terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A Sombra dos Lugares (Luís Felício)

Breve, mas de uma profundidade fascinante. Assim é este pequeno conjunto de poemas que, num olhar aos lugares do passado e à sombra dos eventos que carregam, reflecte, ao mesmo tempo, emoções pessoais e uma perspectiva global sobre os horrores de tempos ainda não muito distantes. A referência a Auschwitz é recorrente, e o mesmo acontece com as imagens sombrias de morte e de sangue. Ainda assim, há um equilíbrio entre a distância necessária para analisar os factos e a proximidade que permite sentir o seu impacto. O resultado é bastante impressionante.
A primeira impressão que fica desta leitura é a de uma poesia com um estilo muito próprio. Rebuscada, por vezes, na linguagem, com uma estrutura algo invulgar e poemas mais extensos e complexos a contrastar com outros de inesperada simplicidade, a globalidade deste livro evoca sentimentos e percepções tão diferentes como os temas e ambientes sobre os quais se debruça. Há mais que um lugar a considerar nestes poemas, ainda que seja a sombra dos horrores a mais presente. E, por isso, os sentimentos que transmite tanto podem ser de pesar como de amor, e o mesmo acontece com a percepção das imagens evocadas. Os contrastes são fortes.
Outro aspecto que contribui para o fascínio do conjunto é a evidente ligação entre os vários poemas. Há elos comuns entre os poemas que constituem cada uma das partes do livro e também entre as quatro partes, o que transmite uma sólida sensação de unidade. Mesmo quando a distância a nível de temas e sentimentos parece ser mais óbvia, há uma ligação, mais ou menos discreta, seja por um verso que se aproxima de outros já lidos, seja pela evocação de impressões comuns. Tudo isto cria uma interessante dualidade nas percepções da leitura, já que cada poema é completo e independente por si só, mas é também possível apreciar a totalidade do livro como um único poema maior.
A impressão que fica deste livro é, por tudo isto, a melhor, já que, ainda que haja alguns poemas - particularmente entre os mais complexos e sombrios - que se destacam como de maior impacto, a ligação entre todos os elementos do livro é tão bem conseguida que acaba por ser o todo que fica na memória. E é também essa ligação que torna estes poemas tão marcantes.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Corsário do Rei (Raymond E. Feist)

Nicholas, filho mais novo do Príncipe Arutha, sempre foi um rapaz demasiado prudente. Agora, o seu pai teme que essa característica seja prejudicial a alguém com o estatuto de Príncipe do Reino, pelo que envia Nicky para Crydee, onde deverá servir como escudeiro do Duque. O objectivo é fazer com que Nicky se torne um pouco mais forte e amadureça, mas Arutha está longe de imaginar - mesmo tendo em conta os avisos do estranho Nakor - os perigos e aventuras que esperam o seu filho mais novo. É que a viagem de Nicky irá levá-lo bem mais longe que Crydee, já que um ataque à vila denunciará novos - ou então já conhecidos - inimigos e será necessário agir para salvar os que foram capturados. E defender, também, o futuro do Reino.
Decorrendo alguns anos depois da aventura de Borric e Erland, este livro apresenta-nos um Nicholas bastante diferente do de O Príncipe Herdeiro. Com toda a sua prudência e as inseguranças resultantes do seu defeito no pé, Nicky é, ainda assim, bastante mais sereno e decidido que no passado. E, se as diferenças são já evidentes desde o início, as muitas dificuldades do seu percurso põem em evidência as suas melhores características, bem como a evolução da sua personalidade. O Nicholas do início do livro tem, apesar de tudo, um pouco do rapaz assustado que foi, mas o que regressa é um homem consciente e um líder sensato. Esse crescimento  e a forma como se reflecte no contexto global do enredo é, sem dúvida, a parte mais cativante deste livro.
Mas nem só de Nicky vive esta história e também das restantes personagens há muito de bom a descobrir, sendo de destacar as particularidades e traços especiais dos seus companheiros de viagem e a forma como compensam as fragilidades de Nicholas para dar forma a uma equipa coesa e capaz. Novas personagens aliam-se a figuras já conhecidas que é sempre bom rever e esta conjugação entre a familiaridade e os elementos novos torna a ligação entre as personagens mais forte e mais empática, quer a situação diga respeito ao grande problema que têm em mãos, quer se limite, simplesmente, às vidas pessoais de uma ou várias personagens.
É, portanto, o desenvolvimento das personagens que se destaca. Mas há outros aspectos fortes a referir. Também o enredo tem muito de interessante. A história é contada no habitual ritmo pausado, resultante da abundância de pormenores descritos, mas não há grandes momentos parados. Além disso, ao evoluir de uma jornada essencialmente pessoal, destinada ao crescimento de Nicky, para uma longa e perigosa aventura que implica não só a salvação dos prisioneiros, mas o confronto com um inimigo já conhecida, a história cresce em intensidade, abrindo espaço para vários momentos intensos, que contrastam com a leveza de algumas situações mais divertidas e que  cativam tanto pela relação com acontecimentos de outros livros como pelo seu próprio rumo individual.
Trata-se, assim, de um livro que, tal como os outros do autor, cativa principalmente pelas características das personagens, mas que apresenta também uma boa história, com as medidas certas de tensão e humor. Um livro que não desilude, portanto. Muito bom.

