sexta-feira, 1 de abril de 2016

Divulgação: Novidade Porto Editora

Trinta anos depois de O Jornalista Desportivo, a que se seguiram O Dia da Independência e A Pele da Terra, Richard Ford traz-nos de volta o icónico Frank Bascombe, ex-agente imobiliário agora à beira dos setenta anos e a viver em Haddam, um subúrbio de New Jersey, no rescaldo do furacão Sandy.
E é através de Bascombe - um tipo irónico, blasfemo, sábio e não raro politicamente incorrecto - que mergulhamos nas aspirações, pesares, sucessos e fracassos da vida americana nos primórdios de um novo século.
Fazendo renascer uma das personagens mais indeléveis e provocadoras da literatura americana contemporânea e tendo como pano de fundo a desolação plantada pelo Sandy, que varreu casas, zonas costeiras e colheu inúmeras vidas, Richard Ford traça um perfil da América do nosso tempo, desde o racismo ao colapso do mercado imobiliário.

Autor de oito romances e três coletâneas de contos, Richard Ford nasceu em Jackson, Mississípi, em 1944. Reconhecido pela crítica como um dos grandes retratistas dos temas estruturantes da sociedade norte-americana, mantém o recorde de ter sido o único autor distinguido em simultâneo com os prémios Pulitzer e Pen/Faulkner parauma mesma obra. Publicado originalmente em 2013, Canadá foi agraciado com o Prix Femina Étranger em França e o Andrew Carnegie Medal for Excellence.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Divulgação: Novidade Bertrand

Apesar de ser matéria de estudo e interesse por parte de historiadores, curiosos e leitores, a vida e o percurso de Shakespeare continuam rodeados de mitos. Com toda a clareza e precisão, Bill Bryson tenta desvendar o homem por detrás da confusão de factos dispersos que compõem o retrato de William Shakespeare.
Bryson percorre os esforços dos primeiros estudiosos até às teorias dos académicos mais sonantes da atualidade, incluindo os mais excêntricos, como Delia Bacon, que afirma que a obra que conhecemos como sendo da autoria de Shakespeare foi na realidade escrita por Francis Bacon.
Num registo que nos documenta as viagens e situações que viveu enquanto reunia o material necessário para o livro, Bryson exalta e homenageia William Shakespeare, um dos escritores mais geniais de sempre. E ninguém beneficia mais da perspicácia, o ceticismo e brilhantismo de Bryson do que o próprio Shakespeare.

Bill Bryson nasceu no Iowa. Viveu em Inglaterra durante vinte anos, altura em que trabalhou no Times e no Independent e escreveu para as principais publicações britânicas e norte-americanas. A sua obra inclui livros de viagens, como Nem Aqui, Nem Ali, Crónicas de Uma Pequena Ilha, Diário Africano e Por Aqui e Por Ali, livros de divulgação, como Breve História de Quase Tudo, e uma biografia: Shakespeare. Vive nos Estados Unidos com a mulher e os quatro filhos.

Divulgação: Convite


quarta-feira, 30 de março de 2016

Sete Vidas (Sara Rodrigues e Maria João Nobre)

Gatos. Há quem diga que, com o seu temperamento independente, não se afeiçoam verdadeiramente às pessoas, que são animais distantes, que não são capazes do mesmo tipo de amor incondicional dos cães. Mas será que isso é verdade? É bem provável que não. Pelo menos, não é essa a ideia que fica das muitas histórias que as autoras reuniram neste livro, apresentando-nos um conjunto de gatos que deram muito aos donos - e também de pessoas que deram muito aos gatos. E que nos mostram que muitos dos lugares comuns sobre gatos não são tão verdadeiros assim.
Uma das primeiras coisas a chamar a atenção para este livro é o aspecto visual. Com pequenas ilustrações e fotografias de algumas das figuras - felinas e humanas - presentes nas histórias deste livro, basta percorrer algumas páginas para ficar com a ideia de um livro bonito e apelativo. E com ainda mais vontade de explorar o conteúdo.
Conteúdo esse que é também muito interessante. Centrado, acima de tudo, em histórias específicas, de donos, mas também de pessoas que trabalham com gatos, é um livro que desfaz alguns mitos, e fá-lo a partir do exemplo, o que torna tudo muito mais cativante. Além disso, ao longo de todas estas histórias, contadas de forma relativamente sucinta, mas muitíssimo cativante na sua relativa simplicidade, há aventuras para todos os gostos. Histórias divertidas, histórias comoventes, de gatos que ajudaram os donos, de pessoas que ajudaram muitos gatos, dos que sempre foram apaixonados por gatos e dos que descobriram esse afecto já numa fase mais avançada da vida... Histórias simples, histórias difíceis, histórias de todo o tipo. Em comum, os gatos, claro. E um retrato de afectos que talvez seja surpreendente para quem nunca conviveu com um.
Claro que há pontos em comum entre as várias histórias, o que torna fácil reconhecer, a partir de alguns sinais, para onde cada uma delas se encaminha. Mas há algo em tudo isto que compensa essa possível repetitividade: é que é tudo real.E, por ser real, ganha outro impacto, porque as emoções são mais vivas e é mais fácil reconhecê-las em cada história. E, sendo assim, nem tudo precisa de ser novo, porque tudo o que lá está é genuíno.
Agradável de ler e muitíssimo interessante na forma como retrata a imensidão de amor que os gatos têm para dar, trata-se, pois, de um livro a não perder para os apaixonados por gatos. E, com todas as emoções que evocam a ternura das histórias e a simplicidade com que são escritas, de uma boa leitura.

