sexta-feira, 16 de março de 2018

Divulgação: Novidade Bertrand

Maja, de 18 anos, é acusada do homicídio do seu namorado, do seu melhor amigo e de vários colegas e um professor. A protagonista vem de um meio privilegiado e movimenta-se num círculo de amigos aparentemente perfeito, mas cujos segredos e origens distintas estala rapidamente sob pressão.
Maja e Sebastian entraram na escola que frequentavam munidos de armas semiautomáticas e explosivos e mataram diversos amigos, após o que Maja dispara contra o namorado. Através dos interrogatórios médicos e da polícia, das suas memórias e confissões, vamos conhecendo a história.

Malin Persson Giolito nasceu em Estocolmo em 1969 e cresceu em Djursholm. Trabalhou como advogada num dos mais destacados escritórios suecos de advocacia e foi funcionária da Comissão Europeia na Bélgica.
Actualmente reside em Bruxelas com o marido e as três filhas.

quinta-feira, 15 de março de 2018

A Rapariga que Bebeu a Lua (Kelly Barnhill)

Dizem as histórias que há uma bruxa na floresta com o poder de os destruir a todos e é por isso que, todos os anos, as pessoas do Protectorado entregam em sacrifício o bebé mais novo, abandonando-o na floresta para que as bruxas - ou os animais selvagens - façam dele o que entenderem. Mas a verdade é algo diferente. A bruxa da floresta não sabe o porquê daqueles bebés abandonados e recolhe-os de facto, mas para lhes encontrar uma nova família nas Cidades Livres. Para os alimentar na viagem, dá-lhes a luz das estrelas e tudo corre bem. Até ao dia em que Xan, a bruxa, se engana e alimenta a menina com a luz da lua, tornando-a assim mágica e poderosa. Vê-se, pois, obrigada a ficar com ela, pois a sua magia tornar-se-á perigosa até que possa ser controlada. E Luna cresce - e Xan envelhece. E, embora a vida continue no Protectorado, começa a haver quem se atreva a questionar...
Provavelmente o aspecto mais cativante desta história é a sua mistura de inocência e complexidade. Inocência, porque, de início, tudo parece surgir da simplicidade de um conjunto de regras que são como são e que é preciso aceitar (sejam ou não injustas) e de uma vida que cresce sem conhecer as sombras lançadas por essas regras. Complexidade porque, à medida que o enredo avança, essa simplicidade aparente esbate-se e o lado mais sombrio da magia começa também a manifestar-se.
Disto resulta um crescendo de intensidade. De início, a história parece fluir a um ritmo bastante pausado, percorrendo momentos relevantes, mas cuja importância só se revelará numa fase mais avançada da história e apresentando possibilidades ainda pouco conhecidas das personagens. Depois, os caminhos começam a cruzar-se, a magia começa a manifestar-se de forma mais intensa e tudo converge para um ponto de viragem a partir do qual tudo terá de mudar. Aí, a leitura torna-se viciante, pois é quase irresistível a vontade de saber o que acontece a seguir. Revelam-se forças, fazem-se escolhas, o verdadeiro âmago das personagens vem a superfície... e, ainda que a magia e a inocência continuem lá, tudo aquilo que as rodeia ganha uma nova dimensão.
Há muito potencial nas personagens. Tanto, aliás, que fica uma certa curiosidade insatisfeita acerca das suas vidas antes e depois do período da história. Antain, em particular, com a sua mistura de inocência e de coragem e o seu tão impressionante crescimento, deixa uma marca especialmente profunda na memória. Ainda assim, e tendo em conta a forma como tudo termina, faz um certo sentido que o percurso passado de algumas personagens e o futuro das outras seja explorado tal como é - deixando à imaginação do leitor aquilo que falta contar, pois o essencial do que move estas personagens está lá.
Complexa e inocente, portanto, e muito cativante. Assim é a história de Luna, a rapariga que bebeu a Lua. Uma história cheia de momentos marcantes e capaz de lembrar que a magia - mesmo a das pequenas coisas - é mais poderosa do que à primeira vista poderia parecer. Vale a pena, conhecê-la, portanto. Sem dúvida alguma. 

