sábado, 28 de janeiro de 2012

A Oriente do Silêncio (Rui Rocha)

Evocando, tanto em forma como a nível de temáticas, a poesia oriental, este pequeno livro apresenta, num tom de tranquilidade e de alguma nostalgia, um conjunto de poemas curtos, mas equilibrados, com momentos aparentemente mais descritivos, mas, ainda assim, com uma profundidade de sentimentos bastante pessoal. A evocação de cenários, tal como são captados através dos sentidos, complementa a expressão dos estados de espírito do sujeito poético e o resultado é uma poesia que, independentemente da sua brevidade, facilmente cativa e fica na memória.
Há algo de mistério a surgir na brevidade das composições, como se estas reflectissem um breve momento, um instantâneo para uma vida mais longa e mais complexa. Ainda assim, desta percepção do momento presente resulta uma expressão de serenidade. O sentimento é forte na expressão da vida como uma sucessão de momentos e, entre a beleza das palavras e dos cenários brevemente apresentados, há um toque de proximidade a insinuar-se entre o leitor e o sujeito poético.
Nada se perde, portanto, na brevidade da poesia deste autor. Todo o sentimento está lá e a expressão deste sentimento é belíssima no que reflecte, tanto a nível do que os sentidos captam como no que o coração sente. Fascinante, em suma.

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