Título: Sete Vidas
Autoras: Sara Rodrigues e Maria João Nobre
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidades Planeta

UM OBJECTO ANTIGO.
UMA DEMANDA PERIGOSA.
UM RASTO DE SINAIS MÁGICOS.
UM TRIÂNGULO AMOROSO IMPROVÁVEL. 

Para Paula, acompanhar o pai numa viagem de negócios a Istambul é um sonho tornado realidade. Vieram a esta cidade para uma missão especial: comprar um artefacto raro da deusa Cibele. É o único objecto sobrevivente do antigo culto pagão.
Mas assim que chegam torna-se claro que estão no centro de uma negociação perigosa. Um mercador e amigo do pai de Paula é encontrado morto. Há rumores que o culto de Cibele se reacende em Istambul. E mais revelador é que Paula começa a receber sinais para ajudar a desvendar o segredo de Cibele. 
Entretanto, Paula já não sabe em quem pode confiar nesta exótica cidade, e percebe que se sente atraída por dois homens muito diferentes. Como o tempo urge, compreende que os seus destinos podem estar traçados pela Dádiva de Cibele. 
Paula aventura-se pelas esquinas proibidas de uma cidade misteriosa e penetra no mundo encantado do Outro Reino. 
Conseguirá ultrapassar os inconcebíveis testes de coragem, sabedoria e amor verdadeiro?

A TENTAÇÃO NÃO TEM LIMITES 

O agente secreto Sam Hawkins consagrou a vida a proteger o rei e o país. Assim, quando recebe ordens para assassinar um traidor implacável, não questiona a missão. Mas Sam não sabia que o seu acto tinha uma testemunha: a bela e misteriosa mulher do traidor. 
Agora, só lhe resta levá-la como prisioneira... uma pessoa em que não confia e a quem não consegue resistir.
Élise, Lady Dunthorpe, fará tudo para escapar ao poderoso carcereiro, incluindo seduzi-lo. Ignorava os crimes miseráveis do marido, mas guarda segredos que ameaçam tudo o que lhe é mais querido.
Com os penetrantes olhos escuros e as ternas carícias, Sam inflama os desejos mais profundos de Élise, mas como pode ela confiar num homem que não lhe concede a liberdade? 
Apanhado entre a Coroa que jurou servir e a mulher que começou a amar, Sam arriscará o coração – e a vida – para mantê-la em segurança.

O destacado jornalista da BBC, Andrew Hosken, oferece-nos a história a partir do interior do Estado Islâmico (EI). Através de uma abrangente investigação em primeira mão, constrói um quadro esclarecedor do Estado Islâmico, da sua ideologia brutal e dos seus métodos genocidas. 
De leitura cativante e, ao mesmo tempo, arrepiante, Império do Medo revela como apareceu o EI, explora os seus objectivos e reflecte sobre as maneiras como pode ser derrotado.
Baghdadi percorreu um longo caminho. Em pouco mais de quatro anos, pegou num grupo desgarrado de jihadistas à beira da derrota total e ofereceu-lhe aquilo com que sonhavam há tanto tempo: um califado no coração do mundo muçulmano, governado segundo as leis da Charia e com acesso aos vastos campos de petróleo da região.
Em Junho de 2014, o Estado Islâmico empreendeu uma surpreendente guerra-relâmpago (Blitzkrieg), que lhe permitiu assumir o controlo de uma imensa área do Médio Oriente. As notícias dos seus implacáveis actos de selvajaria não tardaram, mas nessa altura ainda ninguém parecia saber bem o que era, nem de onde vinha essa organização.

