terça-feira, 2 de novembro de 2010

Novidade Porto Editora (11 de Novembro)

Ben é um médico cirurgião e Ashley é uma atraente e simpática jornalista que está a poucos dias do casamento. Conhecem-se na sala de embarque de um aeroporto, enquanto esperam pelo voo, atrasado devido ao mau tempo. Quando a viagem é cancelada, Ben aluga um avião particular para poderem regressar a casa.
Durante a viagem o impensável acontece: o avião cai numa zona isolada e gelada no meio do nada.
Ben e Ashley sobrevivem ao acidente. Sozinhos e feridos, têm de lutar contra as adversidades e as temperaturas negativas daquele lugar inóspito.
A luta pela sobrevivência vai despertar neles os sentimentos mais sinceros e levá-los a questionar o rumo das suas vidas até então. Será que conseguem sobreviver? E se conseguirem, até que ponto esta experiência mudará os seus destinos?

Charles Martin licenciou-se em Inglês pela Florida State University, é mestre em Jornalismo e doutorado em Comunicação pela Regent University. Foi professor adjunto do Departamento de Inglês na Hampton University durante um ano e em 1999 deixou uma carreira de empresário para se dedicar à escrita.
O autor vive com a mulher, Christy, e os seus três filhos, Charlie, John T. e Rives, junto ao St. John’s River, em Jacksonville, no estado da Florida, EUA.

Convite

Convite

Novidades Papiro para Novembro

Livro de poesia livre, de temática diversificada – fala-nos, no fundo, da vida –, que versa sobre o quotidiano, assumindo, por vezes, a crítica social mordaz.












O pai dela é um coiote mas ela nunca tinha visto coiotes comportarem-se assim. A sua própria origem é-lhe desconhecida, pois não é completamente humana mas também não é animal. Sabe o som da palavra, conhece o fogo. E nenhum outro animal se parece com ela; caminha, alimenta-se ou pensa como ela.
Apenas uma outra criatura improvável abre portas à (sua) descoberta — um lobo com traços de homem e que esconde um mágico segredo.
Juntos seguem pelo caminho vermelho na floresta em busca das respostas e da resolução dos mistérios. O que encontram traz de volta velhas memórias e revelações. É uma história de procura de personagens perdidas num limbo entre um corpo e uma
mente que parecem estar errados, e que se vêem obrigadas a viver uma intimidade forçada, a substituir as palavras por gestos e olhares.

Neste romance a autora narra a história duma mulher, realizada profissionalmente, que encontra o grande amor da sua vida e que, depois de conseguir superar os obstáculos que lhe aparecem, consegue ficar com ele. É, portanto, uma história feliz duma mulher feliz cuja vida nem sempre é um mar de rosas, pois há problemas a resolver, obstáculos a ultrapassar, desgostos a superar, apenas amenizados porque tem a seu lado um grande amor.

“Sê livre e faz da consciência a tua coroa,
Pois em cada esquina serás ensinado
Para assumires a difícil proa
Do novo mundo que está a ser criado.

Então, quando completares o teu ser,
Sei que duvidarás da simplicidade,
Mas logo aceitarás esse novo querer
Que te puxará para a verdade.

Afinal, foi na casa da vida
Que eu aprendi a ser quem era,
E lembro-me que a breve despedida
Mais não foi do que uma longa espera.”

“Numa catarse, no limiar da loucura, quando a fronteira entre o real e a ilusão parecia irremediavelmente perdida, eis que se dá a revelação de si a si mesmo. As respostas, que tanto buscara, oferecem-se, iluminadas, enquanto se dá a renovação do espírito em comunhão com a carne.” (Do prefácio)

São aves migratórias, os professores de quem falo. Seres errantes que vagueiam de escola em escola. São de lugar nenhum. Tudo é breve: rostos, paisagens, afectos. E a vida abrevia-se num longo voo de silêncio e solidão. Contextos pedagógicos e rupturas psíquicas são os pilares deste livro que, partindo de uma experiência pessoal, questiona a escola dos nossos dias. Precariedade, mobilidade e desenraizamento, indisciplina, bullying e humilhação desenham o «fio da navalha» que precipita a depressão.

Após dois anos a esconder um amor incondicional por Marta, Sam pensa revelar à melhor amiga aquilo que sente, mas as dúvidas começam a surgir-lhe à medida que entra em algo novo na sua vida. Ao longo de toda a história, esse amor mostra-se mais forte, mas algo irá acontecer.
É num registo fluido e em mensagem ficcionada que Isaac Barradas escreve para aqueles que mais o compreenderão: trata-se de um livro de e para adolescentes, em jeito de homenagem a uma das fases mais intensas da vida, esse futuro pretérito imperfeito que jamais será esquecido.

Do avesso. É desta forma que a autora se apresenta neste conjunto de textos compostos, de forma dispersa e aleatória, pelo tempo. Partindo «de dentro», escreve impressões e sentimentos íntimos que, página a página, lentamente, caminham «para fora», em direcção ao mundano, levantando e respondendo a questões prementes do nosso quotidiano.

