terça-feira, 8 de setembro de 2015

Divulgação: Novidade 5 Sentidos

Para Evangeline Hollis, uma noite com o misterioso homem vestido de cabedal foi quanto bastou para a punição divina.
Ao mesmo tempo que inicia uma escaldante relação com o infame Caim, Eve faz os possíveis para suportar os treinos intensivos que a tornarão oficialmente numa Marcada, entre milhares de outros pecadores forçados a caçar demónios. Mas quando a turma parte numa viagem de estudo a uma base militar abandonada, o Mal surge do seu covil: um demónio infiltrado está a matar, um a um, todos os colegas de Eve. Para piorar a situação, o corpo de Eve está a passar por uma difícil adaptação à Marca e aos seus desafios, entre os quais um incontrolável desejo carnal que a deixa à mercê dos seus instintos mais obscuros e da forte atração que sente por Abel, irmão de Caim. Emoções que a deixarão ainda mais vulnerável.
Com Caim ausente numa missão e Abel a investigar uma nova e terrível espécie de demónios, Eve terá de controlar sozinha a sua adrenalina e manter a calma no momento em que o assassino voltar a atacar.

Sylvia Day é autora n.o 1 nas listas de bestsellers do New York Times e bestseller internacional de cerca de 20 romances premiados e publicados em mais de 40 países. Autora de eleição para seguidores de vários géneros, é bestseller em 28 países e conta já com dezenas de milhões de livros impressos em todo o mundo.
Os direitos para televisão da série Crossfire foram adquiridos pela Lionsgate.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Jantar (Herman Koch)

Dois casais juntam-se para jantar num restaurante luxuoso. Falam de filmes, das férias, de tudo o que faz uma boa conversa de circunstância. Tudo para adiar o mais possível a razão que os levou até ali - discutir o futuro dos filhos. Mas, à medida que o jantar se prolonga e as razões daquele encontro se tornam claras, vai-se tornando cada vez mais difícil ignorar os factos. E, entre a escolha nobre ou a que protege os interesses dos envolvidos, surge a necessidade de resolver - de uma vez por todas - a situação em família. O problema é que nem todos querem o mesmo. E talvez não haja limites para o que estão dispostos a fazer para proteger as suas vidas tal como as conhecem.
Há algo de profundamente assustador neste livro. E, sim, esta é, provavelmente, a impressão que mais se destaca ao longo desta leitura. Assustador pela situação que, no fundo, serve de base à narrativa, mas, acima de tudo, pelas questões que evoca na forma como os protagonistas lidam com a situação. Há actos de violência escondidos sob o esplendor luxuoso que levou os protagonistas àquela reunião. E há uma necessidade de proteger. Mas de proteger o quê? Os filhos? Ou a estabilidade da vida que têm? Esta é apenas uma das várias perguntas que vão surgindo ao longo desta leitura, em que a brutalidade da violência se opõe à quase absurda serenidade com que os factos são encarados. Onde estão os limites para o que pode ser tolerado? Até onde vai a capacidade de negação?
Porque é, no fundo, de negação que vive grande parte desta história. E é tendo isto em conta que a construção da narrativa se revela no que tem de mais impressionante. O autor, dando a um dos seus protagonistas a voz que conta a história, permite às suas personagens ignorar durante o máximo de tempo possível aquilo que não pode ser ignorado. Esconde verdades sob a aparência de uma suposta felicidade, abrindo caminho para as revelar precisamente no momento em que mais impacto têm. E, realçando nos seus protagonistas a individualidade das famílias infelizes que várias vezes refere, constrói um cenário que, profundamente perturbador, contrasta com a aparente leveza com que tudo - ou quase tudo - é contado.
É certo que há em tudo isto algo de quase surreal. Nas conversas que parecem esconder tanto como aquilo que dizem, na forma como o narrador esconde deliberadamente partes da sua própria história, na solução que, em última análise, acaba por ser a mais inesperada de todas para o problema... Mas o mais estranho é que tudo parece, ao mesmo tempo, absurdo e absurdamente plausível. É fácil imaginar os dois casais à mesa, sabendo que têm de falar sobre o assunto, mas tentando evitá-lo. Fácil imaginar um dos elementos a tentar - talvez - fazer a coisa certa, encontrando apenas mais oposição. E fácil, ainda que perturbador, acreditar na facilidade com que as personagens encontram argumentos para justificar as suas posições - por mais revoltantes que elas possam ser. 
De tudo isto, surge uma história que facilmente cativa, e que precisamente por isso intensifica a crescente escuridão que apresenta a quem a lê. Uma história que, na forma como se constrói, quase parece leve, ao mesmo tempo que abre portas para alguns dos recantos mais sombrios da natureza humana. E tudo isto - fluidez e quase leveza da escrita, complexidade das questões que evoca, revelação atrás de revelação perturbadora - dá forma a uma narrativa que, nem sempre fácil de compreender, mas sempre intensa e surpreendente, acaba por se instalar na memória. E é isso mesmo que faz deste livro uma obra impressionante. 