Novidade Matéria-Prima


De todas as figuras que gravitaram à volta de Hitler durante a sua ascensão ao poder, na década de 1920, Ernst Hanfstaengl ou Putzi, como era conhecido entre os seus amigos – desempenhou um papel especial.
Amigo de Radolph Churchill, das irmãs Mitford e do futuro Presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt, Hanfstaengl foi chefe de cerimónias, chefe do gabinete de imprensa estrangeira e pianista privado
de Hitler. No entanto, mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, teve um papel determinante no projecto ultra-secreto de Roosevelt de desinformação e propaganda negra contra os nazis.
Repleto de revelações acerca da vida pessoal e política de Hitler e com descrições pormenorizadas da guerra psicológica montada pelos EUA, O Confidente de Hitler narra a bizarra história de um homem dilacerado por lealdades opostas.
Recorrendo a novos documentos entretanto desclassificados, a entrevistas com membros da família Hanfstaengl e a escritos originais do próprio Putzi, Peter Conradi relata-nos, com a cadência de um romance, a extraordinária vida de um homem, mas sobretudo, de uma ligação que permite conhecer melhor um período determinante da História do século XX.

Peter Conradi é um escritor e jornalista do The Sunday Times.
É autor de O Confidente de Hitler e co-autor de O Discurso do Rei, livro que foi adaptado ao cinema com grande sucesso. Vive em Londres.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Regresso de Sherlock Holmes III (Sir Arthur Conan Doyle)

Ainda na senda das aventuras de Sherlock Holmes, seguem-se, neste pequeno livro, três novos casos, todos eles intrigantes e com algo de invulgar. As características essenciais continuam a ser as mesmas, com o habitual ritmo pausado e algumas longas explicações que surgem ao longo do texto a contrastar com pontuais momentos de grande intensidade e as discretas, mas sempre interessantes, revelações sobre a personalidade e o modo de agir do grande detective. São, pois, mais três boas histórias, ainda que não estejam entre as mais surpreendentes.
Em Charles Augustus Milverton, uma visita claramente desagradável serve de introdução a um protagonista de carácter e acções desprezíveis, mas que parece ser impossível de deter. O início é intrigante, com a clara repulsa que Sherlock sente pelo seu visitante a despertar curiosidade pela figura, mas o enredo evolui entre longos momentos descritivos e outros que parecem um pouco apressados. Uma história interessante, ainda assim, mesmo se a resolução é relativamente fácil de prever.
O Alteta Desaparecido conta como um jogador em falta leva o líder da sua equipa a consultar Sherlock Holmes na busca pelo seu paradeiro. Cativante, apesar de um início um pouco confuso, apresenta também um caso interessante, em que, contrariamente ao habitual, o que parece ser uma situação complexa acaba por se revelar, afinal, como algo muito simples.
Por último, A Granja da Abadia apresenta o que parece ser um assalto que resultou em morte. Neste conto, destaca-se, desde logo, o curioso detalhe inicial relativo à opinião que Sherlock tem dos escritos do seu biógrafo. Quanto ao caso propriamente dito, apresenta também um mistério intrigante, apesar do tom algo distante em que são expostos os factos essenciais do mistério. Pausado, mas de leitura agradável, cativa também pelo bom final.
Não são os casos de maior impacto, nem os contos que mais ficam na memória, os dos três contos deste livro. São, ainda assim, três histórias cativantes, com alguns momentos surpreendentes e com um protagonista que, a cada novo detalhe revelado, se torna sempre um pouco mais fascinante. E isso basta para que valha a pena ler este pequeno livro. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Predestinado (Philippa Gregory)