Prefácio de Helena Vieira, cantora lírica

Ilustração de Armando Gama, músico

É do senso comum que o futebol é um fenómeno universal. No entanto, não passava pela cabeça de ninguém, muito menos na do Pedro a viver no norte de Portugal, que uma viagem com a mãe e um jogo de futebol seriam as razões decisivas para que grandes amizades se fizessem naquelas férias de Verão em África.
Foi a sentir o ar quente e húmido e a deambular pelas ruas adornadas pelas famosas acácias rubras e rosas de porcelana, que os amigos descobriram o Palácio Cinzento numa das praças de Benguela, um edifício imponente e misterioso, devidamente guardado, mas com muito para descobrir.
Trata-se de uma incrível peripécia, que se destaca pela fantasia e imaginação e para a qual contribuíram: a curiosidade do Pedro recentemente chegado de Portugal, a força de Palanca e a cultura de Ginga dois irmãos Caluandas e a perspicácia e sabedoria tradicional de Nuni Kulunga oriundo da província do Cunene.

Novidade Porto Editora

A caminhada destes trinta e cinco anos, desde os primeiros tiros ao dia em que senti o seu fim, a caminhada pelas fugas, pelas matas, as mortes, o desespero, o amor de meninos que sonhavam enquanto corriam, a força de um pai que disfarça a verdade buscando justificações, enquanto um filho o questiona sobre o que se passa e este lhe responde dizendo: "São relâmpagos, filho".
Viagem interior e de esperança, a reflexão pelo tempo, pelas paisagens, pela longa luta, o sangue, a fome, as perdas, a vitória.
Este livro assinala os trinta e cinco anos da independência de um povo, recuando nas memórias e correndo para um futuro que surge todos os dias na planície vermelha de um país. Angola.


Vítor Burity da Silva nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 28 de Dezembro de 1961. Estudou Jornalismo em Lisboa, vive entre o Porto e Luanda.
É autor do livro Rua dos anjos, do qual se extraiu parte do texto para manuais escolares angolanos (a obra também é estudada no ensino superior cabo-verdiano), e de Este Lago Não Existe.
Participou em várias colectâneas de prosa poética: Poiesis, (2007), Intemporal, (2008), A Arte pela Escrita, (2008).
Publicou em jornais e revistas, tendo obtido vários prémios e menções honrosas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Do Fundo do Coração (Mary Higgins Clark)

Anos depois da morte da sua amiga, a talentosa actriz Natalie Raines é assassinada e a única grande prova contra o principal suspeito é o testemunho de um criminoso reincidente que, alegadamente, terá sido contratado para cometer o crime. Para Emily Wallace, este caso é um desafio e ela está determinada a condenar o culpado. Mas há também um estranho que ameaça a sua vida e nada é o que parece na investigação do crime que tem em mãos.
Se há algo em que esta autora nunca falha na sua forma de narrar os mais improváveis mistérios é na criação de uma força compulsiva. Capítulos pequenos, uma escrita acessível e situações bastante misteriosas ao longo de todo o enredo mantêm constante a vontade de ler um pouco mais, bem como a curiosidade em saber como se encerrará o mistério em volta das várias linhas de acontecimentos que, ainda que inicialmente não o deixem adivinhar, têm muitos elos em comum.
Falta algum desenvolvimento, nalguns momentos. Principalmente na fase inicial do enredo, a sensação que fica é que as coisas se resumem aos acontecimentos principais, deixando por contextualizar alguns elementos que, mais profundamente explorados, tornariam mais satisfatória uma leitura que é, por si só, bastante interessante. Personagens como Emily, com o seu passado atribulado, ou Gregg Aldrich, na intensidade por vezes dolorosa da sua relação com Natalie, criam, desde cedo, uma certa empatia no leitor, que poderia ser ainda mais intensa se as situações marcantes do passado fossem desenvolvidas com um pouco mais de detalhe.
A fase final, por seu lado, é bastante surpreendente, principalmente na forma como a história de Emily acaba por se entrelaçar, numa simetria curiosa, com a de Natalie. A revelação, ainda assim, é toda ela muito rápida, sendo que muitos dos mistérios são fechados nas últimas páginas, de uma forma talvez um pouco apressada. Isto resulta numa sensação final de que, ainda que a leitura tenha sido bastante envolvente e, nesse aspecto satisfatória, haveria algo mais para dizer.
Interessante, envolvente e de uma escrita bastante viciante, Do Fundo do Coração é, apesar de algumas fragilidades, uma leitura agradável. Um pouco mais de desenvolvimento e caracterização de personagens teriam, talvez, aumentado o impacto da leitura, mas, ainda assim, a história é, na generalidade, bastante intrigante. Gostei.

Vencedores do passatempo Perfeitos

Terminado mais um passatempo, é altura, como habitual, de anunciar os resultados. Muito obrigado aos 176 participantes.

E os vencedores são...

110. Sílvia Afonso (Riachos)
134. Maria Raposo (Lisboa)

Parabéns e boas leituras!