Título: O Jantar
Autor: Herman Koch
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidades Topseller

Em 1853, os Habsburgos são a família governante mais poderosa da Europa. O seu império estende-se da Áustria à Rússia, da Alemanha à Itália, e no trono está o imperador Francisco José — jovem, rico e ainda solteiro. Com apenas 15 anos, a Duquesa da Baviera, Isabel, mais conhecida como Sissi, acompanha a sua irmã, que está prometida em casamento ao jovem imperador. Mas Sissi apaixona-se pelo noivo da irmã e rapidamente se embrenha num difícil dilema: o seu amor é correspondido! Francisco José renega a prometida noiva e decide casar com Sissi.
No trono da corte imperial mais traiçoeira da Europa, a jovem imperatriz acidental irá perturbar lealdades políticas e familiares no seu empenho por ganhar, e manter, o amor do seu imperador, do seu povo e do mundo.

Allison Pataki é autora bestseller do New York Times de romances históricos. Formada com distinção na Universidade de Yale, com especialização em inglês, dedicou-se durante vários anos à escrita para televisão e agências de notícias online.
Allison é colaboradora regular do Huffington Post e da FoxNews.com, e é membro da Historical Novel Society, uma associação literária dedicada à promoção e divulgação da ficção histórica.

Georgia vive em Los Angeles, mas cresceu a centenas de quilómetros dali, numa quinta vinícola, onde aprendeu algumas lições para a vida. Por exemplo, o número secreto de uvas necessárias para produzir uma garrafa de vinho: oitocentas. O ingrediente secreto da lasanha da sua mãe: chocolate. O momento ideal para colher as uvas: ao anoitecer.
Uma semana antes do seu casamento, Georgia descobre que o noivo, Ben, guarda um segredo explosivo capaz de mudar as suas vidas para sempre. Desnorteada, Georgia regressa à quinta, buscando conforto nos pais, nos irmãos e em tudo o que lhe é familiar e lhe oferece estabilidade. Mas então ela descobre que o noivo não é o único a esconder segredos. O casamento dos pais não é, afinal, tão perfeito como ela julgava. E até os irmãos entram numa escalada de tensão que ameaça o já debilitado ambiente familiar. Tudo se conjuga para a vindima mais triste de sempre. Ou será uma oportunidade para que todos tenham um novo começo?

Laura Dave é autora bestseller de vários livros, incluindo O Primeiro Marido e A Festa do Adeus. Trabalhou também como jornalista, tendo colaborado com o New York Times, o NewYork Observer e o Huffington Post, além de ter participado em programas da CBS, da Fox News e da National Public Radio.
A sua escrita aborda, em especial, as relações amorosas e familiares, e os laços afectivos. Nascida em Nova Iorque, encontra-se actualmente a escrever o argumento para a adaptação ao cinema de Um Brinde ao Amor.

