quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Just Fourteen (Sherry Raby)

Bree tem apenas catorze anos e acaba de ter o seu primeiro encontro… com o melhor amigo. Mas, apesar de gostarem um do outro, Bree não tem a certeza de que Ty seja a pessoa certa para ela. E há outros que querem conhecê-la melhor. Talvez demais. Quando um rapaz que conheceu no autocarro é preso e afirma que ela é namorada dele, Bree dá por si metida em sarilhos. Mas talvez falar baste para resolver a situação. Afinal, ela só tem catorze anos… e a vida toda pela frente.
Um dos aspectos mais relevantes neste livro é a sua brevidade, que é em parte boa e em parte não tão boa. A parte boa vem do facto de, ao ir directa ao assunto, a autora construir uma leitura leve e envolvente. A parte menos boa vem da sensação de que tudo parece um pouco apressado. Bree é uma rapariga normal, sim, mas teria sido interessante saber um pouco mais sobre ela, principalmente uma vez que as suas indecisões fazem parte do que é ser-se adolescente. E, quanto ao rapaz do autocarro… havia uma história interessante sobre ele, à espera de ser contada.
Sendo principalmente sobre os dilemas de uma adolescente, grande parte do que acontece na história de Bree é… bem, a vida normal. Mas é bastante interessante conhecer essa normalidade – a relação com a família, as conversas com Ty, os pequenos vislumbres do amor que espera florescer… Sim, tudo isso pode ser contado de forma muito breve, mas é também bastante cativante. E é por isso que teria sido bom saber mais sobre tudo isto – porque tudo e todos parecem cheios de potencial.
A soma de tudo isto é simples: uma leitura leve e rápida, com personagens interessantes e uma história bonita e envolvente. Um pouco curto, é verdade. Mas, no essencial, uma boa leitura.

Título: Just Fourteen
Autora: Sherry Raby
Origem: Ganho num passatempo

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A Rainha Perfeitíssima (Paula Veiga)

Esposa e irmã de reis, desde muito cedo destinada ao trono de Portugal, Leonor de Lencastre viria a deixar para a história um enorme legado na ajuda aos mais desfavorecidos. Mas nem só de sucessos e alegrias foi feita a sua história. Vivendo em tempos conturbados, viu familiares envolvidos em conspirações contra o rei, as pretensões do seu marido de legitimar um filho bastardo e o seu próprio filho morrer prematuramente em circunstâncias misteriosas. E, perante tudo isso, manteve a dignidade e o propósito. Tudo isto e mais nos conta este livro. 
Uma das primeiras coisas que importa dizer sobre este livro é que, apesar de ter uma figura central bem evidente, não se cinge propriamente ao percurso e as vivências da sua protagonista. Muito pelo contrário. Mais que o percurso da rainha, é o meio em que se move, o contexto, os acontecimentos históricos - mortes, nascimentos, casamentos, guerras... - sucedidos durante a sua vida. E, assim sendo, fica desde logo uma impressão muito clara: a de que, apesar de narrada em grande parte na primeira pessoa, esta história se concentra mais nos acontecimentos que nas personagens, criando por isso uma certa impressão de distância.
Não deixa de ser uma leitura envolvente, para isso contribuindo os capítulos curtos e o óbvio interesse dos vários acontecimentos relatados. Fica, sim, a curiosidade em conhecer mais do lado humano das personagens, que, tendo em conta a forma breve como os acontecimentos são narrados e o vasto leque de situações e figuras que acompanha, acaba por ficar para segundo plano. Mas não deixa de ser uma história muito interessante, quer pela relevância histórica das várias personagens, quer pela forma como, de memória em memória, acaba por se traçar um retrato bastante amplo do contexto da época. 
E, quanto à escrita, se é certo que alguns dos diálogos parecem, talvez, um pouco forçados, a impressão que sobressai é, ainda assim, a do contraste entre as partes narradas na primeira pessoa, que atenuam um pouco a tal distância causada pelo domínio dos acontecimentos sobre a construção das personagens, e as narradas na terceira pessoa, que expandem a visão para lá do conhecimento (já de si vasto) da rainha sobre os acontecimentos descritos. 
Tudo somado, fica a impressão de uma leitura que, em certos aspectos, deixa sentimentos ambíguos e perguntas sem resposta, mas que, apesar disso, consegue cativar e interessar desde as primeiras páginas e até ao fim. Uma boa história, em suma. 

