segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Divulgação: Novidade Suma de Letras

Numa majestosa casa de campo inglesa um miúdo desaparece sem deixar rasto durante a festa do solstício de Verão. Apesar da exaustiva investigação policial não se encontra rasto algum. A família do miúdo, desfeita e desesperada, faz as malas, fecha as portas e regressa a Londres para nunca mais voltar.
Setenta anos depois a inspectora de polícia londiniense Sadie Sparrow, de visita na casa de seu avô em Cornualha, saí a correr pelo bosque e encontra uma mansão abandonada. Espreita através de uma janela e sente que alguma coisa terrível aconteceu nessa casa. Agora, cheia de curiosidade, esta decidida a descobrir que é o que aconteceu.

Kate Morton, a mais velha de três irmãs, cresceu nas montanhas do Nordeste da Austrália, em Queensland. Formou-se em Arte Dramática e Literatura Inglesa e está a fazer o doutoramento na Universidade de Queensland. Vive entre Londres e Brisbane com a família.
É uma das autoras mais reconhecidas mundialmente: todos os seus romances alcançaram as listas de livros mais vendidos, estão publicados em 38 línguas e já venderam mais de 8 milhões de exemplares.

domingo, 8 de novembro de 2015

Os Planos Bilderberg para Portugal (Rui Pedro Antunes)

Para alguns, Bilderberg, enquanto reunião secreta, é onde se planeiam as bases de um governo mundial. Outros dizem que é uma simples conferência, invulgar apenas pelo nível dos seus participantes. Mas, entre um ponto e o outro, entre defensores e detractores, existem os factos. E, ainda que aquilo que realmente se sabe possa ser muito menos do que fica por dizer, é dos factos, acima de tudo, que trata este livro.
O primeiro aspecto a chamar a atenção neste livro é a posição com que o autor se propõe abordar o tema, nem do lado dos defensores nem do dos detractores, mas antes pretendendo transmitir uma visão tão imparcial quanto possível. Sem por isso deixar de expor a sua opinião, é certo, mas centrando-se nos factos, o autor constrói um retrato global de como funciona o Bilderberg e, em particular, dos participantes que desempenham ou desempenharam um papel de relevo em Portugal. E fá-lo de forma clara e acessível, ainda que, dado o secretismo de Bilderberg, fiquem, inevitavelmente, muitas perguntas sem resposta.
Outro aspecto interessante é, claro, a informação em si, que, sendo apresentada de forma clara e organizada, se torna fácil de assimilar (ainda que, mais uma vez, fiquem sempre perguntas em aberto). Para isso contribui também a estrutura do livro que, dividindo-se entre as bases, as personalidades centrais e as possíveis influências no mundo, torna mais claras as associações e os acontecimentos apresentados ao longo do livro.
Fica, é claro, a vontade de saber mais. E é tendo isto em conta que um outro aspecto sobressai. O autor vai referindo, ao longo do texto, vários autores, o que acaba por apontar para outro material de leitura sobre o assunto. E, por fim, na conclusão, expõe a sua própria opinião, que, num livro absolutamente centrado em factos, acaba por acrescentar um interessante traço pessoal.
A soma de tudo isto é um livro que, apesar da relativa brevidade e das muitas perguntas que, inevitavelmente, ficam em aberto, permite uma boa compreensão do que é o Bilderberg e de como a sua influência gera acontecimentos - e teorias da conspiração. Uma leitura interessante, portanto. 

Título: Os Planos Bilderberg para Portugal
Autor: Rui Pedro Antunes
Origem: Recebido para crítica

sábado, 7 de novembro de 2015

Einstein's Beach House (Jacob M. Appel)

