sexta-feira, 31 de julho de 2015

A Invenção da Vida (Lourença Baldaque)

No último dia de um ano, um centenário recorda o percurso da sua vida, desde o primeiro impulso de atravessar o oceano tendo como motivo (ou desculpa) a revolução e até aos últimos dias de uma vida nem sempre feliz, mas sempre completa. Percorrendo as suas memórias, recorda épocas, lugares, pessoas, pensamentos. E descobre-se nos outros, ou aos outros no que guarda dentro de si, pesando, talvez, os valores do que viveu contra a marca do que poderia ter sido. Mas o que é a vida senão o que se faz dela?
Apesar da relativa brevidade da narrativa, não se pode dizer que este seja um livro de leitura fácil. Bastante descritivo e introspectivo, reflectindo, talvez, a vastidão das memórias do narrador, este é um livro que se demora na exposição de características de épocas e de lugares, nos pensamentos e meditações das personagens e, acima de tudo, na percepção um tanto ou quanto filosófica do que passa por nós enquanto passamos pela vida. É um livro que vive tanto ou mais de pensamentos do que de acontecimentos e que, por isso, cai inevitavelmente num ritmo bastante pausado.
Há também uma certa repetição de ideias, mas esta acaba por fazer todo o sentido tendo em conta que a história é, acima de tudo, a de alguém que recorda. E o mais interessante é que, apesar do registo introspectivo e da relativa calma que caracteriza toda a narrativa, fica, ainda assim, a impressão de uma vida repleta de experiências. É que, ao ver a vida pelos olhos do narrador, levantam-se questões relevantes, percorrem-se as mudanças operadas pela passagem do tempo, e pondera-se até sobre o sentido da própria existência. Pode não haver grandes acontecimentos - ou até acontecer que estes fiquem para segundo plano ante a experiência pessoal. Mas as ideias ficam, ainda assim, e esse é, sem dúvida, o grande ponto forte deste livro.
Importa ainda referir a escrita. Sendo um livro tão introspectivo, tão centrado em ideias e características, sem grandes diálogos ou momentos de concreta acção, torna-se particularmente relevante a fluidez e a harmonia da escrita, pois esta reforça o impacto das ideias transmitidas. E, num registo que, tendo as suas elaborações, nunca se torna demasiado hermético, sobressai uma certa harmonia quase poética que reforça a impressão de um tom introspectivo, quase intimista, que define toda esta narrativa.
E eis, pois, um livro que, exigindo tempo e concentração, se define tanto pelo que acontece no mundo  exterior como pelo que vai na vida interna dos pensamentos do narrador. E, assim, uma narrativa introspectiva, quase filosófica, que, longe de ser de leitura compulsiva, se revela, ainda assim, como bastante cativante. Uma boa leitura, em suma. 

Título: A Invenção da Vida
Autora: Lourença Baldaque
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidades Planeta (26 de Agosto)

Ao fim de um ano tumultuoso, a relação de Sophie Scaife com o namorado e dominador, o multimilionário Neil Elwood, está mais escaldante e feliz do que nunca. 
O lado dominador de Neil transporta Sophie para novos e desafiadores níveis de submissão e exploração erótica. 
Mas quando o casamento da filha e a celebração dos seus cinquenta anos desencadeiam uma mudança nos planos de vida de Neil, Sophie vê-se perante um futuro muito diferente do que imaginara.
Encurralada num conflito entre a sua nova posição e o desejo por independência, teme ter-se tornado apenas mais uma esposa-troféu da Quinta Avenida. 
Com o fim da sua carreira no jornalismo, e não muito inspirada na tentativa como escritora, Sophie tem de se esforçar mais do que nunca para provar as suas intenções à família e amigos de Neil. 
Sophie não é a única com dificuldades em adaptar-se ao novo estilo de vida. Quando aviões privados e marcas caras ameaçam a ligação com Holli, Sophie dá por si a percorrer a fronteira entre o mundo que agora habita e o passado que teme ter deixado para trás. 
Depois de uma chocante revelação dividir o seu sentido de lealdade, Sophie corre o risco de perder a melhor amiga ou quebrar a confiança do homem que ama.

