quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dança com o Diabo (Sherrilyn Kenyon)

Zarek. Perigoso, ameaçador e tudo menos sociável. Exilado no Alaska durante novecentos anos, foi, depois dos acontecimentos da sua última missão, condenado à morte por Ártemis. Acheron, contudo, não está disposto a aceitar esse julgamento e convence a deusa a assentir num julgamento pela ninfa Astrid. Mas, se até agora Astrid nunca considerou ninguém inocente, também é verdade que nunca a ninfa enfrentou uma decisão tão difícil como a do destino de Zarek. Poderá haver redenção para alguém para quem toda a vida (e a vida depois da vida) foi amaldiçoada?
Mais um livro dedicado aos Predadores da Noite e, como habitual, Sherrilyn Kenyon não desilude. Com a sua escrita simples e fluída, um sentido de humor delicioso e a capacidade incrível de criar situações verdadeiramente comoventes, Dança com o Diabo é um livro que cativa desde a primeira página e que é impossível largar antes do fim.
Como elementos comuns aos anteriores temos a forte componente de erotismo, bem como a força emocional associada aos seus protagonistas, sempre com um passado atormentado que se entranha nas emoções do leitor. Neste livro, contudo, o passado torna-se ainda mais relevante para o desenvolvimento da história, já que, no seu julgamento de Zarek, a ninfa explora profunda e detalhadamente as marcas que a vida deixou no Predador da Noite. E é isso que mais marca neste livro: quanta dor e quanta escuridão transformaram Zarek no homem temido e excluído que nos foi apresentado já no livro anterior.
Por último, ainda uma nota positiva para a forma como a mitologia é explorada, de forma descontraída, mas sempre muito interessante, bem como para o mistério constante que se prolonga de volume em volume: quem é Acheron? Ou o que é?
Fundamentalmente, Dança com o Diabo é, ao bom estilo a que a autora já nos habituou, um romance leve, divertido e comovente, que transporta o leitor para o estranho mundo onde dor indescritível, paixão incontrolável e um humor delicioso se misturam numa só força. Muito bom.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mário, o teu humor está no armário (Raul de Orofino)

O humor muda tudo. É essa a mensagem fundamental deste livro. No trabalho ou na vida familiar, encarar o stress e os problemas de uma forma bem-humorada, aprendendo a comunicar e a ouvir os outros de forma correcta e cordial, pode ser a solução para muitos problemas de produtividade e de tensões desnecessárias.
Neste livro, Raul de Orofino fala-nos um pouco do seu projecto e da sua carreira, ao longo do qual levou o teatro - e principalmente o humor - até aos locais mais improváveis. Mas, mais que o seu próprio percurso, o que este livro tem de mais interessante é a forma como a sua actividade se reflecte na vida dos outros. Como a forma de aprender a comunicar e, sobretudo, a ouvir mudam por completo ambientes opressivos e amargos.
De uma forma descontraída e sem pretensiosismos, o autor apresenta não só a lição que pretende transmitir, como as experiências que viveu e também o texto teatral que, de uma forma divertidíssima, reflecte uma boa parte dessa mensagem. E, acompanhado de fotografias que permitem imaginar o que será assistir a esse espectáculo, o resultado global é um livro positivo e que, contendo uma grande mensagem, nunca deixa de ser de agradável leitura.
Breve, interessante e capaz de fazer pensar, este é um livro muito bom para quem precisa de ver a vida de uma forma positiva. Afinal, o humor é, de facto, um assunto sério e, na altura certa, pode mudar por completo uma situação.

Novo livro de Penny Vincenzi nas livrarias amanhã

Em O Jogo do Acaso, uma fracção de segundo foi quanto bastou para que o caos se instalasse na congestionada auto-estrada que liga Londres ao País de Gales. Um acidente de viação de grandes proporções gera o pânico, substitui a confiança pelo medo e a impotência toma conta dos presentes.
Jonathan, um obstetra carismático e bem-sucedido; Toby, o noivo com um segredo obscuro a caminho do seu casamento, e o seu leal amigo Barney; Georgia, uma jovem aspirante a actriz, desesperada por chegar a Londres para uma audição importante que poderá lançar a sua carreira; Mary, a viúva que percorre centenas de quilómetros para reencontrar o seu primeiro amor, que não vê há mais de 50 anos; William, o agricultor que presencia o drama que se desenrola no outro lado da encosta; e Emma, a atraente médica do hospital da zona que presta assistência aos sinistrados. De um momento para o outro, ver-se-ão enredados num poderosíssimo jogo de acção-consequência, cujos efeitos mudarão as suas vidas irremediavelmente. Mas será para melhor ou para pior?
Poderá alguém sobreviver à inevitabilidade do acaso?