terça-feira, 29 de março de 2016

Divulgação: Novidade Guerra e Paz

Deixemos falar Sofia, a protagonista deste romance:
«A polícia acha que roubei o carro de Pedro. E não tarda nada, também vai descobrir que não paguei a conta do hotel na praia. Isto para não falar nos assaltos aos bancos e na gasolina que ficou por pagar no Alentejo. 
Estou a ser perseguida por um grupo de tresloucados…
Um quer à força fazer-me testes ao cérebro. Outra odeia-me porque acha que lhe quero roubar o namorado, o que, confesso, não deixa de ter algum fundo de verdade. 
E como se isto tudo não bastasse, estou para aqui feita parva, apaixonada por um gajo que não só não gosta de sexo como pode, a qualquer momento, desaparecer da face da Terra. 
Apaixonada?»
Este é o estado de espírito de Sofia, depois da noite em que tudo mudou. Antes, estava desempregada, tinha um namorado desinteressante e vivia com uma mãe deprimida. 
Mas de uma noite para a outra, o seu mundo fica virado do avesso e um estranho entra na sua vida. 
Sofia nem consegue acreditar... que lhe caiu um homem do céu... literalmente.

Cristina Boavida é jornalista desde 1988. Começou a sua carreira na RTP e desde 2002 trabalha na SIC, onde se distinguiu sobretudo na área da reportagem.Recebeu vários prémios de jornalismo: o Prémio do Clube de Imprensa, em 2001, o Prémio do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, em 2003, o Prémio Cáceres Monteiro, em 2008, o Prémio Novartis Onchology, em 2008, o Prémio da ANMP, em 2009, e o Prémio AMI, em 2012.
Além do jornalismo, já fez trabalhos na área da ficção e da realização cinematográfica, dos quais se destacam a autoria do telefilme Amo-te Teresa, que em 2001 recebeu um Globo de Ouro, e do guião de A Noiva, realizado por Luís Galvão Teles.

segunda-feira, 28 de março de 2016

As Mais Belas Fábulas Africanas

Histórias de gente e de animais, de feitiços e do vencer de maldições, do castigo para a desobediência e da recompensa pelas boas acções. E de muitas outras aventuras e das mensagens que lhe estão subjacentes. Assim se poderia definir este livro, em que, através da tradição, é possível viajar ao ambiente único das histórias do continente africano - e nelas encontrar tudo o que têm de diferente, e também o que têm em comum com as nossas próprias histórias. Uma aventura - ou uma bela série delas.
Composto por um vasto conjunto de histórias, relativamente curtas, mas todas elas muito interessantes, uma das primeiras coisas a cativar para este livro como um todo é a forma como são apresentadas. Não há uma linha essencial que seja preciso seguir - cada história é, em si só, um todo - mas há uma ideia muito interessante a emergir da leitura do livro inteiro. E essa ideia é, precisamente, de diversidade. Há pontos comuns entre as várias histórias, e até entre algumas estas histórias e alguns contos tradicionais que muitos de nós conhecemos, mas há também uma identidade própria a surgir de cada história, o que faz com que a leitura nunca se torne repetitiva.
É verdade que são histórias muito simples e que, nalguns casos, ficam perguntas sem resposta. Mas, tendo em conta o tipo de história de que estamos a falar, essa simplicidade faz todo o sentido. São histórias que facilmente poderíamos imaginar a serem contadas à volta de uma fogueira, para transmitir aos mais novos - e não só - a mensagem que há a retirar de cada uma delas. E é precisamente isso que as torna tão cativantes. Não são - nem pretendem ser - enredos complexos e elaborados. E, contudo, o essencial está lá. E isso basta.
E, se é certo que o conteúdo é sempre o mais importante, neste caso, importa ainda referir o aspecto visual. Trata-se de um livro bonito do princípio ao fim, começando, desde logo, pela capa e prosseguindo ao longo das pequenas ilustrações que abrem cada um dos contos. Imagens que, além de tornarem o livro mais apelativo a leitores de todas as idades, complementam também, de certa forma, o que nos é contado no texto. 
Da soma de tudo isto, fica um livro que conjuga a tradição e a diversidade numa viagem que se quer simples, mas envolvente, e que nos leva a conhecer um conjunto de histórias que, tão diferentes em certos aspectos, continuam a ter bem presente o que a vida tem de universal. E é isso que torna este livro tão interessante.

Título: As Mais Belas Fábulas Africanas
Autor: Vários
Origem: Recebido para crítica