No jogo do Minecraft, saber construir casas que sirvam de abrigo-base ao jogador é algo fundamental. 
Neste livro, para além de truques e técnicas de construção, arquitectura e decoração de casas, aprende-se ainda a construir coisas tão incríveis como uma casa subaquática ou um zepelim! Um livro cheio de truques práticos e mais de uma centena de print screens. 
Este guia, escrito por um guru do Minecraft, explica todos os truques e técnicas que os jogadores devem conhecer para descobrir todas as possibilidades que oferece o videojogo.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Só Se Ama Uma Vez (Johanna Lindsey)

Com quatro tios demasiado protectores a orientar o rumo da sua vida, Regina Ashton pode ter tido dezenas de pretendentes, mas parece cada vez mais difícil encontrar um marido que corresponda às expectativas de toda a sua família. Mas tudo muda quando Nicholas Eden, visconde de Montieth e famoso libertino, a rapta por engano, pensando estar a levar consigo a sua amante. A situação parece ser bastante inocente - ou tão inocente quanto possível, tendo em conta que envolve Montieth. Mas, quando a notícia se espalha, a reputação de Regina pode ficar arruinada. A não ser que, de alguma forma, o solteiro mais irredutível do mundo aceda a casar com ela.
Tendo como elemento central o romance entre os dois protagonistas e todo um conjunto de mal entendidos pelo caminho, este é um livro que tanto consegue surpreender pelos desenvolvimentos positivos como pelas atitudes perfeitamente imbecis de algumas personagens. Neste aspecto, aliás, é o próprio Nicholas Eden que se destaca, tão capaz de se comportar como o perfeito sedutor, e mais que adequado ao seu papel de personagem atormentada, como de agir como um perfeito cretino. Isto faz com que, por vezes, seja extremamente difícil sentir empatia para com ele... pelo menos até ao momento em que uma mudança de atitude ou uma janela aberta para os seus pensamentos permite ver as coisas de uma forma diferente. É preciso dizer que não se redime por completo dos seus defeitos. Ainda assim, acaba por surpreender pela positiva.
Por outro lado, Regina é uma mulher fora do seu tempo, o que a torna especialmente cativante, já que aceita facilmente o que chocaria muitas outras raparigas, ao mesmo tempo que mantém bem vivo o seu lado romântico. Determinada, bastante teimosa e ciente do que quer - bom, em quase tudo - acaba por ser um bom contraponto a Nicholas, criando uma relação que, longe de ser perfeita, acaba por ser bastante cativante.
Mas, dado que o romance entre os protagonistas se define, em grande medida, por todos os seus encontros e desencontros, há todo um conjunto de personagens que influenciam directamente este percurso. Aqui, destacam-se, claro, os quatro tios de Regina, dos quais fica muita vontade de saber mais. Mas também do lado de Nicholas há personagens relevantes - ainda que bem menos simpáticas - e um segredo que contribui em muito para a intensidade do final.
De tudo isto, resulta uma leitura cativante, com personagens que, apesar de uns quantos defeitos evidentes, acabam por conseguir mostrar o seu melhor lado e uma história que, entre os momentos caricatos e os emotivos, acaba por ficar na memória. Uma boa leitura, em suma.

Autora: Johanna Lindsey
Origem: Recebido para crítica

terça-feira, 28 de julho de 2015

Quando os Animais Vão ao Médico (Célia Palma)

Dos pacientes mais improváveis aos mal entendidos que acontecem numa consulta, passando por casos estranhos, enganos sem consequências e todo um conjunto de situações caricatas, este é um livro que reúne episódios peculiares da prática da medicina veterinária. Um livro que, resultando da experiência profissional da autora, reflecte acima de tudo um conjunto de vivências pessoais. Mas que, para quem tem um animal de estimação ou, em particular, para quem tem alguma formação ou experiência na área, poderá resultar, em alguns casos, bastante familiar. E sempre bastante engraçado.
Um dos aspectos mais interessantes neste conjunto de histórias é a diversidade de situações, que tem como ponto comum (bem, na grande maioria...) o facto de terem algo de caricato. Mas que podem ter origem em confusões de clientes, comportamentos invulgares de doentes, lapsos (linguísticos, principalmente) de algum dos envolvidos, ou até situações potencialmente dramáticas que acabam por se resolver da melhor forma. E é interessante porque, desta diversidade de circunstâncias, praticamente todas com algo de invulgar, consegue-se ficar com uma ideia da complexidade da rotina de uma clínica veterinária. Claro que não se faz só de situações bizarras - mas é sempre algo com que vale a pena contar.
Mas, acima de tudo, o objectivo deste livro parece ser fazer uma recolha de histórias divertidas e, com uma ou outra excepção (reconhecidas, aliás, pela autora), o conjunto é, de facto, bastante divertido. Assim, e apesar da ocasional impressão da chamada vergonha alheia, o que fica deste livro é precisamente o que ele pretende ser: um conjunto de histórias engraçadas, que proporcionam uma leitura descontraída e cativante, ao mesmo tempo que abrem uma porta para um mundo que, para muitas pessoas, pode parecer bastante misterioso.
Ora, sendo centrado, acima de tudo, neste lado mais leve e caricato das situações, fica, por outro lado, uma certa curiosidade, já que, para alguns casos - e respectivos protagonistas - fica alguma vontade de saber o que lhes sucedeu no futuro e de que forma prosseguiu a vida tanto dos animais como dos respectivos donos. Ainda assim, essas já são questões que ultrapassam o âmbito deste livro e, assim sendo, faz sentido que a exposição da história termine no ponto onde a faz.
Tudo somado, temos uma leitura descontraída e divertida, capaz de cativar tanto os que conhecem, de alguma forma, o mundo da veterinária como os simples apaixonados por animais de estimação que já presenciaram ou viveram alguma situação semelhante. Uma boa leitura, portanto.