Vidas normais que se tornam estranhas. Esperanças e medos e experiências que começam com o que parece ser uma simples rotina, mas que se expandem até algum tipo de transcendência. Tudo isto faz parte deste livro, onde uma escrita fluida, um elenco de personagens únicas e várias histórias interessantes prometem dar forma a uma leitura muito envolvente. 
E tudo começa com Hue and Cry, que conta a história de um homem com uma doença genética e as suas tentativas de levar algum perdão ao predador sexual que vive perto de sua casa. Centrado na perspectiva da filha do protagonista, este conto mistura a inocência de uma rapariga com a crueldade de um julgamento para toda a vida. É também uma história sobre o fim da infância e, maravilhosamente escrito no seu registo algo melancólico, um conto estranhamente tocante.
La Tristesse des Hérissons conta a história de um casal que decide adoptar um ouriço-cacheiro, apenas para descobrir que este sofre de uma doença invulgar para a sua espécie: depressão. Algo peculiar, mas também bastante intrigante, é mais que a história de um recém-chegado à família. Reflecte também as dificuldades da relação entre os protagonistas, revelando as suas personalidades e o tipo de situações que estão dispostos a aceitar um pelo outro – mesmo que isso signifique acatar exigências irracionais. É também uma história sobre limites – como o final surpreendente tão claramente demonstra.
Strings é sobre o quão avassalador pode ser encarar o regresso de alguém do passado… mesmo quando essa pessoa apenas vem pedir alguns pequenos favores. Ligeiramente bizarro, mas também muito cativante, este é um conto que traz o passado para o presente, moldando-o numa perspectiva diferente, e nele depositando esperanças e medos. E é este equilíbrio de esperança e medo, culminando num final algo inesperado, que torna esta história memorável.
Limerence fala de uma estranha relação. Lena e Jesse são jovens, as suas vidas não podiam ser mais diferentes e, de alguma forma, partilham, ainda assim, uma estranha ligação. Intrigante na sua estranha fusão de inocência e tristeza, esta é, acima de tudo, uma história de crescimento… e uma lembrança de como isso pode ser difícil.
Einstein’s Beach House fala de como um erro num guia leva um homem a mudar a história da sua casa, com considerável sucesso financeiro… e subsequentes problemas. Também algo bizarro, mas intrigante desde as primeiras linhas, trata-se de um conto muito peculiar, e também muito surpreendente. Principalmente tendo em conta que o final é tudo menos o que se espera.
The Rod of Asclepius é a história de um homem que, após a perda da mulher, decide fazer uma visita ao hospital. Ou várias. Misteriosa e cativante, trata-se tanto de uma história de inocência como de dor e das suas consequências inesperadas. Narrado por uma menina de seis anos – na altura dos acontecimentos – lança uma nova perspectiva sobre o que o seu pai está a fazer. E isso torna a história muito mais interessante. E muito mais triste.
Sharing the Hostage fala do rapto de uma tartaruga e de uma relação onde tudo é estranho. Também algo bizarro, mas intrigante na sua estranheza, este conto mostra, em toda a sua peculiaridade, os sacrifícios que um homem está – ou não – disposto a fazer para manter uma relação. No essencial, uma leitura leve e divertida.
Por fim, Paracosmos conta a história de uma rapariga solitária e da sua invulgarmente complexa amiga imaginária. Intrigante e algo triste, também este conto é um pouco estranho, mas estranhamente cativante. Faz-nos pensar no que está realmente a acontecer a Eve, ao mesmo tempo que lança uma perspectiva diferente sobre a definição de faz-de-conta.
Oito histórias fascinantes, bizarras na essência, mas magnificamente escritas. É esta, no fim de contas, a essência deste livro. E, com as suas estranhas – mas estranhamente cativantes – personagens, situações e conclusões, este bastante brilhante conjunto de histórias nunca poderia ser menos que memorável. Muito bom, em suma. 

Título: Einstein's Beach House
Autor: Jacob M. Appel
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidades Bizâncio

Título: Atenas Antiga Por Cinco Dracmas por Dia
Autor: Philip Matyszak
Págs.: 186 (inclui 16 páginas de fotos a cores)
Preço: Euros 14,15 / 15,00
Fora de Colecção
História

Bem-vindos à Atenas Antiga – A Cidade dos Deuses e dos Génios!
Viaje no tempo e conheça a cidade como a conheceria um turista do século V a.C.
Aqui, no coração da primeira grande democracia do mundo, pode trocar argumentos com Sócrates no mercado, insultar políticos na assembleia e rir com as escandalosas comédias de Aristófanes no teatro. Ou contemplar a paisagem maravilhosa que se avista da Acrópole, onde o Pártenon – o mais belo templo jamais construído – encarna o espírito de Atenas.
Saiba o que ver e onde ir, o que pode comer e o que deve evitar na cidade de Péricles.            
                                                                     
Título: As Claras Madrugadas
Autor: Amadeu Lopes Sabino
Págs.: 528
Preço: Euros 15,09 / 16,00
Autores Portugueses
Romance

Michel Lidzki, o protagonista de As claras madrugadas, é um homem em fuga, como milhões de outros no século XX. Judeu, foge de tudo, até do judaísmo.
Nos anos 60 e 70 do século passado, já perto do fim, Michel Lidzki convive com o filho da companheira belga: Baudouin Dunesme, ativista estudantil, operário, militante maoista e antissionista que adere de alma e corpo à guerrilha dos inimigos de Israel.
Biografia ficcionada, crónica, narrativa histórica, As claras madrugadas trata da oposição-atração entre Michel e Baudouin, um capítulo da pequena história e da História com maiúscula do século XX 
                      
Título: Baby Blues 32 - +Molhados +Barulhentos +Pegajosos
Autor: Rick Kirkman e Jerry Scott
Págs.: 168
Preço: Euros 11,90 / 12,61
Banda Desenhada
Humor

No dia-a-dia dos MacPhersons não há monotonia!
Nesta família de 2+3, como em todas as famílias com crianças cada dia é uma nova aventura.
A série de tiras que foi iniciada 1990 continua actual e hilariante.
Neste 32º volume pode contar com mais peripécias do dia-a-dia comuns a tantas famílias. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência!
                                   