A Autora
Penny Vincenzi é uma das mais populares e estimadas escritoras britânicas. Foi jornalista, colaborando em publicações como The Daily Mirror, The Times, Vogue e Cosmopolitan, entre outras, antes de iniciar uma carreira literária de sucesso – os seus livros já venderam em todo o mundo mais de quatro milhões de exemplares. O seu primeiro romance, Old Sins, foi publicado em 1989, tendo escrito depois muitos outros, um dos quais, Cruel Abandono, foi já publicado pela Porto Editora.

Novidade Papiro Editora

Título: Sentimentos Perigosos
Autor: Miguel Areias
Preço do Livro: 11 euros

Sinopse da obra:
"O caos e a destruição na senda da redenção. Que forças antagónicas se põem em jogo para consumar o desejo do protagonista de dar sentido à sua existência? Lúcio, mestre negro de um jogo arbitrário, traz a Carlos os meios. O anti-herói encarna todo o desprezo pelos valores que se enraízam na sociedade actual e onde vemos, a cru, uma reflexão sobre um modo de vida que matou a essência do bom selvagem. “Sentimentos perigosos” é uma história onde não há heróis, nem esperança. Apenas a certeza de que amanhã é afinal, um dia igual a hoje."

Biografia do Autor:
Miguel Areias nasceu a 17 de Julho de 1990, em Braga, tendo começado a escrever o seu primeiro livro, “Sentimentos Perigosos”, com apenas 17 anos.
Frequenta o curso de Economia na Faculdade de Economia do Porto e divide o seu tempo entre Porto e Braga.
Neste livro, o Autor surpreende-nos pela força da sua escrita, pelo poder descritivo da linguagem, e, sobretudo, pela sua visão apocalíptica de um futuro cada vez mais incerto e arriscado.
Tem ainda em fase de desenvolvimento o projecto para um novo livro, que será uma prequela de “Sentimentos Perigosos”.

Novidades da colecção BIS

«A FEIRA DOS ASSOMBRADOS»
JOSÉ EDUARDO AGUALUSA

Publicado pela primeira vez em 1992, este livro tem como cenário a velha cidade do Dondo, às margens do Rio Quanza, em Angola, nos últimos dias do século XIX. Tudo começa com a descoberta de um misterioso cadáver no Rio Quanza e a partir daí, o Dondo, lugar inteiramente apartado do mundo, vai mergulhar num estranho pesadelo. Uma alegoria sobre a situação política e social de Angola.

Sobre o autor: José Eduardo Agualusa é natural de Huambo, Angola (1960). Estudou agronomia e silvicultura, em Lisboa. Os seus livros estão traduzidos para uma dezena de idiomas. Entre outros prémios, recebeu, em 2007, o prestigioso Prémio Independent de Ficção Estrangeira, promovido pelo diário britânico The Indepedent, em colaboração com o Conselho das Artes do Reino Unido, pelo livro O Vendedor de Passados, tornando-se o primeiro escritor africano a receber tal distinção. Divide o seu tempo entre Angola, Portugal e Brasil. É membro da União dos Escritores Angolanos.

Ficha Técnica
Género: Novela
Páginas: 144
Formato: 12,5 x 19 cm
PVP: 5,95€

«BALADA DA PRAIA DOS CÃES»
JOSÉ CARDOSO PIRES

A acção situa-se no princípio dos anos 60 e retrata alguns aspectos da sociedade portuguesa em plena época da ditadura salazarista. Relata a investigação de um assassínio. A história começa com o relatório da descoberta de um cadáver enterrado na Praia do Mastro em 3 de Abril de 1960. Mais tarde, a polícia descobre tratar-se do major Luís Dantas Castro, um militar preso por tentativa de rebelião contra o regime vigente e que escapara da prisão.

Sobre o autor: José Cardoso Pires (1925-1998) é considerado um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos. A sua obra foi traduzida em diversas línguas e distinguida com os seguintes prémios: Prémio Internacional União Latina (Roma, 1992); XXV Prémio Internacional Ultimo Novecento (Pisa, 1992); Prémio Pessoa (Lisboa, 1997); Prémio Vida Literária, da APE (Lisboa, 1998); Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa (Lisboa, 1998). De Profundis, Valsa Lenta (1997) recebeu o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus e Prémio de Crítica da Associação Internacional de Críticos Literários.

Ficha Técnica
Género: Romance
Páginas: 256
Formato: 12,5 x 19 cm
PVP: 7,50€

«O PRÍNCIPE DO MAR»
ADOLFO SIMÕES MÜLLER

A vida do Infante D. Henrique e o Descobrimento do Mundo.