Autora: Kelly Barnhill
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidade Guerra e Paz

O romance que o Brasil recebeu com escândalo.
Uma história de amor entre dois homens: Amaro – o Bom Crioulo – e Aleixo. Um marinheiro negro sente-se atraído por um jovem grumete branco. Na trama, surge ainda D. Carolina, ou melhor, Carola Bunda, portuguesa e ex-prostituta, desejosa de entregar o seu corpo maduro a um amante jovem como Aleixo. Assim se constitui um triângulo amoroso fatal. Uma singular e improvável história de amor entre dois homens, a que não falta a traição, a diferença de idades, a culpa, o medo. Eis uma situação que pode sair fora do controlo: se uma paixão violenta causa cegueira, será inevitável um final trágico?
Adolfo Caminha, duramente atacado pela crítica, ficou para a História como um autor «maldito».
Votado ao esquecimento na primeira metade do século xx, Bom Crioulo é hoje traduzido em todo o mundo, e é considerado o primeiro romance da literatura em língua portuguesa a abordar a homossexualidade e logo numa relação inter-racial.

Adolfo Caminha. Adolfo Ferreira dos Santos Caminha, escritor brasileiro, nasceu em Aracati, no Ceará, em 1867. Aos 10 anos de idade, ficou órfão de mãe e foi viver com uns parentes de Fortaleza e, mais tarde, para casa de um tio no Rio de Janeiro. Em 1883, entra para a Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. De regresso a Fortaleza, apaixona-se por Isabel de Paula Barros, a esposa de um alferes, que abandona o marido para viver com ele. Este episódio provoca grande escândalo em Fortaleza, o que o força a desistir da carreira militar e a trabalhar como funcionário público. Debilitado pela tuberculose, morre aos 29 anos, no Rio de Janeiro, em 1897. Atacado pela crítica contemporânea, é hoje considerado um dos grandes expoentes do naturalismo brasileiro.
É autor de Voos Incertos (1886), Judite e Lágrimas de um Crente (1887), A Normalista (1893), No País dos Ianques (1894), Cartas Literárias (1895), Tentação (1896), mas é com Bom Crioulo (1895) que atinge o reconhecimento literário. Colaborou com a imprensa carioca, em jornais como O Norte, Gazeta de Notícias, Jornal do Comércio, O País, e foi fundador da Nova Revista (1896).

quarta-feira, 14 de março de 2018

O Homem de Giz (C.J. Tudor)