Título: Empreendedores por Natureza
Autores: Paulo Caetano e Joaquim Pedro Ferreira
Págs.: 168
Preço: Euros 25,94 / 27,50
Fora de Colecção
Álbum grande formato ( 26X28,5 cm) e Capa Dura

A biodiversidade, vegetal e animal, é um património de toda a Humanidade.
Para garantir a preservação da biodiversidade, há que pensar global e agir local. Há que estar consciente que cada gesto, cada atitude individual, é importante e pode fazer a diferença.
Nesta perspectiva, a economia local também é essencial para a conservação da biodiversidade. Tudo aquilo que nos rodeia tem valor. Só temos de saber como o aproveitar, sem destruir.
Em Portugal, nos últimos anos, e apesar da crise que nos assola, têm surgido interessantes projectos associativos e empresariais interessados no aproveitamento sustentável da biodiversidade.
Neste livro, com textos de Paulo Caetano e fotos de Joaquim Pedro Ferreira, poderá conhecer alguns destes empreendedores.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Eu, o Earl e a tal Miúda (Jesse Andrews)

Greg Gaines está no último ano do secundário e a sua missão de vida é atravessar esse último ano sem se fazer notar, sem se juntar a qualquer grupo e, no geral, sem fazer amigos. Mas tudo muda quando a mãe lhe diz que Rachel Kushner, em tempos sua amiga na escola hebraica, tem leucemia, e o persuade - ou basicamente obriga - a passar tempo com ela. Não é que Greg ache a ideia agradável, mas a verdade é que não tem alternativa. E, por muito que isso lhe desagrade, a convivência com Rachel implica adoptar uma nova postura, revelar uns quantos segredos e dizer adeus ao seu tão bem preservado anonimato.
Não é propriamente uma coisa surpreendente, até porque o próprio narrador que o anuncia desde o início, mas uma das coisas mais peculiares deste livro é que, apesar de ter como base a história de uma rapariga com leucemia e de, por isso, ter como horizonte a possível morte de alguém, este está muito longe de ser um livro sentimental ou que, de alguma forma, pretenda transmitir uma lição de vida. E é tendo isto em conta que um dos principais pontos fortes se revela: a tal lição de vida pode não ser intencional (pelo menos para o narrador), pode nem sequer ser o cerne da questão, mas a verdade é que está lá.
Outro aspecto peculiar é que não só nenhuma das personagens é perfeita, como têm até bastantes defeitos. Greg, Earl, Rachel e grande parte das restantes personagens são adolescentes e isso implica todos os dramas, exageros e constrangimentos típicos da idade. Na verdade, exageros é o que não falta nesta história, muitos deles propositados. E é aqui que surgem os sentimentos ambíguos. Por um lado, se o objectivo é contar uma história divertida, então o objectivo foi cumprido. Desde os estranhos filmes de Greg e Earl aos comportamentos bizarros de várias personagens, há, de facto, todo um conjunto de situações caricatas a contribuir para que esta história seja uma leitura divertida. Por outro lado, há alturas em que o exagero se torna demasiado, atendendo às circunstâncias, o que faz com que partes da história pareçam demasiado forçadas.
Felizmente, há na evolução do enredo mais que o suficiente para compensar estes momentos de estranheza a mais. Greg consegue ser uma personagem bastante cativante, apesar das suas extravagâncias e, ainda que não haja grandes lições de afecto e amizade, há, ainda assim, um estranho percurso de aprendizagem (que nem sempre vem de Greg, aliás, o que acaba por ser também uma surpresa.) Além disso, a estranheza dos momentos mais caricatos acaba por criar um estranho equilíbrio com as situações mais dramáticas, conferindo à história uma leveza cativante.
E assim, a soma das partes é uma história diferente sobre um tema quase inevitável, uma história em que a doença e a morte iminente contrastam com as infinitas peculiaridades da vida e onde, mesmo quando tudo (ou quase tudo) é estranho, há sempre algo de bom para descobrir. Divertida e interessante, uma boa leitura.

