terça-feira, 12 de abril de 2011

Aventuras de Sherlock Holmes I (Sir Arthur Conan Doyle)

Há sempre algo de interessante a descobrir nos contos dedicados ao peculiar e intrigante Sherlock Holmes, tão invulgar que tem uma profissão de que é o único elemento. Este livro reúne três dos seus muitos casos.
Em Um Escândalo na Boémia, uma figura de grande relevância social procura Holmes devido à necessidade de recuperar uma fotografia comprometedora. A dona dessa fotografia, contudo, revela-se detentora de um intelecto à altura do do detective. Um conto agradável, envolvente e com uma história intrigante que, ao mesmo tempo que explora as capacidades dedutivas de Sherlock Holmes, revela também algo da sua falibilidade.
Segue-se O Mistério do Vale Boscombe. Aqui, o ponto central reside numa morte violenta, que, apesar de aparentar uma solução óbvia, acaba por se revelar, ante as invulgares deduções de Holmes, como uma situação de explicação menos provável. Mais uma história interessante onde, mais que o próprio caso, são as resoluções do detective perante o culpado o maior ponto de impacto.
O terceiro e último conto deste pequeno livro é O Carbúnculo Azul, a história de como uma pedra preciosa desaparecida é descoberta no papo de um ganso e de como um inocente exercício de dedução se torna numa investigação séria. Mais uma vez, envolvente e com alguns momentos divertidos, ainda que previsível em certos pontos, trata-se, apesar disso, de uma história agradável e um pouco reveladora do carácter do seu estranho protagonista.
Intrigantes e cativantes, apesar da sua relativa brevidade, estas três histórias cativam principalmente pela forma como o raciocínio de Holmes transforma algo de inexplicável numa situação estranhamente simples. Mas é também o que, pouco a pouco, vai sendo revelado sobre a estranha personalidade do protagonista de tantos casos que deixa a inevitável curiosidade de saber mais.

Novidade Ideias de Ler

Ser mulher, hoje em dia, é um desafio constante; significa que se deve ser boa companheira, profissional competente, amiga cuidadosa e, na maior parte dos casos, boa mãe. Depois, é ainda suposto que se seja bem informada, culta e, claro, elegante, bem vestida e com sentido de humor.
Corresponder a todas estas expetativas é, no mínimo, desgastante. Ajudar a articular da melhor maneira todas as exigências do nosso dia a dia, adoptando pequenas estratégias que podem realmente fazer a diferença na forma como gerimos o nosso tempo, é o objectivo deste Gestão de tempo para mulheres (muito) ocupadas.
Se não pode controlar o tempo, pode, pelo menos, controlar a forma como o gere: gerir o tempo é, antes de mais, gerir a vida.

Maria José da Silveira Núncio é Doutorada em Sociologia e professora universitária.
No âmbito da sua atividade profissional é autora de trabalhos académicos e pedagógicos.
Nasceu em 1969, é casada e tem dois filhos.

Novidade Planeta

Quando o ser pequenino entrou no café para beber um leite com chocolate não sonhava que ia fazer um grande amigo! A história de uma palhinha de refresco e de um ser pequenino que começam por querer limpar o bairro de problemas e acabam a tentar salvar o mundo. Será que o conseguem?
Com uma linguagem gráfica simultaneamente simples e imaginativa, esta é uma história que nos responsabiliza pelo nosso mundo, mas não em demasia! Contribuir à medida das nossas possibilidades, mas gozar os pequenos prazeres da vida. E há lá maior prazer do que ir ao cinema e beber um leite com chocolate com um amigo pequenino?

Alexandre Honrado é um autor de referência da literatura infanto-juvenil em Portugal, com vasta obra publicada e traduzida.
Sara Osório é uma jovem ilustradora com um enorme potencial inventivo, com diversos projectos já reconhecidos.

O Regresso dos Deuses - Rebelião -- Novo livro de Pedro Ventura pela Presença a 19 de Abril

Após um longo sono de várias décadas, Calédra, a bela guerreira aurabrana, desperta subitamente para uma realidade que lhe é estranha, um tempo que não é o seu. Antiga rainha dos aurabranos, Calédra está destinada a protagonizar uma missão quase impossível – salvar o mundo e os humanos da crescente ameaça do domínio Holkan.
Ao longo desta saga extraordinária, são muitos os aliados que Calédra vai encontrando, e muitas as vezes em que enfrenta inimigos terríveis e se vê às portas da morte. Mas o seu espírito inquebrantável promete dar luta aos seus inimigos e cativar-nos desde logo, levando-nos a ler com insaciável voracidade as páginas deste épico vibrante.