A cerimónia do nosso casamento foi tudo o que eu havia sonhado, e a lua de mel tornou-se agora uma fantasia real. Ao tornar-me Nikki Stark, vencemos o desafio principal: o de sabermos que a aceitação mútua é real, que a nossa paixão ardente sela a nossa ligação. O meu beijo será eternamente do Damien, o toque dele pertence-me para sempre. Ambos temos um passado que deixou cicatrizes profundas, e continuamos a lutar para abandonar esses fantasmas.
Mas este maravilhoso e inebriado sentimento que partilhamos faz-me sentir viva, tornando-me forte e capaz de tudo para manter o Damien perto de mim. Ele é o meu futuro, a minha esperança, todos os meus desejos e necessidades. E como respiro esta obsessão, nada me deterá.

Entre os mais de quarenta romances, novelas e contos que J. Kenner já publicou, a série Stark — Liberta-me, Deseja-me, Ama-me, Possui-me e Captura-me, todos publicados pela Topseller — é a que tem maior êxito. A Topseller começou já a publicar a mais recente série desta autora, Most Wanted, com o romance Desejo-te.
A sua escrita abarca vários registos literários, incluindo romances eróticos plenos de sensualidade, romances femininos de suspense e literatura paranormal. J. Kenner já vendeu mais de 1 milhão de livros, editados em mais de 20 países. O seu livro Carpe Demon: Adventures of a Demon-Hunting Soccer Mom está a ser adaptado para cinema por Chris Columbus, produtor dos filmes de Harry Potter.

sábado, 5 de setembro de 2015

A Bela e o Vilão (Julia Quinn)

Michael Stirling nunca teve problemas em assumir o papel de libertino, ainda que com algumas regras bem definidas. Mas o que ninguém sabe é que esse papel lhe serve de máscara para esconder um sentimento que nunca poderá admitir: ama a mulher do primo, do primo que é para si mais que um irmão. E nunca a poderá ter. Ou pelo menos é isso que pensa, até que a tragédia se abate sobre John, deixando a Michael o título de conde - e a incapacidade de assumir o papel de John e de dar a Francesca o apoio de que ela precisa. A alternativa é fugir, mesmo sabendo que um dia terá de voltar. Mas o tempo passa e, apesar de toda a esperança de que, no seu regresso, as coisas sejam diferentes, a verdade é que o sentimento é mais forte que nunca. E com Francesca finalmente disposta a pôr de parte o luto, a oportunidade que Michael nunca ousou ponderar pode estar mais perto do que imagina...
Apesar de centrados no romance entre um casal protagonista, um dos aspectos especialmente cativantes desta série é que em todos os livros há, em maior ou menor grau, um vislumbre da - muito unida e um tanto caricata - vida familiar dos Bridgerton. Este livro não é excepção e, ainda que os momentos familiares sejam bastante mais discretos que noutros volumes, há, de facto, momentos bastante divertidos na interacção de Francesca - e do próprio Michael - com a família Bridgerton, o que proporciona alguns dos mais cativantes momentos de humor.
Mas, e como habitual, é o romance o centro do enredo e, neste aspecto, sobressaem dois elementos. O primeiro é o desenvolvimento da vida de Francesca com o primeiro marido, que não só reflecte desde logo a dificuldade da condição de Michael, mas também apresenta a base de algumas das dúvidas que atormentam os protagonistas ao longo do enredo. O outro é a revelação gradual de uma relação que - nem sempre avançando pelas melhores razões - acaba por surgir como estranhamente adequada, pois, entre as discussões, a provocação e, claro, a sensualidade, há entre Michael e Francesca uma genuína amizade que, mais que empalavras, se reflecte em acções. E é talvez essa amizade que faz com que o romance entre ambos acabe por parecer - apesar das peripécias mais peculiares - bastante natural.
Depois, há, claro, a forma como a autora constrói a história, equilibrando momentos de grande emotividade com situações divertidas, episódios de grande tensão e gestos inesperadamente românticos. É esta mistura das medidas certas de humor, paixão, emoção e sensualidade que torna esta história - como todas as desta série, aliás - tão cativante. Bem como a própria escrita, é claro, que num registo fluído e leve, se adapta na perfeição ao espírito do momento e aos traços mais vincados das personalidades mais relevantes.
Leve e envolvente, divertido nos momentos certos e também capaz de emocionar, este é, pois, mais um livro à altura das expectativas geradas pelos anteriores. Cativante, com personagens fortes e um enredo em que o romance pode ser a força dominante, mas está longe de ser a única, um livro muito bom.

