segunda-feira, 29 de junho de 2009

Histórias Cor-de-Rosa (Ramalho Ortigão)

Para quem aprecia os momentos mais descritivos da obra de Eça de Queirós, este livro do seu contemporâneo poderá ser uma leitura interessante. Devo já dizer, contudo, que este conjunto de contos foi para mim uma leitura cansativa e nada cativante.
A escrita de Ramalho Ortigão é cuidadíssima e incontestavelmente fiel ao espírito da época. Os excessos descritivos, contudo, levados ao ponto de referir as mais ínfimas características dos mais pequenos objectos, bem como a extenuante divagação pelos aspectos de paisagens e lugares, tornam cada página uma leitura densa, em que os pequenos momentos narrativos parecem desaparecer sob a imensidade da massa descritiva.
Não está, de forma alguma, em causa a qualidade da obra, toda ela escrita de forma magistral. Ainda assim, hesitaria em recomendar este livro a quem não aprecie uma leitura mais pesada e exigente em termos de paciência e reflexão.

1 comentário:

  1. Nasceu!
    Nascem a todo o instante
    Os sentires vindos da alma
    Tatuados a cada semblante

    Um beijo na tua procura
    Um abraço fica suspenso
    Um sorriso desponta da tristeza
    Um olhar prende o momento


    Boa semana


    Doce beijo

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