Título: Quando os Animais Vão ao Médico
Autora: Célia Palma
Origem: Recebido para crítica

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Divulgação: Novidade Esfera dos Livros

Uma Lisboa desconhecida está à nossa espera num museu, num parque de estacionamento ou até numa improvável casa de banho pública no Largo da Sé. Passear pela Lisboa de hoje é caminhar sobre todo um passado desaparecido. Sob os nossos pés, debaixo de linhas de eléctrico, ruas asfaltadas e túneis de metro, camadas e camadas de terra revelam histórias de quem por aqui passou, viveu e morreu. Contam momentos, eras, séculos de vivência de fenícios, romanos, muçulmanos, cristãos, uma imensidão de pessoas que nestas colinas deixou a sua marca. No Largo da Sé desça à casa de banho pública e depare-se com os vestígios de um prédio anterior ao terramoto de 1755. Na Rua da Prata, embrenhe-se nas galerias romanas e descubra o que resta do complexo subterrâneo de um antigo fórum romano. Na Igreja de Santo António, por entre portas e escadinhas, aceda ao subsolo por baixo do altar-mor, que é o local mais importante de toda a igreja, onde teve início a história do templo e do santo padroeiro de Lisboa. Inês Ribeiro e Raquel Policarpo guiam-nos por uma Lisboa repleta de segredos, através de vestígios arqueológicos que nos desvendam a cidade de outras eras e de outras gentes. Nestas páginas, alguns locais e momentos regressam à luz do dia e partilham o conhecimento de épocas e sítios que muitos desconhecem. Alguns deles desapareceram para sempre, mas outros ainda estão à espera de ser visitados.
 
Inês Ribeiro nasceu a 28 de Abril de 1984. Em 2007, licenciou-se em História, variante de Arqueologia, pela Facudlade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa. É mestre em Arqueologia desde 2008, com especialização em Arqueologia/Época Romana. O seu percurso profissional está sobretudo relacionado com a investigação em Arqueologia, com participação em diversas escavações arqueológicas e co-responsável pelo Projeto Arqueológico dos Fornos Romanos do Morraçal da Ajuda, Peniche. Em 2011, fundou, juntamente com Raquel Policarpo, a Time Travellers, uma agência de animação turística dedicada à divulgação da História, Cultura e Arqueologia de Portugal.

Raquel Policarpo nasceu a 20 de Junho de 1984. Em 2006, licenciou-se em História, variante de Arqueologia, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa. É mestre em Arqueologia desde 2008, com especialização em Arqueologia/Época Romana. O seu percurso profissional está sobretudo relacionado com a Arqueologia Preventiva. É arqueóloga freelancer e  trabalha em vários pontos do país no acompanhamento arqueológico de obras e escavações arqueológicas de emergência. Em 2011, fundou, juntamente com Inês Ribeiro, a Time Travellers, uma agência de animação turística dedicada à divulgação da História, Cultura e Arqueologia de Portugal.

domingo, 26 de julho de 2015

Coração Selvagem (Elizabeth Hoyt)

