quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Divulgação: Novidades 4 Estações

O amor devia ser desinteressado. O amor não precisa de ser orientado para o outro. O amor orientado para o outro não é amor verdadeiro; o amor como relação não é amor verdadeiro. O amor como estado de ser é amor verdadeiro. Uma pessoa pode amar uma mulher, pode amar um homem, pode amar os seus filhos, pode amar os seus pais, pode amar as rosas e pode amar outras flores, pode amar mil e uma coisas – porém, tudo isso são relações.
Aprenda a ser amor. Então, o que importa não é a quem o seu amor é dirigido, importa apenas que você seja amoroso. Mesmo que esteja sentado sozinho, o amor continua a fluir. Absolutamente só, calado, o que pode fazer? Da mesma maneira que respira... você não respira pela sua mulher; não se trata de um relacionamento. Você não respira pelos seus filhos; não se trata de um relacionamento. Você limita -se a respirar – é a vida. Tal como a respiração é a vida do corpo, o amor é a vida da alma – somos pura e simplesmente amor. E só então sabemos que o amor é “Deus”.


Paulo Vieira, escritor e conferencista de renome internacional, é autor e criador do Poder do Foco. Doutorado em Administração e Marketing nos EUA, pela Florida Christian University, onde também ministra palestras e seminários, Vieira é actualmente um dos mais conceituados e referenciados coaches do Brasil, com mais de dez mil horas em sessões ao longo de quase 20 anos. Ocupa a presidência da FEBRACIS (Federação Brasileira de Coaching Integral e Sistémico) e é considerado pela crítica como coach de alta performance. Vieira é também o criador do método Coaching Integral Sistémico (Método CIS), adotado pelas principais empresas para o treino dos seus colaboradores.
O seu vasto conhecimento nas áreas da Neurolinguística e Neurociência permitiu-lhe descobrir os caminhos do poder da mente e como podemos trabalhar o pensamento positivo a nosso favor, para realizar os nossos sonhos e objectivos.


terça-feira, 4 de outubro de 2016

O Meu Nome é Leon (Kit de Waal)

Leon tem nove anos e um irmãozinho que adora a cima de todas as coisas. Está habituado a tomar conta de Jake e também da mãe. Mas as coisas têm vindo a ficar cada vez mais difíceis, até ao ponto em que Leon não tem alternativa a não ser ir pedir dinheiro emprestado a Tina, vizinha e amiga da mãe. É então que tudo muda. Leon e Jake são levados para uma casa de acolhimento, onde Maureen os recebe com toda a ternura de que é capaz. Mas Jake é um bebé e Leon não. Jake é branco e Leon não. E, por isso, Jake é adoptado... e Leon não. Incapaz de se conformar com a ideia de ter perdido o irmão e a mãe, Leon elabora um plano para os voltar a juntar. E, pelo caminho, vai conhecendo pessoas diferentes... e descobrindo que a vida nunca é tão simples como parece.
Narrado na primeira pessoa, mas do ponto de vista de Leon, este é um livro que cativa, acima de tudo, pelos contrastes. Contrastes entre a forma inocente como Leon vê as coisas e as duras verdades que estão subjacentes àquilo que vê, entre a quase ternura dos momentos de afecto e a realidade cruel do que está a acontecer nas ruas. E, acima de tudo, entre o Leon inocente que tomava conta da mãe e do irmão e o Leon que, aparentemente mais protegido, se vai cada vez mais ancorando na realidade pura e dura. 
Há, por isso, muito em que pensar neste livro. E, se é verdade que, ao centrar-se na perspectiva de Leon, a autora deixa algumas perguntas sem resposta (sobre a vida de Jake, mas também sobre o que se passa com personagens como Juba e o Sr. Devlin), também o é que esta visão centrada no olhar de uma criança permite uma visão mais clara das grandes questões que vão surgindo: a questão do racismo, desde logo, mas também do funcionamento dos serviços sociais na época em que decorre a narrativa e a forma como cada decisão acaba por ter impacto na vida de uma criança.
E há em tudo isto um estranho equilíbrio. Ao contar a história na terceira pessoa, a autora cria a impressão de um olhar exterior que vê as coisas a acontecer, mas a perspectiva é sempre a de Leon, o que realça a tal inocência, a descoberta do mundo em toda a sua injustiça, o impacto que até as pequenas coisas têm sobre o protagonista. E deste registo aparentemente simples, centrado tanto nas grandes descobertas como nos pequenos pormenores práticos, surge algo de mais importante, de universal. Porque na história de Leon, com todos os seus sonhos e planos e dramas e desilusões, há muitas coisas capazes de emocionar. 
Ficam perguntas sem resposta? Sim, como na vida também ficam. E, assim, a imagem que fica é a de uma história tão dura como inocente, tão inesperada como cativante, tão perturbadora como comovente. Vale a pena ler este livro, sim. Vale a pena conhecer o Leon. 