Autora: Paula Veiga
Origem: Recebido para crítica

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Iluminações de uma Mulher Livre (Samuel F. Pimenta)

Isabel conhece o valor da liberdade, mas a verdade é que se deixou prender. Cresceu na capital, a avó ensinou-lhe tudo sobre as mulheres do passado que, tendo ousado lutar pela liberdade, sofreram as consequências dos seus ideais. E, porém, Isabel deixou-se levar para um casamento que começou por ser inebriante, mas não tardou a tornar-se opressivo. Tem sonhos, tem visões de liberdade. Mas, para os alcançar, precisa de se livrar do casamento a que se prendeu, seja de que maneira for. E sabe que também isso terá consequências. Mas procura nos ensinamentos da avó e  no exemplo dessas outras mulheres a força para decidir o que fazer. E o preço será o que tiver de ser.
Bastam umas poucas linhas lidas para descobrir a primeira das várias forças deste livro: a escrita. Não só pelo ritmo natural e envolvente que faz com que seja fácil entrar neste mundo tão místico e inesperado, mas o próprio registo, que parece adaptar-se na perfeição à mente da protagonista. Pela voz de Isabel, o autor faz-nos caminhar pela ténue linha entre a realidade e o mito, e a condução é feita com mestria. Pois, entrando na mente e nas memórias de Isabel, constrói um delicado equilíbrio entre passado, presente e futuro da protagonista e os mesmos múltiplos tempos de inúmeras outras mulheres.
Ora, este equilíbrio ganha uma outra dimensão se se tiver em conta que a mente da protagonista parece divagar entre diferentes tempos e diferentes histórias, num enredo em que, apesar dos grandes acontecimentos, parece ser a introspecção e a compreensão de si mesmo o essencial. Assim, Isabel perde-se em memórias, em pensamentos, em ensinamentos e descobertas - sem que o ritmo do enredo nunca se torne denso, nem distante, nem apagado. Há vida nos acontecimentos, como há vida no lado místico e filosófico que se afirma no modo de vida da protagonista. E isso é também parte do que torna esta leitura tão interessante. 
Mas nada neste tom místico e pessoal faz com que a narrativa se afaste da realidade. Muito pelo contrário. Há muitas questões pertinentes ao longo deste texto e, sendo certo que são vistas de um ponto de vista pessoal, não deixam por isso de ser universais: a igualdade enquanto direito, o julgamento dos alegados defensores da moral e dos bons costumes, o poder dos rumores, principalmente nos meios pequenos, a violência de género, as imposições sociais. Tudo isto está presente no percurso de Isabel, formando também parte da base do seu percurso de libertação. E, assim sendo, a sua jornada pessoal tem subjacente uma mensagem mais ampla: o direito à liberdade como algo de universal.
Profundo, místico, complexo, e porém de uma envolvência surpreendente. Cativante, pertinente, maravilhosamente escrito. Tudo isto faz parte do que define este livro. Mas a essência, essa, está num relato íntimo que se torna universal, dando voz e vida a aspirações que, vividas de uma forma muito única, são ainda assim um elo comum a toda a humanidade. É isso, acima de tudo, que torna esta leitura memorável. E é por isto, por tudo isto, que a recomendo. 

