falar com os Mortos
Subtítulo: 7 Métodos para Comunicar com os Espíritos
Autor: Konstantinos
Colecção: Portas do Desconhecido
Preço: 20.89€
Pp.: 248

Eles estão à espera...
Vozes vindas do Além... rostos de fantasmas surgem no vídeo... uma presença luminosa aparece numa sessão de espiritismo... é mais do que ficção sobre fenómenos sobrenaturais, são experiências verdadeiras que estão à sua espera.
Ao longo de doze anos, Konstantinos tem realizado experiências sobre o inatingível mundo dos espíritos e obteve um enorme sucesso com cada uma das técnicas descritas nesta obra. As suas instruções simples e descritas passo a passo mostram-nos como podemos usar um comum aparelho electrónico, como os gravadores de cassetes, câmaras de vídeo e computadores, para estabelecer contacto com os mortos, para gravar os fenómenos fantasmagóricos, etc. Além do mais, ele apresenta-nos formas de estabelecer comunicação activa com o mundo dos espíritos!
Aprenda como:
o gravar as vozes de determinados fenómenos;
o usar o «ruído branco» do rádio para dar voz aos espíritos;
o a sua câmara de vídeo poderá captar imagens de fantasmas;
o encorajar os espíritos a usar um computador ou um telefone;
o usar a arte ancestral da bola de cristal para ver os espíritos;
o estabelecer contacto telepático com os mortos;
o conduzir uma sessão de espiritismo.

Quer queira falar com alguém querido que partiu quer deseje investigar uma casa assombrada ou satisfazer simplesmente a sua curiosidade transcendental, esta obra será o seu guia para o Além.

A tecnologia abre as portas para o mundo dos espíritos!

Konstantinos há muito que é um estudioso dos fenómenos paranormais e tem sido uma presença frequente em inúmeros programas televisivos. Para além de ter sido cantor de música gótica, é também autor de vários livros, nomeadamente Summoning Spirits, Vampires: The Occult Truth e Gothic Grimoire.

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Ilusão (ou o que quiserem), Luísa Costa Gomes

Jorge é um actor sem objectivos completamente definidos. Dobragens, anúncios, figuração... Todos os trabalhos que aparecerem são aceites. Teresa, a sua mulher, é professora e obcecada com a pedagogia. À medida que ambos se envolvem mais e mais nos seus projectos, contudo, a sua já estranha relação vai decaindo numa situação completamente diferente.
Este é um daqueles livros em que é bastante difícil expressar por palavras a opinião que deixa. Primeiro, a escrita da autora é fantástica, criando situações complexas sem que os leitores se percam. Apresenta-nos, além de uma história bastante peculiar, vários momentos de reflexão muito interessantes, que acabam por conduzir também o leitor à introspecção. E as circunstâncias da história, alternando entre o quotidiano e o surreal, deixam na mente do leitor uma memória que não é completamente clara, mas que não pode ser afastada.
Depois, os personagens. Desde as estranhas obsessões do casal protagonista, às pequenas peculiaridades como Deirdre, a esposa de Jorge no Second Life ou a estranha ligação entre membros de um grupo de teatro que não se entendem entre si, existe toda uma variedade de carácter e caracterização de personagens, criando um mundo complexo por dentro do mundo real.
Talvez não seja, às vezes, um livro fácil de ler. Existem alguns momentos em que, na mudança de capítulo, ficamos sem saber o que aconteceu exactamente, porque esses factos só nos são explicados mais à frente. A criatividade desta história, contudo, bem como a forma como a autora, partindo do teatro, cria uma verdadeira ligação da história à arte da representação (em público, como na vida privada), fazem deste Ilusão (ou o que quiserem) um livro que vale a pena ler. Gostei muito.