Título: O Meu Nome é Leon
Autora: Kit de Waal
Origem: Recebido para crítica

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Divulgação: Novidade Porto Editora

No Novo Testamento, ficamos a saber que Jesus ressuscitou um amigo próximo de nome Lázaro. Contudo, em parte alguma do Evangelho segundo São João - que contém este episódio -, se menciona como é que ele realizou o milagre ou se teria algum motivo especial para o fazer. Em O Evangelho segundo Lázaro, Richard Zimler preenche estas e outras lacunas, narrando a história da perspectiva de Lázaro, descrevendo como ele e Jesus se conheceram em crianças, a transcendência da ligação que os une e o momento em que Lázaro acordou no túmulo, desorientado e sem qualquer memória de uma vida após a morte. 
Porém, só trinta anos depois da crucificação do seu velho amigo, Lázaro começa a entender a extensão do papel que sempre ocupou na vida de Jesus e talvez ainda venha a ocupar. É que a derradeira prenda de Jesus a Lázaro - deixada num dos locais malditos de Jerusalém - parece conter a chave que ajudará Lázaro a concretizar os desígnios de uma Terra Prometida. Deverá ele arriscar tudo e levar a cabo os perigosos planos de Jesus? 
Com a voz única a que Richard Zimler nos habituou, este romance apaixonante e amplamente documentado, situado no contexto das práticas e tradições judaicas da era antes de Cristo, irá certamente perturbar alguns leitores e tocar profundamente outros.

Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em Jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco. Em 1990 foi viver para o Porto, onde leccionou Jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Tem actualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Desde 1996, publicou onze romances, uma colectânea de contos e quatro livros para crianças. A sua obra encontra-se traduzida para 23 países.

Divulgação: Novidade Clube do Autor

Século XVI. Para salvar a família, um homem faz um sacrifício inusitado: vende-se a si próprio como escravo. Este romance relata a história desse homem que ninguém quis escutar, a sua viagem por um continente por desbravar e a sua derradeira luta pela liberdade.
Em 1572, Mustafa parte com o seu dono, um conquistador espanhol, em busca de um novo mundo. A expedição tinha como objectivo principal encontrar o ouro e a fama em território americano. Um ano após o início da travessia marítima, a armada é praticamente dizimada. Sobrevivem apenas quatro homens - Mustafa, a quem os espanhóis chamavam Estebanico, Alonso del Castillo, Andrés Dorantes e o respectivo escravo - empenhados em conquistar o novo território.

Laila Lalami nasceu em 1968, em Rabat, e foi educada entre Marrocos, Grã-Bretanha e Estados Unidos. É professora de escrita criativa na Universidade da Califórnia e autora premiada, tendo sido já distinguida com o American Book Award, o Arab American Book Award e o Hurston-Wright Legacy Award.

Divulgação: Novidades Marcador

Que relação existe entre uma mulher que envenena sucessivamente os seus maridos e um presidente da República apaixonado? Qual a ligação entre um simples e honesto marinheiro e um escroque internacional que vende bugigangas religiosas fabricadas na China?
Por que milagre uma imagem de Santa Rita, padroeira das causas perdidas, assume o papel de guia misteriosa das suas existências? Todas estas personagens tiveram a possibilidade de se redimir, de escolher a luz em vez da sombra. A todas foi um dia oferecida a salvação. Algumas aceitaram-na, outras recusaram-na, outras ainda não souberam reconhecê-la.
Quatro histórias com ligações entre si. Quatro histórias que atravessam o que de mais comum e mais extraordinário existe na nossa vida. Quatro histórias que exploram uma questão: somos livres ou estamos presos a um destino?
Será que podemos mudar?