Pedro Ventura é formado em estudos Portuguesas e Ingleses pela Universidade Católica. É autor de romances e crónicas épicas. O Regresso dos Deuses – Rebelião marca a sua estreia sob a chancela da Presença e promete causar furor entre os fãs da literatura fantástica nacional. Pedro Ventura participou em diversos eventos e antologias.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Casa dos Amores Impossíveis (Cristina López Barrio)

Diziam que as mulheres Laguna estavam amaldiçoadas, condenadas a apaixonar-se e a sofrer por essas paixões, concebendo outras mulheres para perpetuar o seu legado de desamor. E, contudo, ao cruzar-se com o caçador andaluz, Clara Laguna não pôde impedir o amor de nascer no seu coração. Tal como quando, grávida e abandonada, não pôde silenciar a ânsia de vingança que passaria a ditar os seus actos. Nasceria assim a Casa Vermelha, o seu bordel, como exercício de vingança pessoal. E quando, por sua vez, a sua filha Manuela se encontra grávida e sozinha, é ainda o ódio a mover os seus actos na ânsia de recuperar a decência do seu nome a todo o custo. E, talvez, de quebrar a maldição.
É fascinante a forma como, ao longo deste livro, a autora entrelaça elos de inocência, amor, vingança e abandono, com uma precisão tal que cada acção é quase visível e cada sentimento quase palpável. Os elementos mágicos, principalmente no que às flores diz respeito, são discretos, mas de uma ternura tocante. As ligações de amor e de devoção marcam pela inocência e pela beleza quase pura de cada momento. E os momentos sombrios, os actos de vingança, as mortes inevitáveis, são intensos, obscuros e perturbadores, cada um na sua forma muito particular. E a autora liga todas estas emoções aparentemente contraditórias (mas que formam parte de um todo maior) de uma forma envolvente, comovente, por vezes, e, nalguns momentos, realmente divertida.
É uma história longa, percorrendo várias gerações. E cada novo elemento dessa tal família maldita reflecte uma personalidade que marca de diferentes formas, deixando diferentes impressões no leitor, ao mesmo tempo que os diferentes temperamentos em colisão condicionam também as diversas relações entre personagens. Haveria, seguramente, mais a dizer sobre cada um deles, já que ambos têm uma natureza complexa e uma história marcante, por si só. Mas é nas relações de amor e ódio (com todas as possibilidades intermédias) que a grande força desta história se manifesta. Basta pensar no turbilhão de situações e sentimentos (bem como nas mudanças por estes provocadas) que marcam a história de Olvido, e através dos quais esta marca os que com ela contactam.
Há algo de muito próprio no estilo de escrita da autora, e nas imagens que esta evoca. Momentos mágicos florescem por entre os traços de uma vida quotidiana com uma naturalidade impressionante, possível apenas graças à precisão com que a autora constrói cenários, figuras humanas e até mesmo linhas de pensamento. Toda esta beleza, poética sem se tornar ambígua, dá força a uma história, por si só, muito interessante.
Uma história de amores e desamores, plantada num cenário entre a magia e a realidade, e onde momentos de uma inocência quase idílica se cruzam com situações de dor e profunda perda. Uma leitura para sonhar, nalguns momentos... mas sempre com a realidade por perto.

Novidade Sextante

"Mais dois passos dados por todos e ficámos a uma distância de oito metros. A luz era já mais intensa e sentimos os primeiros movimentos, alguém que se levantava. Do chão surgiram os primeiros sons. Começavam lentamente a despertar. O primeiro guerrilheiro em pé foi o sinal para que todos iniciássemos o ataque. E todos entendemos esse sinal. Foi uma corrida tão rápida, tão eficaz, que não precisámos de dar um único tiro, apenas se escutou naquela mata o grito dos Fuzileiros: «Vamos a eles, vamos a eles! Apanha à mão! Apanha à mão!...»"

António Vasconcelos Raposo nasceu em Ponta Delgada, São Miguel, Açores, e é licenciado em Educação Física e Desporto com Mestrado em Treino de Alto Rendimento em Natação. Toma contacto com os Fuzileiros aos dezasseis anos, por altura da passagem do DFE 8 do Comandante Pereira Bastos por São Miguel em viagem de instrução. Em Fevereiro de 1972 ingressa na Marinha, e em Maio do mesmo ano inicia o curso para Fuzileiro Especial realizado na Escola de Fuzileiros em Vale de Zebro.
Esteve na guerra em Angola como quarto oficial do Destacamento de Fuzileiros Especiais N.o 2 (DFE 2).
É autor de vários livros na área da Metodologia do Treino Desportivo editados em Portugal e em Espanha. É colaborador na coluna de opinião do jornal A Bola.

Novidade Planeta

Ao ouvir falar de filosofia, muitas pessoas assustam-se, e algumas começam logo a tremer: a filosofia? O que é isso? De certeza que não é para mim! Estão errados, porque as perguntas básicas da filosofia todos as fizemos alguma vez: tratam da morte, da verdade, da justiça, da natureza, do tempo… Fazer filosofia não é senão reflectir sobre a nossa humanidade.
Mas… quem foram os grandes filósofos? Pessoas como nós, inquietas ao longo dos séculos pelas mesmas coisas que nos incomodam agora.
A sua história é um relato de aventuras racionais, de genialidade e inteligência, onde não faltam perseguições, calabouços, martírios e também descobertas surpreendentes.
Este livro pretende apenas contar com simplicidade e não com pedantismo, para que, quem leia, desfrute sem medo nem pavor da sua emoção intelectual… e possa continuar a pensar por si próprio.