“Com os livros de Adolfo Simões Müller, eu aprendi que a nossa vida era aquilo que nós quiséssemos fazer dela. Com O Príncipe do Mar, eu aprendi a ter orgulho do povo a que pertenço – que se meteu à aventura sobre águas desconhecidas, rumo a terras desconhecidas, ouvindo as vozes de então garantir que a linha do horizonte era o fim do mundo, e que para lá do fim do mundo havia só dragões. Mas o Infante D. Henrique sabia que nada disso era verdade, que havia muitas terras para lá daquela linha que a nossa vista alcançava, e descobri-las foi o sonho e o trabalho de toda a sua vida.”
Alice Vieira, in Prefácio
Sobre o autor: Adolfo Simões Müller (1909-1989) nasceu em Lisboa a 18 de Agosto de 1909 e faleceu a 17 de Abril de 1989. Foi escritor e jornalista. Frequentou a Faculdade de Medicina mas abandonou o curso. Adaptou, para um público mais jovem, Os Lusíadas (1980), A Peregrinação (1980), A Morgadinha dos Canaviais (1982) e As Pupilas do Senhor Reitor (1984). Em 1982, recebeu o Grande Prémio da Literatura Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra.

Ficha Técnica
Género: Romance
Páginas: 160
Formato: 12,5 x 19 cm
PVP: 5,95€

«O PRÍNCIPE E O POBRE»
MARK TWAIN

As aventuras de um príncipe e de um rapaz pobre que um dia resolveram trocar de vestes e experimentar viver o dia-a-dia um do outro.

Considerado por Hemingway como o precursor da Literatura Moderna Americana, Mark Twain revela neste romance os traços que mais o caracterizaram: a camaradagem e a amizade.

Sobre o autor: Mark Twain (1835-1910) é o pseudónimo do escritor e humorista norte-americano Samuel Langhorne Clemens.
Alcançou a fama com os seus livros As Aventuras de Tom Sawyer e As Aventuras de Huckleberry Finn, nos quais revive as recordações da sua juventude passada junto do Rio Mississípi.

Ficha Técnica
Género: Romance
Páginas: 240
Formato: 12,5 x 19 cm
PVP: 7,50€

Na Planeta em Junho...

Junho vai ser um mês repleto de novidades no que diz respeito a publicações da editora Planeta.

A 4 de Junho, chega, de Matthew Pearl, autor de O Clube de Dante e A Sombra de Poe, «O Livro Inacabado de Dickens», livro em torno da obra incompleta (The Mistery of Edwin Drood) do grande romancista inglês. Na mesma data, chegam também o romance histórico A Abadia Profanada, de Montserrat Rico Góngora, baseado em factos reais e na demanda do Santo Graal pelo regime liderado por Hitler e A Rosa Escondida, o novo livro de Reyes Monforte (autora de Uma Burca por Amor e Amor Cruel), um romance sobre a dura vida de uma mulher fugida da guerra da Bósnia. E as novidades do início do mês completam-se com A Cidade de Vidro, terceiro volume da série juvenil Caçadores de Sombras, da autoria de Cassandra Clare, e os primeiros títulos da colecção infantil Bat Pat, sobre um morcego que tem medo do escuro, compõem a saída de 4 de Junho.

A 20 de Junho, será editado Contra o Vento, de Ángeles Caso (Prémio Planeta 2009,), A Minha Viagem com Farrah Fawcet (de Alana Stewart), O Sexo Mais no Feminino (de Sylvia de Béjar), Flavia de Luce e o Mistério no Bosque de Gibbert, Desaparecidos, mais uma aposta da Planeta no romance sobrenatural (da autoria de Michael Grant) e três livros sobre o mundo de Patty (Patty - Um Mundo Novo, O Diário da Patty e Patty - Jogos e Actividades).

Safari de Sangue (Deon Meyer)

Lemmer tem um temperamento difícil. Quando a fúria o invade, não consegue controlar o instinto para a violência e, por esse motivo, esteve quatro anos na prisão. Agora, é guarda-costas e, quando Emma le Roux o contrata, está longe de imaginar que as suas funções vão transcender em muito o seu trabalho. Porque Emma procura o irmão, Jacobus, mas há quem não queira que ele seja encontrado...
O grande ponto forte deste livro é, provavelmente, a caracterização do cenário. Situado em plena África do Sul, as descrições do ambiente e da cultura em geral, e em particular do funcionamento dos parques e reservas naturais transmitem a ideia de um lugar invulgar para o decorrer de um thriller. E é talvez por isso que resulta tão bem: a sucessão de intrigas e jogos de poder, o efeito das influências e da fuga às regras num cenário onde até grandes conspirações estão envolvidas torna-se mais fluído e de mais agradável leitura graças às pequenas relações de todos estes assuntos com o mundo natural.
A escrita é bastante acessível e a forma como a história se desenrola é, de modo geral, viciante. Existem apenas alguns momentos, principalmente no que se prende às revelações do passado, que parecem, por vezes, quebrar o ritmo da leitura, tornando-a um pouco mais densa. Não é, ainda assim, algo que, no balanço geral, seja particularmente prejudicial à leitura.
Safari de Sangue é, em suma, um livro intrigante e envolvente, que prima particularmente pelo seu cenário invulgar e pela caracterização dos protagonistas, humanos e imperfeitos, mas bastante interessantes nos seus dilemas interiores. Para os apreciadores deste género, julgo que este livro não irá desiludir.