Eram pouco mais que crianças quando tudo aconteceu e, passados trinta anos, Eddie Adams está convencido de que o passado ficou para trás e os segredos também. Mas, quando Mickey, em tempos um dos seus amigos mais chegados, volta a aparecer, com a ideia de escrever um livro sobre o que aconteceu naquele ano, tudo volta a surgir com a mesma nitidez. O acidente com o carrossel, a estranha presença do senhor Halloran, a comunicação com os amigos através de bonecos de giz... e depois as mortes inexplicáveis. As recordações são tão nítidas como sempre foram e continuam a assombrar-lhe os sonhos. Mas nem tudo são sonhos e o passado às vezes volta para desvendar, enfim, a verdade que antes ficou por revelar...
Surpreendente seria uma boa palavra para descrever este livro, que, alternando entre dois momentos diferentes e acompanhando o percurso de Eddie através de um amplo conjunto de segredos, consegue deixar um impacto a cada nova reviravolta do enredo. Mas, sendo como é uma história cheia de surpresas, não é só isso o que torna o livro surpreendente, pois também o próprio ambiente, misterioso, cheio de segredos, mas apresentado num tom de quase leveza, cria um contraste marcante entre a crueldade dos factos e a relativa inocência dos seus protagonistas.
Ora, tendo em conta que a história vive de mistérios e de revelações, é difícil falar das personagens e do que as caracteriza sem revelar demasiado, pois a percepção de quem são e do que os motiva vai-se alterando a cada revelação. Mas talvez baste isto para salientar a sua força: as possibilidades de adaptação, a forma como tudo ganha uma nova perspectiva a cada novo segredo revelado e a capacidade de ser alguém diferente consoante as circunstâncias em que se encontram. Para não falar, é claro, das grandes revelações finais, que acrescentam ainda uma nova perspectiva a tudo o que aconteceu anteriormente.
Há na forma como a história está construída uma fluidez viciante, em parte devido à tal impressão de leveza resultante de ver a história de um olhar aparentemente inocente e também devido ao facto de a contextualização ser feita mais por actos do que por palavras. E há também dois elementos suplementares a acrescentar um pouco mais de força a este enredo: primeiro, a forma como a autora entrelaça questões emocionais e, quiçá, éticas no meio de um enredo que é, afinal, essencialmente sobre mortes. E depois a escolha de um caminho alternativo à habitual convergência de pistas para uma resposta única. As respostas estão lá? Com certeza. Mas nem são as mais expectáveis, nem o caminho que a elas conduz é previsível.
Intenso, cativante, com uma fluidez notável e um enredo cheio de reviravoltas inesperadas, bastam algumas páginas para se ficar preso na leitura e as surpresas não deixam de chegar até ao fim. A impressão que fica é, portanto, a de uma excelente surpresa. E um livro que não posso deixar de recomendar. 

Título: O Homem de Giz
Autora: C.J. Tudor
Origem: Recebido para crítica

terça-feira, 13 de março de 2018

Imperatriz - Volume Um (Mark Millar e Stuart Immonen)

Casada com o impiedoso rei Morax, Emporia sabe que a única forma de proteger os filhos da brutalidade do marido é fugir. Mas fugir terá consequências terríveis e, a não ser que seja bem-sucedida, tanto ela como os seus filhos e todos aqueles que os ajudarem morrerão. Ainda assim, ficar não é uma possibilidade e, com a ajuda do seu fiel guarda-costas, Emporia consegue levar os filhos e fugir. Só que o universo pode ser vasto, mas o alcance do rei Morax também o é. E a fuga do palácio é apenas o início de uma árdua e longa jornada rumo à liberdade... ou à morte.
Um dos primeiros aspectos a realçar neste livro - e uma das suas maiores forças - é a forma como conjuga um cenário vasto e completamente novo com uma situação que, embora tendo as suas peculiaridades, tem também algo de muito universal. A história de Emporia e da sua fuga de um marido cruel pode situar-se num cenário distinto e cuja vastidão permite possibilidades mais dramáticas, mas não deixa de evocar uma realidade bem mais próxima. Além disso, ao longo do caminho e por entre os muitos momentos de acção e de perigo, há pequenos momentos de afecto, de preocupação... e de engano que têm também muito de realista.
Ora, tendo isto em vista, escusado será dizer que as personagens são também uma das grandes forças deste livro. Emporia, claro, é uma figura forte e carismática, mas também com um conjunto de vulnerabilidades que a humanizam. Os filhos têm as suas próprias naturezas, sendo também figuras relevantes por direito próprio nesta história. E quanto a Dane... bem, Dane é um enigma, mas também uma figura forte e constante num enredo em constante mutação - o que contribui também para tornar toda a história mais sólida e mais marcante.
Claro que é também necessário falar na componente visual, até porque, num enredo onde abundam as mudanças de cenário e os episódios de acção cheios de lutas e explosões, há muito que não se transmite nos diálogos. E a imagem é, muito resumidamente, fantástica, não só no mundo de vida e cor que dá aos tais momentos de acção, mas também na expressividade das personagens que, curiosamente, se torna particularmente interessante nos momentos de maior emotividade.
Por fim, importa dizer que, apesar de este ser um volume um, ou seja, de haver mais a descobrir no futuro (até porque tudo termina com uma muito intrigante pergunta), a linha central deste primeiro livro tem início, meio e fim, permitindo, ao mesmo tempo, uma conclusão satisfatória para um percurso bastante intenso e um abrir de possibilidades e de potencial para o que se poderá seguir.
Tudo somado, fica a impressão do melhor dos inícios, mas também de uma história inicial que se completa a si mesma. Intenso, cheio de surpresas e com alguns momentos verdadeiramente impressionantes, um primeiro volume memorável para um mundo de vastíssimo potencial. Muito bom.