Autora: Julia Quinn
Origem: Recebido para crítica

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Divulgação: Novidades Guerra e Paz

Apresentado por Luís Ferreira Lopes, “Sucesso.pt” é um programa da SIC Notícias que nos ajuda a acreditar. Semanalmente apresenta casos de empreendedorismo, empresas e negócios que estão a conseguir fazer face à crise financeira e apresentam resultados bastante satisfatórios na conjuntura actual.
A 9 de Setembro, a Guerra e Paz faz chegar às livrarias Remar Contra a Maré, a adaptação em livro dos mais fascinantes e surpreendentes casos de  2013 e 2014. Um livro que é um retrato do melhor de Portugal. Um mundo de empresários e trabalhadores que constroem, com confiança, um país mais competitivo e mais equilibrado.
Numa altura em que fazer face às dificuldades é palavra de ordem, Luís Ferreira Lopes mostra-lhe casos reais de empresários que dão a volta aos contratempos.
«(…) o foco é descrever os protagonistas dos casos de sucesso empresarial: quem são, como gerem, que soluções encontram para os problemas, como inovam e se diferenciam da concorrência, como gerem os seus recursos, que estratégia/visão/método têm», explica o autor Luís Ferreira Lopes, acrescentando: «É a resiliência de gente empreendedora que mostramos neste livro».

Pela primeira vez em Portugal, dois jornalistas mergulharam na intimida­de dos portugueses e fizeram um retrato vivo, expressivo e sem tabus da vivência da sexualidade no nosso país. Mais do que a porta de casa, estes homens e mulheres abriram a porta do quarto e revelaram a Bernardo Mendonça e Maria João Ruela os desejos mais cândidos ou sórdidos, os segredos até então nunca contados, as fantasias que sonham poder con­cretizar.
Sozinhos, bem acompanhados, a dois ou a três, de todas as idades, gos­tos e preferências se faz este livro, em que cada um de nós se revê, aqui e ali, em pessoas, situações e… sensações. 
São 14 testemunhos reais e são centenas de episódios descritos sem inibições. Em discurso directo, porque, afinal, a liberdade parece ter chegado também à nossa cama, Portugal.
Vamos Falar de Sexo chega às livrarias a 9 de Setembro, com chancela do Clube do Livro SIC.

"A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no Outono de 1875, era conhecida na vizinhança da Rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete…"
Este é, provavelmente, o arranque mais conhecido e reconhecido de qualquer romance português. A partir de 23 de Setembro, essa entrada e esse romance passam também a constar do catálogo da Guerra e Paz Editores. Os Maias, a mais importante obra de Eça de Queiroz, é primeiro livro de uma nova colecção de clássicos da Literatura que a Guerra e Paz se orgulha de inaugurar nesta rentrée literária.
A edição apresenta uma nova fixação do texto, da responsabilidade de Helder Guégués, actualizando o texto do romance segundo os mais rigorosos critérios ortográficos e tipográficos. Esta nova aposta da Guerra e Paz está ainda enriquecida com posfácio do bisneto de Eça, António Eça de Queiroz:
«A meu ver, em Os Maias o seu autor consegue a façanha de construir um espantoso edifício literário e, em simultâneo, um mecanismo de sublimação do seu maior drama existencial. Estes são os meus Maias».
 Com capa de Ilídio Vasco, a obra faz parte do Plano Nacional de Leitura e inclui alguns preciosos auxiliares  para o leitor: uma árvore genealógica da “família Maia”, uma caracterização das principais personagens, a lista das personagens secundárias, e um descritivo dos principais locais em que se desenrola a acção.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A Raiz Vermelha do Amor (Mónica Baldaque)