Acusado de heresia e conduzido ante o homem que o deverá julgar, Luca Vero vê-se perante uma inesperada possibilidade de salvação. A sua inteligência e o mesmo interesse pelos números que o colocaram naquela situação delicada agradam ao mestre, que o escolhe para ser um dos seus inquiridores, viajando pelas estradas dos mundos para inquirir e julgar e traçar um mapa dos medos do mundo, agora que o fim dos tempos se aproxima. Luca é jovem e inexperiente, mas mais capaz do que ele próprio se julga, e a sua primeira inquirição irá revelar isso mesmo. Enviado a uma abadia onde, desde a chegada da nova abadessa, as freiras parecem estar a enlouquecer, Luca encontrará provas mais que suficientes para incriminar a jovem Isolde, aí colocada pelo irmão por suposta vontade do pai, mas também uma suspeita. E, quando muitos parecem demasiado ansiosos por acusar e executar a jovem abadessa, começa a surgir a suspeita de que o culpado não seja assim tão óbvio.
Destinado a um público mais jovem e, portanto, com um desenvolvimento bastante mais simples do enredo e das personagens, este livro é bastante diferente dos outros romances de Philippa Gregory. Desde logo, por praticamente todas as suas personagens serem fictícias. Não há uma figura histórica real no centro da narrativa, mas antes um conjunto de personagens, jovens e com origens bastante diferentes, cujos caminhos se cruzam ao longo de uma história intensa e atribulada. Além disso, o contexto histórico é apresentado de forma bastante mais gradual, sendo acção e mistério o centro da narrativa.
No que respeita ao enredo, a situação delicada de que parte a história dos dois protagonistas contribui para despertar curiosidade - e alguma empatia - praticamente de imediato. Tanto Luca como Isolde se encontram num ponto de mudança - e a situação inicial de Luca é particularmente marcante - que irá determinar o rumo das suas vidas e, diferentes como são as suas escolhas (se existe, de facto, alguma escolha), esse início complicado permite conhecer, desde logo, alguns dos melhores traços da personalidade dos protagonistas.
É inevitável alguma estranheza, pelo menos no início, ao constatar a posição que tanto Luca como Isolde ocupam, tendo em conta a sua idade. Esta situação é, contudo, justificada e a juventude dos protagonistas explica também alguns dos seus momentos de maior inocência (e os consequentes erros), realçando o impacto de outras acções inesperadamente sábias. Isto permite, também, acompanhar o seu crescimento e ver a evolução do seu pensamento, sendo este aspecto particularmente relevante tendo em conta que ambos prestaram votos religiosos e - segundo uma personagem relevante - pesar por si próprio não é permitido a quem o faz.
Intenso e envolvente, com um bom ritmo de acção e personagens empáticas, Predestinado abre da melhor forma uma série que, mais simples e directa que os outros livros da autora, apresenta, ainda assim, muitas das melhores características desses livros. Ficam, é claro, bastantes perguntas sem resposta. E, também por isso, muita curiosidade em ler o próximo volume desta série de início muito promissor.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Wishlist


Wishlist. Todos - ou quase - temos uma. E, com o passar do tempo e a descoberta de novos livros, é um facto natural que a wishlist vai crescendo, crescendo até ser difícil ver-lhe o fim. Mas gostos e preferências também evoluem e, às vezes, livros que pareceram interessantes a uma primeira impressão, acabam por ficar esquecidos na vastidão da lista, enquanto que outros permanecem como mais desejados, prioritários. Com as suas razões, naturalmente.
Mas e se... Se fosse preciso escolher, de entre a imensa wishlist, os tais livros mais desejados? E explicar porquê? A tarefa não se afigura fácil, mas vale a pena tentar. Por isso, aqui ficam os meus.

1. Bridge of Dreams (Anne Bishop)

Para quem me conhece, quase não são precisas explicações para este livro estar aqui. Anne Bishop é a minha autora preferida, por isso, cada novo lançamento sobe imediatamente ao topo da wishlist. Além disso, li recentemente o The Voice, que introduz um lugar muito interessante de Ephemera e que, ao que parece, será mais desenvolvido neste livro. As expectativas são altas, portanto, e as razões para querer este livro não podiam ser melhores. 

2. A Rapariga que Roubava Livros (Markus Zusak)

Já ouvi dizer tanto e tão bem sobre este livro que a curiosidade é mais que muita em ler essa história que parece ser tão marcante. O tema promete uma leitura impressionante, é certo. E consta que o narrador é a Morte, o que torna as coisas ainda mais interessantes... Também aqui as expectativas são altas.

3. Dreamsongs (George R.R. Martin) 

Ok, são dois. Dois livros e muitas histórias, escritas pelo autor das Crónicas de Gelo e Fogo. É preciso dizer mais?