Título: Iluminações de uma Mulher Livre
Autor: Samuel F. Pimenta
Origem: Recebido para crítica

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O Fim do Silêncio (Suzanne Redfearn)

Aos olhos do mundo, Jillian tem uma vida perfeita: uma carreira de sucesso, uma vida estável e um marido que, além de atencioso, é também um bom pai. Só ela sabe como a verdade é bem diferente. Há anos que as agressões se sucedem, mas houve sempre algum motivo - os filhos, o medo, a certeza de que as consequências seriam terríveis - que a levou a ficar. Agora, contudo, a situação parece ser irreversível. Quando diz ao marido que não consegue continuar, tudo acontece muito depressa. Em menos de nada, Jillian vê-se obrigada a fugir com os filhos para se manter viva. Mas, aos olhos do mundo, Gordon é o marido perfeito. Poderá a verdade ser mais forte que as suas mentiras?
Bastam alguns capítulos para ficar com uma muito boa ideia do que vai ser esta leitura: angustiante. Intenso e perturbador desde os primeiros capítulos, retrata na perfeição a vida dupla de uma vítima de violência doméstica que conhece o inferno em casa e mostra a vida perfeita aos olhos do exterior. E, de revelação em revelação, retrata um mundo interior para a protagonista - e para aqueles que o rodeiam - que é tão aterrador como realista e que, por isso, facilmente abala quem o está a ler.
Parte deste impacto deve-se ao enredo em si, magnificamente construído tanto nas coisas que acontecem, como no desenvolvimento das várias personagens. As contradições que fazem duvidar, os extremos de agressividade e de ternura, a necessidade de lutar e o desespero de fugir, as certezas, os erros, as impressionantes manipulações... Há toda uma teia de intrigas no seio de uma única relação e a forma como a autora conjuga todas estas facetas é algo de muito impressionante.
Também particularmente marcante é a construção das personagens. Gordon, agressor, mas capaz de se mostrar ao mundo como estável, afectuoso e, no fundo, a escolha perfeita. E Jillian, por outro lado, vítima de Gordon, sem dúvida, mas também ela com os seus erros e imperfeições. Erros e imperfeições que se tornam particularmente relevantes numa história destas, porque, sendo eles que a tornam humana, também fazem parte das armas usadas por Gordon. E, afinal, quem nunca ouviu o argumento "ela também não era nenhuma santa" como desculpa numa discussão sobre o tema da violência doméstica? Também isto torna a história mais complexa e, acima de tudo, mais realista. E, claro, consequentemente, mais marcante. 
Mas, ainda que a história se centre essencialmente nas circunstâncias de Jill e na forma como luta para se proteger e aos filhos do marido, há, ainda assim, pequenos elementos secundários que tornam a história ainda mais interessantes. É que, num enredo tão intenso, tão sombrio, nos seus momentos mais perturbadores, há pequenos lampejos de luz que tornam tudo um pouco mais leve. As interacções de Jill com o pai, Connor, certos momentos das crianças... são pequenos laivos de ternura e de humor que, numa história de contornos tão negros, funcionam como verdadeiros raios de luz por entre as trevas. Refrescantes, surpreendentes... e como que a insinuar uma certa esperança. 
Intenso, angustiante, surpreendente, trata-se, portanto, de um relato perturbador do pesadelo da violência doméstica. Sem fugas fáceis, sem julgamentos precipitados e com toda a complexidade e compaixão que um tema destes exige, absorve desde as primeiras linhas e entranha-se na memória a cada nova revelação. E, sempre realista, é um livro que não se esquece facilmente. Que mais dizer, então, sobre este O Fim do Silêncio? Só isto: que recomendo. Sem reservas. 