Estranhezas e banalidades. Gente que vive uma vida quase normal, mas em que, de um momento para o outro, tudo se torna improvável, abrindo caminho à epifania. E regressos - à vida que se conhece, ao que nunca encontra explicação, ao que se sabe... ou não. De tudo isto - e daqueles que o experimentam - se fazem as histórias deste breve livro.
A Estranha Tentação do Lagarto Indiano, primeiro conto e o mais extenso do livro, apresenta uma mulher de hábitos renovados e um reencontro que abre tantas dúvidas como possibilidades. De ritmo pausado e tom melancólico, este é um conto que marca principalmente pelos contraste de uma descrição que é nítida e bastante pormenorizada, mas em que as percepções pessoais são, ainda assim, dominantes. Algures entre a visão pessoal da realidade e a introspecção de uma vida aberta - ou não - à mais improvável mudança, este é um conto em que as linhas de uma vida quase normal se fundem com o toque surreal que a torna mágica. E, assim, um conto que exige algum tempo, alguma atenção, alguma aceitação da estranheza. Mas que compensa pela beleza da escrita e pela forma como, a cada revelação, abre caminho a algo de diferente no percurso da protagonista. 
Segue-se A Ponte, história de um homem que, na sua rotineira travessia da ponte, descobre a entrada para um mundo de revelação. Pausado, filosófico, um tanto ambíguo, cativa principalmente pela beleza da escrita e pela forma como, tal como o conto anterior (com o qual se cruza momentaneamente), conjuga a normalidade do quotidiano com a magia do improvável.
A Avenida das Tílias retoma a história de Lucina, estabelecendo ligações sem, por isso, dar respostas definitivas. O tom introspectivo dos contos anteriores torna-se aqui mais denso, mais dominante, deixando mais perguntas sem resposta. Ainda assim,a beleza das palavras compensa a estranheza.
E tudo se conclui em A Vida é um Vício, história dos fantasmas que passam pelo percurso de uma vida. Mais uma vez, Lucina está presente, ainda que também outras mulheres, numa história entre o ambíguo e o surreal, em que, mais uma vez, ficam muitas perguntas sem resposta, mas também pensamentos memoráveis e uma harmonia de palavras que, apesar do ritmo pausado, nunca deixa de cativar.
Quatro contos que se cruzam em laivos de vida comum. Assim se poderia, então, definir este breve livro. Um livro que, entre a estranheza e o fascínio, reflecte o quotidiano da vida e pinta-o de uma nova cor. Imaginativo e cativante, e, principalmente, muito bem escrito, um livro que, independentemente de tudo o que tem de peculiar, vale a pena ler. 

Título: A Raiz Vermelha do Amor
Autora: Mónica Baldaque
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidade Porto Editora

Polónia, 1940. Os nazis isolam milhares de judeus num pequeno gueto em Varsóvia. Erik Cohen, um velho psiquiatra judeu, vê-se obrigado a partilhar um pequeno apartamento com a sobrinha e o adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam.
Certo dia, porém, Adam desaparece e o seu corpo, estranhamente mutilado, só é encontrado na manhã seguinte, no arame farpado sobre o muro que rodeia o gueto. Quando um segundo cadáver aparece em circunstâncias muito similares – desta vez o de uma rapariga judia –, Erik e o seu velho amigo Izzy tentam obter respostas, lançando-se numa investigação tão sinistra quanto perigosa. O mistério adensa-se e as dúvidas também. Serão os próprios nazis responsáveis por aquelas mortes ou estará um traidor judeu envolvido nos crimes? Neste thriller histórico comovente e arrepiante, Richard Zimler conduz o leitor aos recantos mais sombrios de Varsóvia, num périplo pela própria alma humana.

Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em Jornalismo na Stanford University. 
Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco. Em 1990 foi viver para o Porto, onde leccionou Jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Tem actualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Desde 1996, publicou onze romances, uma colectânea de contos e três livros para crianças.
A sua obra encontra-se traduzida para 23 países.