É inverno nos bosques remotos e escuros do Wisconsin. Mas os arrepios sentidos pelo xerife local nada têm que ver com o frio da estação. A extravagância do crime que tem em mãos é nova para ele: um homem, uma mulher, uma criança, assassinados com um machete; e as cinzas da casa queimada espalham-se sobre o gelo e a neve.
Em desespero, o xerife recorre à ajuda de Lucas Davenport, um agente policial introvertido que tem uma cabana nas redondezas. Davenport aceita o convite com relutância, mas não tardará a ter motivos para lamentar tal decisão. Ao perscrutar as cinzas do caso, emergem outros crimes chocantes. Torna-se claro que o mal anda à solta naqueles bosques, um mal que lhe é estranho mas que está, ao mesmo tempo, mais perto do que ele imagina.
O Homem do Gelo é o inimigo mais determinado que Lucas Davenport alguma vez enfrentou – um serial killer decidido a cobrir com sangue o seu trilho implacável. Neste romance de cortar a respiração, o escritor John Sandford volta a criar um suspense quase insuportável, enquanto aguardamos pelo ataque da faca afiada do Homem do Gelo.

Shawn Reilly, oficial da CIA, recruta oficiais de informações estrangeiros para espiarem para os Estados Unidos, e considera que o seu trabalho é como vender sonhos a pessoas que precisam de dinheiro, pretendem ver os seus egos enaltecidos ou desejam vingar-se dos seus chefes ou dos seus governos.
Após passar muitos anos nos lugares mais infernais do Planeta, chega, no crepúsculo da sua carreira, a Lisboa, onde enfrenta um chefe «certinho», um casamento falhado e Boris, o director do serviço de informações russo em Portugal, que, por sua vez, também assentou a sua mira em Reilly. Ao mesmo tempo, os serviços de espionagem líbios tentam atrair para o seu país um especialista em armas químicas da Ásia Central e a agência russa persegue esse cientista. A atraente filha de Boris, que chega de visita a Moscovo, é envolvida nas intrigas, nas quais nem tudo é o que parece ser.
Os vários fios da teia confluem em Lisboa. E é então que, além de desempenhar os seus deveres profissionais, Reilly se vê forçado a enfrentar a questão acerca do que é realmente importante na vida para um espião à beira da reforma – o dever ou o amor? Baseado nas experiências reais do autor neste mundo de sombras, este livro penetra nas mentes dos principais actores para explorar a psicologia da espionagem.

- 1831 -
Pouco depois de se casar, a sorte do conde de Cerveira sofre um revés. Uma série de infortúnios deixam-no à beira da ruína financeira, e não demora muito para que comece a desconfiar dos intentos da estranha de beleza intrigante que desposou. Perante a dúvida, decide enviar Leonor Sanches para um exílio temporário junto do tio, que ensina na prestigiada Trinity College, em Dublim. Conforme a epidemia de cólera vai ceifando as vidas de cristãos e anglicanos na Irlanda, também o coração de Leonor Sanches se oferece à tragédia.
- 1857 -
Cinquenta anos depois de perder o seu bem mais precioso para as tropas de Napoleão, Mariana Turner sente que está a um passo de descobrir toda a verdade sobre os acontecimentos de Março de 1809. Novas revelações apontam para que a condessa de Cerveira, encarcerada no Porto, seja a chave para resolver o mistério. Munida de uma determinação inabalável, tudo fará para conseguir deslindar o passado de Leonor Sanches – fidalga e anjo caído.

domingo, 2 de outubro de 2016

Sombras (Patrícia Morais)