Título: Eu, o Earl e a tal Miúda
Autor: Jesse Andrews
Origem: Recebido para crítica

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O Amante Japonês (Isabel Allende)

Apesar da idade, Alma Belasco continua a ser uma mulher independente e ciosa da sua privacidade. Mas, ao encontrar na Lark House a melhor assistente possível para a sua velhice, Alma descobre também que o tempo dos segredos - ou pelo menos de alguns - está a chegar ao fim. Para incentivar as visitas do neto e a sua cada vez maior proximidade a Irina, Alma começa a recordar o passado. E, ao fazê-lo, percorrendo o caminho que a levou à América e fez com que conhecesse o amor da sua vida, traz também à tona outros segredos... e talvez, com eles, a possibilidade de encontrar a paz.
Um dos aspectos mais surpreendentes neste O Amante Japonês é a forma como a autora cruza um conjunto de temas pertinentes numa história que é, acima de tudo, o caminho pessoal das suas personagens. Acima de tudo, este é o caminho de Alma, Ichimei e Nathaniel, de Seth e de Irina, e de mais alguns que, de forma mais discreta, tomaram também parte nas suas vidas. Mas, ao longo deste percurso, há tantas questões importantes - a evacuação dos japoneses, as redes de tráfico humano e de exploração sexual de crianças, os preconceitos raciais e as barreiras das diferenças de classe - que é impossível não se ficar fascinada com a forma magistral como tudo isto se equilibra.
Também impressionante é a construção das personagens, cativantes não só nas suas facetas mais misteriosas e na profundidade dos afectos que as alimentam, mas também na falibilidade que lhes está associada. São personagens complexas e, acima de tudo, humanas. E, assim sendo, nunca poderiam ser perfeitas. Num ou noutro momento, todos erram. Todos falham. E a continuidade do percurso após o erro, seja assumindo-o ou fugindo-lhe até o confronto ser inevitável, faz também parte do que torna esta narrativa tão interessante.
Ainda um outro aspecto marcante prende-se com o mistério. Sendo esta, em grande medida, uma história de segredos, há todo um amplo conjunto de revelações ao longo do percurso, sejam elas sobre Alma e Ichimei, Nathaniel, Irina ou até mesmo respeitantes a algumas personagens mais discretas. Ora, isto é a parte da magia que mantém viva a vontade de saber sempre mais, já que tudo - e quase todos - parece ser um enigma. Mas, mais interessante ainda é que, mesmo sabendo que há muitas surpresas à espera, nenhuma delas perde o impacto. No fim, tudo faz sentido - e, ainda assim, tudo é inesperado.
E há ainda a escrita. Bela, harmoniosa, ajustando-se na perfeição aos traços e emoções das personagens que evoca, confere ao enredo uma envolvência quase perfeita, levando a que seja fácil entrar na pele das personagens e acompanhar as suas vidas. Também isto faz parte da magia deste livro, contribuindo para criar uma maior proximidade entre as personagens e o leitor.
Misterioso, tal como a sua protagonista, cativante e surpreendente, trata-se, pois, de uma história em que é o amor a força motriz, mas onde o espaço se expande para abarcar muito mais. História de afectos, de provações e, acima de tudo, de relações, um livro com muito de mágico e ainda mais de memorável. Muito bom.

Autora: Isabel Allende
Origem: Recebido para crítica

Podem ler as primeiras páginas do livro aqui e acompanhar a autora na sua página do Facebook.

Divulgação: Novidade Topseller

Após o súbito divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada da sua casa no norte dos EUA para o desolado sul, no Mississípi, onde passa a morar com o pai e a madrasta. Como se não bastasse estar a dar-se mal com a mudança, ainda descobre que a mãe está doente e pode precisar da sua ajuda.
É então que decide fugir de casa e embarcar numa viagem de mais de 1500 quilómetros, de regresso à sua terra natal e à presença apaziguadora da mãe. Mas o caminho está repleto de perigos e de amizades inesperadas.
Para se reencontrar, Mim vai ter de enfrentar demónios pessoais, pôr em causa as suas verdades e pisar as fronteiras da normalidade.

David Arnold mora nos Estados Unidos com a mulher (adorável) e o filho (agitado). Já trabalhou como músico e produtor freelance, professor do pré-escolar, pai a tempo inteiro e empregado de café.
Acredita no poder da gentileza e da comunidade. Gosta de molho pesto, dos Arcade Fire, de livrarias independentes, da Terra Média, de Elliott Smith e do Natal. Não gosta de azeitonas, de mentirosos e de meias molhadas.