Mostrar mensagens com a etiqueta Richard Yates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Richard Yates. Mostrar todas as mensagens

sábado, 25 de julho de 2009

Novidades Quetzal


Perto da Felicidade, de Richard Yates
Um romance lapidar sobre os sonhos do sonho americano.

Cold Spring Harbor é um subúrbio tradicional de Nova Iorque, o pano de fundo de um retrato da América dos anos quarentas, na ressaca de uma guerra e sob a ameaça de outra. Charles Shepard é um militar na reforma, que vive resignadamente a frustração de nunca ter combatido; Gloria Drake é uma mulher abandona
da à solidão e à proximidade da loucura, fumando e falando sem cessar; Evan Shepard é um jovem à deriva, que procura uma formação superior, mas a quem os casamentos, que faz e desfaz distraidamente, travam o passo; Rachel Drake entrega-se a um marido imperfeito e ausente, tentando cumprir o papel da «esposa perfeita». Nesta América deprimida e imóvel, cada um desempenha o papel que lhe cabe desempenhar. Porém, no coração de alguns brilha o desejo e germina a semente de um futuro maior.

AUTOR
Richard Yates nasceu em 1926, em Yonkers, Nova Iorque. Após o serviço militar nas Forças Armadas americanas durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou como publicitário e chegou a escrever os discursos do senador Robert Kennedy. Os seus contos, muito premiados, começaram a aparecer em 1953, e o seu primeiro romance, Revolutionary Road, foi nomeado para o Nation
al Book Award em 1962. Yates é também autor de obras como The Easter Parade, Young Hearts Crying e Eleven Kinds of Loneliness, a serem publicados em breve pela Quetzal. Richard Yates foi casado duas vezes e pai de três filhas. Morreu em 1992.


Balas de Prata, de Élmer Mendoza

O policial deste verão vem do México.

Um romance negro que não lhe dará tréguas até à última página.

Abandonado pela mulher que amava, abatido, e a precisar de um psicoanalista, o agente Edgar, o Canhoto, Mendieta acumula trabalho, enquanto se encarrega da investigação do assassínio de Bruno Canizales. A este, um advogado de prestígio, com uma vida dupla, e filho do antigo ministro da Agricultura, encontraram-no com o crânio perfurado por uma bala de prata.
O telemóvel do Canhoto não pára de tocar com as chamadas do seu superior, que lhe vai anunciando a descoberta de novos cadáveres num curtíssimo espaço de tempo.
Quem estará por detrás de tudo isto? Os narcotraficantes? Os políticos alvoroçados com a proximidade das eleições? Os membros da duvidosa Pequena Fraternidade Universal à qual Canizales pertencia? A investigação que, cheia de humor e adrenalina percorre antros e mansões, e envolve jornalistas e belíssimas lésbicas, revelará um intrincado novelo de interesses preversos, no qual o único realmente empenhado em ir até ao fim e, para variar, em fazer justiça é o Canhoto Mendieta — talvez porque já não tenha nada a perder.

«Balas de Prata é um romance negro, tal como o teria concebido Hammett. Com o núcleo filosófico como os dos melhores romances do género: a procura — mais do que de um culpado — da verdade.» Babelia | El País

«Élmer Mendoza é um leitor de Rulfo (Pedro Páramo aparece como um gancho metaliterário no romance) e de Ricardo Piglia, outro gancho, possivelmente preso ao Piglia de Plata Quemada.» Babelia | El País

«[O Agente Mendieta] É um polícia sem escrúpulos, corrupto, por vezes romântico, crê por breves instantes na justiça e que o seu trabalho é importante e fá-lo com propriedade. Mas no fundo vive em desespero e toma ansiolíticos.» La Vanguardia

«O patricarca da literatura mexicana. O meu mestre.»
Arturo Pérez-Reverte

O AUTOR

Élmer Mendoza nasceu em Culiacán, no México, em 1949. É professor catedrático na Universidade Autónoma de Sinaloa e coordena sete grupos de escrita criativa em várias cidades do país. Entre 1978 e 1995, publicou diversos volumes de contos e crónicas e, em 1999, o seu primeiro romance — Un asesino solitário — que, segundo o crítico Federico Campbell, capta pela primeira vez, com destreza, o efeito da cultura do narcotráfico no México.

Balas de Prata, agora em edição portuguesa da Quetzal, e que mereceu por unanimidade o Prémio Tusquets, consagrou-o como escritor de primeiríssima ordem no panorama do romance hispânico.