Lilly tinha uma vida perfeitamente normal... até à noite em que, ao voltar a casa, se deparou com um cenário de horror e o seu mundo desabou. Incapaz de lidar com a perda, decidiu deixar tudo para trás, mudar-se para Jillian e estudar um tema que, na verdade, sempre a fascinou: Folclore e Mitologia. Mas há uma nova mudança à sua espera e, no dia em que é atacada por uma criatura impossível, Lilly descobre uma nova realidade... e uma proposta. Juntar-se a uma antiga sociedade de caçadores de demónios e salvar os humanos das criaturas dos seus pesadelos... que, afinal, não são tão mitológicas assim. Estará ela à altura?
Com uma história em que os elementos sobrenaturais são dominantes e a linha entre o bem e o mal não é tão clara como, à primeira vista seria de esperar, um dos aspectos mais cativantes deste Sombras é que, apesar de ser muito fácil reconhecer-lhe as influências, também o é desvendar uma identidade própria. Há elementos comuns com outros livros do género (o que, aliás, parece ser inevitável), mas a forma como a autora conjuga estes elementos para criar uma história sua, com um registo próprio que, gradualmente se vai revelando, não deixa de ser um dos aspectos mais interessantes desta leitura.
Parte do que a torna tão cativante é também o desenvolvimento das personagens. Também aqui se reconhecem as tais influências (na forma como certas personagens estabelecem antipatias instantâneas, para depois virem a mudar de ideias). Mas, acima de tudo, o que se destaca neste aspecto é a humanidade das personagens e, portanto, a sua falibilidade. Ou seja, o facto de não haver ninguém perfeito nesta história, mas antes um conjunto de pessoas (e de outros seres) com valores definidos, mas mutáveis, vulnerabilidades e marcas do passado e a capacidade de aprender e evoluir com os erros cometidos. 
E depois há a história, que, partindo de uma premissa que não é propriamente surpreendente, consegue surpreender pelas (muitas) pequenas coisas interessantes: os momentos divertidos, os episódios em que a emoção passa a dominar e também o ritmo de acção e mistério constantes em que parece haver sempre algo a desvendar, seja no passado ou no presente. 
Há muito a ser deixado em aberto, o que parece indicar a existência de uma possível continuação para esta história. E, assim sendo, importa ainda destacar o estranhamente delicado equilíbrio em que tudo termina, deixando no ar várias possibilidades, mas encerrando, de certa forma, a linha principal dos acontecimentos até agora narrados. Ficam, por isso, grandes expectativas para o que se poderá seguir, bem como a ideia de muito ainda a desvendar sobre as personagens.
A impressão que fica é, portanto, a de uma estreia promissora. Cativante, de leitura agradável e repleta de acção, mas também de emoção, uma boa leitura para quem gosta de histórias de vampiros... e não só. 

Título: Sombras
Autora: Patrícia Morais
Origem: Recebido para crítica

sábado, 1 de outubro de 2016

A Istambul do Sultão por Cinco Kurus por Dia (Charles Fitzroy)

1750. O Império Otomano vive tempos de glória e a cidade de Istambul atrai viajantes fascinados de todo o mundo. Mas, para fazer turismo na cidade do sultão, é preciso conhecer os seus segredos e agir com todo o cuidado - ou as consequências podem ser terríveis. É, pois, para garantir ao viajante uma estadia segura e o melhor conhecimento do que fazer e dos locais a visitar que serve este guia. Uma viagem através do esplendor e do mistério da Istambul do sultão. 
Um dos aspectos mais interessantes deste livro (como, aliás, de outros que lhe são em tudo semelhantes) é o conceito que lhe serve de base. A ideia de construir uma espécie de guia turístico, não só para um local, mas para um local numa determinada época histórica, permite, desde logo, observar esse mesmo local de uma perspectiva mais diferente. A cidade dos tempos do sultão já não existe - ainda que alguns dos locais referidos continuem lá. E assim, através do equilíbrio entre a descrição dos locais, do contexto e dos costumes, o autor proporciona uma viagem a essa Istambul do passado. E, para quem está habituado a viajar através dos livros, essa ideia tem algo de fascinante. 
E, se a premissa é, por si só, muito interessante, também a concretização revela muitas qualidades. A forma como o texto está escrito, assemelhando-se em muito ao tom de um guia turístico, ao mesmo tempo que se adentra por descrições de lugares proibidos e costumes um tanto ou quanto cruéis, cria um contraste curioso. Além disso, todos os elementos - contexto, costumes, locais, pessoas, factos históricos - são desenvolvidos num equilíbrio envolvente, surgindo na medida certa de modo a facilitar a compreensão do todo. Claro que não é um livro exaustivo, nomeadamente no que ao contexto histórico diz respeito, mas também não parece ser esse o objectivo. E, quando à ideia global da Istambul que pretende retratar, bem, essa imagem fica bastante clara. 
Ainda uma última nota para referir a estrutura do livro, em que as muitas imagens e várias citações de visitantes da época lhe conferem não só uma maior semelhança com os tais guias turísticos actuais, mas também um aspecto visual muito mais apelativo. É interessante viajar por este livro e as imagens acrescentam nitidez ao que é descrito no texto.
A ideia que fica é, pois, a de uma viagem a outro tempo e a outro lugar, repleta de peculiaridades e de pontos de interesse, em que há muito para aprender e vários mistérios para desvendar. Interessante, muito bem construído e cheio de detalhes fascinantes, um bom livro para descobrir um outro tempo. Gostei.

Título: A Istambul do Sultão por Cinco Kurus por Dia
Autor: Charles Fitzroy
Origem: Recebido para crítica