Título: O Fim do Silêncio
Autora: Suzanne Redfearn
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidades Topseller

Spindle Cove é uma pacata vila onde jovens senhoras convivem e procuram manter a sua reputação intacta.
Após anos a levar uma vida solitária, a órfã Kate Taylor encontrou acolhimento e amizade em Spindle Cove, onde dá lições de música e frequenta a classe mais privilegiada da vila. Mas Kate anseia por algo mais, por conhecer o verdadeiro amor.
Até que revelações inesperadas ameaçam mudar o destino de uma donzela muito querida por todos.
Frio como o gelo, porém incrivelmente bonito, o cabo Thorne é o exemplo perfeito do tipo de homem que Kate deveria evitar. Mas o destino parece não concordar com ela. Entretanto, um grupo de misteriosos desconhecidos chega a Spindle Cove para revelar a Kate as suas verdadeiras origens. É então que, para surpresa geral, Thorne se apresenta como seu noivo.
A não ser que o anoitecer se encarregue de alterar o rumo dos seus passos.
Ele afirma que nada sente, além do dever de a proteger. Mas Kate está longe de acreditar nisso… E para Thorne conseguir convencê-la terá que manter as mãos longe do seu corpo tentador e escudar o coração daquele sorriso deslumbrante. Conseguirá este guerreiro vencer a sua derradeira batalha? Ou render-se-á ao desafio de amar pela primeira vez?

E se a pessoa de que mais precisas for alguém que não conheces?
Passaram apenas dois anos desde a morte da sua mãe e o seu pai volta a casar-se com uma mulher que conheceu online. Jessie é então forçada a mudar-se para a outra ponta do país, para morar com a madrasta e o seu pretensioso filho adolescente, aparentemente passado da cabeça.
Para Jessie tudo parece errado: sente-se uma estranha naquela casa enorme e fria, tem saudades da sua melhor (e única) amiga. A escola é uma selva autêntica, onde é vítima de bullying. Mas é então que recebe um e-mail de alguém que não conhece, nem se quer deixar conhecer, disponibilizando-lhe apenas a sua «amizade virtual». O que Jessie não espera é que será este e-mail a mudar a sua vida para sempre.
Esta é uma história memorável, que não deixa ninguém indiferente. Um misto de comédia e tragédia, amor e perda, dor e alegria.

Quando a memória já não consegue guardar o amor… o que nos resta?
Um marido encantador, duas filhas lindas, um trabalho de que gosta — Claire Armstrong parece ter tudo, até que lhe é diagnosticada a doença de Alzheimer. Todos os que a rodeiam têm de aprender a lidar com uma nova Claire, enquanto tentam habituar-se ao desaparecimento da mulher que amam.
Através de um livro de memórias, que vão construindo em família, recolhem as peças de uma vida que não estão preparados para deixar desaparecer. Até que a relação que surge de um encontro casual com um homem misterioso leva Claire a interrogar-se sobre o futuro do seu casamento e da sua família.
Com Claire incapaz de fazer o seu casamento resultar, de tomar conta das filhas, ou sequer de garantir a sua própria segurança, os desafios são imensos. Será que a família vai resistir às notícias que a filha mais velha tem para contar e à intromissão do misterioso homem na vida familiar?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Divulgação: Novidade Quetzal

Esta é a história de Eugénia, de quem se recorda o destino inverosímil, os desaires e os momentos de felicidade, a infinita capacidade de ser reerguer e de continuar a viver – em Portugal e em França, na adolescência e na idade adulta, na desilusão e na alegria (e na sua relação com os livros e com o sexo). É também a história de Artur, uma espécie de funâmbulo que atravessa (quase) todos os abismos. E a de todas as personagens que vivem em trânsito do passado para o presente, ao longo de uma história de amor invulgar e de desenlace inesperado.

«Um diamante natural é concebido no magma do centro da terra, e depois expelido para a superfície, por vezes abrindo à força um enorme buraco, outras vezes encontrado na cratera de um vulcão extinto. Aqui é diferente. O corpo humano tem dezoito por cento de carbono e dois desse carbono resta nas cinzas, depois da cremação. Permita-me dizer que fez bem em cremar o corpo do seu marido. É uma solução mais limpa.»