Todos pensavam que Reynaud St. Aubyn tinha sido morto pelos índios. Por isso, quando, após sete anos de cativeiro, ele aparece de repente, febril e delirante, e com um aspecto completamente selvagem, as opiniões dividem-se entre os que o julgam um impostor e os que acham que está louco. Mas a verdade é uma: Reynaud está bem vivo e voltou, mas está longe de ser o mesmo. A necessidade de sobreviver moldou-o num homem bem diferente do habitual aristocrata inglês. E Beatrice Corning, sobrinha do homem que lhe ficou com o título, pode muito bem ser a única a compreendê-lo... Se Reynaud estiver disposto a deixar-se compreender.
Sendo a alegada morte de Reynaud um dos acontecimentos centrais de toda a série, e parte dos motivos que levam outras personagens a investigar a traição de Spinner's Falls, este é, à partida, um livro de que se esperam grandes revelações. E, ainda que muitas pistas tenham sido dadas nos volumes anteriores - não sendo, por isso, difícil descobrir o culpado - este elemento de intriga é a base de alguns dos momentos mais intensos deste livro. O final, desde logo, é particularmente intenso. Mas também a história de Reynaud nos seus sete anos de cativeiro - devidos, é claro, a essa mesma traição - acaba por ser a fonte dos momentos de maior empatia.
Isto é particularmente interessante tendo em conta que Reynaud está longe de ser o tipo de personagem carismático que facilmente cativa neste tipo de livro. Se as suas circunstâncias despertam, é certo, alguma empatia, o mesmo não se pode dizer do seu comportamento. Aliás, se o passado de Reynaud está na base dos momentos mais marcantes, são também algumas das suas escolhas a definir os momentos de maior distância, nomeadamente na forma como lida com a sua relação com Beatrice.
Porque há, independentemente de tudo o resto, um romance a desenvolver-se. E a verdade é que a relação entre as personagens tem altos e baixos, no que começa por ser uma interacção difícil, mas cativante, evolui para uma sedução algo forçada (e em que as acções de Reynaud têm o seu quê de censurável) abrindo depois caminho para a redenção possível. Redenção que, felizmente, compensa esses momentos mais autoritários, também justificados em parte pelo passado do protagonista.
E ainda uma nota positiva para os momentos de emoção e para os de humor, que, mesmo nos momentos mais tensos, ou, por outro lado, nos mais distantes, conseguem estabelecer um equilíbrio que mantém acesa a vontade de saber o que acontece a seguir.
A soma de tudo isto é uma história que, apesar de algumas vulnerabilidades, consegue, ainda assim, sobressair pelos momentos bons: pela emoção dos episódios mais intensos, pela superação de um passado atormentado e por um romance que, apesar das complicações, acaba por se revelar em toda a sua força. Uma boa leitura, em suma, agradável e cativante. 

Autora: Elizabeth Hoyt
Origem: Recebido para crítica

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Perigo Irresistível (Becca Fitzpatrick)

Quando Britt planeou aquelas férias na companhia da melhor amiga, esperava que fossem uma oportunidade de reconquistar o ex-namorado. Estava longe de imaginar os perigos que iam enfrentar - e o que iria descobrir. Apanhadas no meio de uma tempestade, batem à porta de uma cabana, em busca de abrigo. E acabam como reféns de dois homens atraentes e que, à primeira vista, tinham parecido inofensivos. São criminosos em fuga e apenas os alegados conhecimentos que Britt tem daquelas montanhas lhe conferem alguma utilidade aos olhos dos seus captores. Mas há uma estranha dinâmica entre eles e, aos poucos, Britt começa a suspeitar que Mason tem motivos ocultos para estar ali. E, quando os seus gestos de bondade a levam a pensar em síndrome de Estocolmo, uma descoberta perigosa poderá pôr em causa tudo aquilo que julga saber.
Partindo de uma situação um tanto complicada e com uma protagonista com muito pouco de forte e de carismática, este é um daqueles livros que cativam aos poucos. Isto deve-se, em grande parte, ao início um tanto ou quanto vacilante, em que o que sobressaem são principalmente os defeitos das personagens. Britt é uma rapariga demasiado dependente dos homens da sua vida, a melhor amiga é o tipo de melhor amiga que mais facilmente ataca pelas costas e até os raptores parecem, à primeira vista, não saber muito bem o que estão a fazer. Acrescente-se a isto o ex-namorado com um ego gigante e digamos que, à primeira vista, a empatia não abunda.
Mas o curioso é que, com o evoluir dos acontecimentos, há grandes melhorias na história - e, em certa medida, nas próprias personagens. Em primeiro lugar, a situação de perigo, associada ao mistério das intenções dos raptores e ao grande enigma da situação narrada nas primeiras páginas, desperta a curiosidade em saber o que acontecerá a seguir. Além disso, a necessidade de lutar pela sobrevivência faz com que Britt cresça, reconhecendo e superando alguns dos seus defeitos, o que a torna gradualmente mais interessante. Mas, acima de tudo, há uma revelação que coloca as coisas sob uma nova perspectiva, fazendo com que as interacções que, ao princípio, parecem algo inverosímeis, ganhem um novo sentido. E despertando empatia, sim, ainda que nos aspectos mais improváveis.
Há ainda um outro aspecto a compensar as fragilidades da fase inicial: a escrita. Simples quanto baste, o que seria de esperar, tendo em conta que a história é narrada por Britt, tem, ainda assim, uma harmonia cativante, e alguns momentos, principalmente nas descrições, particularmente belos. Isto ajuda a manter a envolvência nos momentos em que a história tem menos de cativante. E, quando o ritmo se torna realmente envolvente, então a beleza das palavras potencia o impacto da situação.
O que fica, então, de tudo isto é a impressão de um livro que, com um início algo vacilante, não passa a melhor das primeiras impressões. Mas que, com o evoluir dos acontecimentos e o crescimento das personagens, acaba por cativar para os mistérios e relações que se vão desenrolando. E isto, associado a uma escrita envolvente e a alguns momentos realmente brilhantes, faz com que a leitura acabe por valer a pena. Gostei.

Autora: Becca Fitzpatrick
Origem: Recebido para crítica