Título: Imperatriz - Volume Um
Autores: Mark Millar e Stuart Immonen
Origem: Recebido para crítica

segunda-feira, 12 de março de 2018

Caraval (Stephanie Garber)

Scarlett Dragna nunca saiu da ilha onde vive com a irmã sob as ordens de um pai cruel e autoritário, mas sempre sonhou com a magia de Caraval e as histórias que a avó lhe contava sobre o seu enigmático mestre. Por isso, nunca deixou de escrever a Legend, o Mestre de Caraval, na esperança de um dia poder vir a participar no jogo. Os anos passaram, no entanto, e agora Scarlett está prestes a casar-se com um desconhecido escolhido pelo pai. A esperança esmoreceu. Mas é precisamente nesse momento que recebe finalmente os tão ansiados convites e, quando se vê indecisa entre a promessa de segurança do casamento e uma magia que nunca repetirá, é a irmã que acaba por decidir por si. Só que, quando chegam a Caraval, nada acontece segundo o planeado. Legend raptou Tella, a irmã de Scarlett, e a única forma de a resgatar é vencendo o jogo. Porque, afinal, é apenas de um jogo que se trata. Ou será que não?
Uma dos aspectos mais poderosos da magia da leitura é a possibilidade de entrar num ambiente mágico, bastando para isso virar algumas páginas. E é também esta possibilidade uma das forças a dar alma a este livro. Caraval não é só um jogo. Caraval é um mundo à parte, cheio de magia e de potencial - e de enganos e de representações, sim, mas principalmente de uma estranha beleza em que tudo é novo e tudo é fascinante. É a construção de Caraval um dos grandes pontos altos deste livro e a forma como a autora a descreve, traçando com harmonia toda a magia do cenário e explorando-a ao ritmo das descobertas da protagonista, torna tudo simplesmente mágico. Pois é magia a palavra-chave nesta história - e magia não falta ao longo do caminho.
Mas, sendo certo que nem só do cenário vive a história, é daqui que partem as raízes de outra das facetas mais marcantes deste livro: a emoção. É fácil entrar na pele de Scarlett, compreender-lhe os sentimentos, empatizar com as suas circunstâncias. E isto relaciona-se com o cenário na medida em que, da mesma forma como a sua vida antes de Caraval e as experiências mais dramáticas despertam sentimentos fortes, também o seu espanto ante as maravilhas de Caraval e o seu delicado percurso de descobertas e expectativas transpõem facilmente o limiar da página, transmitindo ao leitor todo o impacto dessas mesmas emoções.
E, claro, onde há magia, há surpresas. Muitas surpresas, aliás, pois, se a história começa logo num registo de grande intensidade, há, ao longo do caminho, toda uma sucessão de voltas e reviravoltas que fazem com que tudo - mesmo tudo - seja possível e nada nem ninguém seja exactamente o que se espera. Tudo isto num percurso povoado por várias personagens tão marcantes como enigmáticas e que culmina num final que, deixando em aberto uma intrigante possibilidade futura, cativa por tornar possível o impossível.
Não é apenas um jogo, não. É todo um mundo de magia e de emoção. E, no fim, é esta a marca que fica desta leitura: uma viagem intensa e emotiva, em que há surpresas ao virar de cada esquina e nunca nada é tão simples como parece. Marcante, surpreendente, memorável... muito bom, em suma. 