Sérgio Godinho nasceu no Porto e aí viveu até aos vinte anos, altura em que saiu de Portugal. Estudou Psicologia em Genève durante dois anos, antes de tomar a decisão «para a vida» de se dedicar às artes. Foi actor de teatro e começou a exercitar a escrita de canções nos finais dos anos 60. É de 1971 o seu primeiro álbum, Os Sobreviventes, seguido de mais vinte e sete até aos dias de hoje.
Sérgio Godinho é um dos músicos portugueses mais influentes dos últimos quarenta anos. O seu percurso espelha, precisamente, essa poderosa interacção entre a vida e a arte. Voz polifónica, Sérgio Godinho levou frequentemente a sua escrita a outras paragens. Guiões de cinema (Kilas, o Mau da Fita), peças de teatro (Eu Tu Ele Nós Vós Eles), séries de televisão, histórias infanto-juvenis (O Pequeno Livro dos Medos), poesia (O Sangue por um Fio), crónicas (Caríssimas Quarenta Canções), entre outros exemplos. Vidadupla, o seu primeiro livro de contos, é o capítulo anterior desse estimulante itinerário pessoal.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O Kaputo Camionista e Eusébio (Manuel Rui)

Tó-Tó gastou o dinheiro que o pai lhe mandou para o bilhete, por isso agora tem de fazer a viagem para casa à boleia de um camionista. O ano é 1966 e o dia o do mítico Portugal - Coreia do Norte. Quanto à viagem, o plano é fazê-la entre boa conversa e uma paragem para ouvir um pouco do relato. Pelo caminho, fala-se de tudo: da vida, do futebol, da raça e de como o governo de então pretende mudar as coisas. Da guerra, também. E do Eusébio, claro, esperança maior do Botijas para uma vitória devastadora. Até à tal paragem... e ao desânimo que se lhe segue. Mas nada é certo antes do fim do jogo. E, se o desânimo pode despertar revoltas, o que dizer quando tudo se inverte?
Pouco mais de cem páginas, incluindo, para além do conto que dá título ao livro, um conjunto de textos sobre o mesmo e sobre o tempo a que se refere. E, contudo, tanto haveria a dizer sobre esta história se grande parte não estivesse já lá. É que as reflexões que o conto desperta - sobre a paixão futebolística, sobre a forma como as diferentes personagens vivem a questão da raça, sobre a importância de Eusébio para a sua geração e para as futuras - surgem também nos tais textos que acompanham o conto. E, assim, não vale a pena alongar-me quanto a isso. Tudo o que importa está no livro.
Mas, claro, além dos temas, há a escrita e essa é também ela uma grande surpresa. É cativante, sim, mas isso já era expectável. A surpresa vem da forma como, aos poucos, numa voz aparentemente tão simples, os tais temas complexos emergem de forma natural. Como se fôssemos também à boleia, a ouvir a conversa entre o Tó-Tó e o Botijas e a ponderar no tanto que eles têm para dizer. É fascinante como em tão poucas páginas se consegue dizer tanto - sem floreados, sem elaborações desnecessárias, indo directamente ao essencial e sem que isso pareça tornar a história demasiado apressada. Simples, completo e muito bem construído: assim se faz a essência desse conto.
E depois há o aspecto visual, e o laranja vivo que parece ele próprio dar outra vida ao livro, destacando o conto, que é a alma essencial do todo, e rodeando-o dos tais textos que, falando de uma história que se basta a si mesma, acrescentam, ainda assim, novas perspectivas, o que torna a leitura mais completa.
Às vezes, um livro não precisa de ser grande para ser um grande livro. É o caso deste O Kaputo Camionista e Eusébio, que, em poucas, mas muito relevantes páginas, conjuga toda a matéria de que são feitas as boas histórias. Breve, simples, mas vastíssimo em conteúdo e muito belo na voz, um livro marcante e memorável. Que não posso deixar de recomendar. 

Título: O Kaputo Camionista e Eusébio
Autor: Manuel Rui
Origem: Recebido para crítica