Título: Caraval
Autora: Stephanie Garber
Origem: Recebido para crítica

Para mais informações sobre o livro Caraval, clique aqui.

domingo, 11 de março de 2018

O Último Adeus (Kate Morton)

O pequeno Theo Edevane desapareceu sem deixar rasto da casa do lago e, apesar de uma cuidada investigação, nunca ninguém conseguiu explicar o que aconteceu. Esse mistério viria a assombrar a família durante décadas, mas a criança nunca foi encontrada. Agora, setenta anos depois, a detective Sadie Sparrow dá por si escondida na Cornualha para lidar com um problema profissional e, durante uma corrida, depara-se com a casa abandonada. Segue-se a curiosidade e com ela os primeiros sinais de um enigma a desvendar. Não sabe porquê - ou talvez tenha algumas suspeitas - mas sente uma estranha atracção por aquele mistério. E, nunca tendo sido de desistir, mesmo perante as piores consequências, Sadie decide começar a investigar por sua conta. As respostas, essas, estão onde menos se espera. E o instinto de Sadie nunca a enganou...
Há algo de particularmente mágico em abrir um novo livro de uma autora favorita. É como se, apesar de a história e as personagens serem novas, houvesse uma sensação de proximidade, uma familiaridade estranhamente reconfortante. E bastam algumas páginas desse livro para essa deliciosa sensação se fazer sentir. A harmonia da escrita, a intensidade do mistério, o equilíbrio delicadamente traçado entre as sombras do passado e as esperanças do presente... tudo isto faz parte do que torna únicos os livros de Kate Morton. E este O Último Adeus não é excepção.
Um dos aspectos mais fascinantes deste livro - como, aliás, de todos os desta autora - é a forma como percorre diversos momentos do tempo para espalhar as suas revelações, despertando ao mesmo tempo novas questões e novos mistérios. O desaparecimento de Theo é, claro, o enigma central deste romance, mas o que marca é, mais que a derradeira resposta, a forma como a autora percorre possibilidades, construindo através delas, um retrato complexo e fascinante das relações entre as várias personagens. A história dos Edevane é vasta e complexa - e cheia de momentos de vulnerabilidade. Anthony, em particular, com a ambiguidade da sua situação delicada, parece acrescentar um fio de tensão particularmente intenso ao enredo, já que as suas possibilidades de culpa, em contraponto à inevitável fragilidade, despertam, desde logo, uma fascinante empatia. E, a cada nova resposta, a cada novo episódio, tudo ganha uma nova perspectiva, tornando toda a narrativa numa sucessão de momentos  e descobertas memoráveis.
A escrita é também ela maravilhosa, não só pela harmonia das palavras, mas principalmente pela forma como reflecte com absoluta precisão os sentimentos e vulnerabilidades das personagens. Tudo é mistério, mas também tudo faz sentido, e é da forma como a história está contada que vem esta fascinante sensação de equilíbrio. Além disso, todo o romance é uma construção delicada, percorrendo diferentes épocas e diferentes dificuldades. A guerra de Anthony e a de Clemmie, os segredos de Alice, o presente de Sadie, que contém também os seus próprios desafios. Tudo converge num equilíbrio perfeito, rumo às necessárias respostas, sim, mas também ao retrato de vidas que são muito mais do que apenas o mistério. 
E assim nasce a magia de uma história que prende desde as primeiras páginas e que, com todos os seus maravilhosos pormenores, não deixa de fascinar e surpreender até ao fim. Enigmática, cheia de mistérios, mas também com um núcleo de personagens fascinantes e uma emotividade simplesmente memorável, fica no coração muito depois de terminada a leitura, e dificilmente de lá sairá. Bastam, por isso, duas palavras simples para descrever este livro: mágico e maravilhoso. 

Título: O Último Adeus
Autora: Kate Morton
Origem: Recebido para crítica