4. A Noite de Todas as Almas (Deborah Harkness)

Neste caso, foi essencialmente a sinopse a despertar-me a curiosidade para este livro. Tudo aponta para uma conjugação de vários elementos sobrenaturais que me interessam, o que me cria expectativas de uma história interessante.


5. O Quarto Arcano (Florencia Bonelli)

Pois, também são dois, mas a verdade é que penso neles como uma história em dois volumes. Estão aqui porque, durante o ano, tive a oportunidade de ler o primeiro livro de uma outra trilogia da autora e achei o protagonista estranhamente fascinante. Também gostei muito da história, daí que tenha curiosidade em ler outros livros desta autora.

6. A Vida de Pi (Yann Martel)

Mais um livro de que ouvi maravilhas e que me despertou curiosidade tanto pela sinopse como pelas muitas boas opiniões com que me tenho cruzado. A sinopse parece prometer uma história complexa e interessante e já ouvi dizer que o impacto emocional consegue ser bastante forte. Mais uma vez, só boas razões para querer ler.

7. A Última Carta de Amor (Jojo Moyes)

Jojo Moyes foi uma das muitas descobertas que fiz graças à Célia, do Estante de Livros. Até agora, só li um livro da autora e gostei muito. Dos que ainda não li, escolhi este para estar aqui por achar o cruzamento entre presente e passado que se insinua na sinopse particularmente cativante.

8. The Weird (Ann VanderMeer e Jeff VanderMeer)

Gosto de contos. E, no que toca a antologias de contos, não podia escolher maior e mais promissora que esta. Extensa, com uma grande lista de nomes incluídos, desperta-me imensa curiosidade.

9. A Lâmina (Joe Abercrombie)

Sempre tive vontade de ler este livro (e os seguintes da trilogia), principalmente porque a ideia de um mundo fantástico de contornos mais obscuros nunca deixa de me chamar a atenção. Até agora, a oportunidade de o ler ainda não surgiu, por isso o livro continua na wishlist. 

10. Rebecca (Daphne du Maurier)

Mais uma das muitas recomendações retiradas do Estante de Livros. O que me despertou curiosidade foi a opinião da Célia, e bastou para a adicionar à wishlist, e essa curiosidade aumentou um pouco mais a cada nova opinião positiva. Além disso, a história parece ser exactamente o meu género, pelo que também aqui as expectativas são altas.

E já está. Ou não? Dez... ok, doze... livros escolhidos, fica, inevitavelmente, a sensação de que muitos ficam de fora. Alguns por serem segundos, terceiros, enésimos volumes de séries em curso e que, por isso, serão lidos, mais cedo ou mais tarde, - claro que o Bridge of Dreams também é parte de uma série, mas sendo da minha autora preferida, tinha necessariamente de o referir - , outros porque simplesmente não há espaço numa lista tão curta para referir todos. 
Escusado será dizer que a wishlist é muitas vezes maior. É isso que torna qualquer escolha difícil. Mas qualquer um destes, pelas razões já mencionadas, tem um lugar prioritário na minha - muito, muito longa - lista.

Regresso de Sherlock Holmes II (Sir Arthur Conan Doyle)

Mais três mistérios a desvendar, um deles com uma ligação particularmente próxima a Sherlock Holmes, todos eles com uma morte como elemento fulcral. Três casos com características peculiares, contados no mesmo ritmo pausado e intrigante que parece ser característico a estas histórias, dão forma aos contos deste pequeno livro. E se nem todos os momentos têm a intensidade de algumas das suas melhores situações, o mistério nunca deixa de ser envolvente. E, por vezes, surpreendente.
A Casa Vazia trata da estranha morte de Ronald Adair e da "inconcebível continuação" do crime. Bastante descritivo, no início, este conto parte de uma simples e distante exposição de factos, o que aumenta o impacto da súbita surpresa que é o regresso de Sherlock. Surge, a partir daí, uma boa explicação para o mistério da sua suposta morte, ao mesmo tempo que, ao evoluir para um caso bastante mais pessoal, que torna o investigador parte interessada, a história torna-se bem mais intrigante e cativante que na fase inicial. Quanto ao início do caso, é curioso notar que a primeira morte acaba por surgir como um mero elemento secundário, sendo o próprio Sherlock o veradeiro centro do enredo.
Também O Construtor de Norwood tem como centro uma suposta morte. Desta vez, a vítima é um construtor e o assassino parece ter tudo a ganhar com o crime. Cativante, com a urgência do acusado em procurar ajuda a definir um bom ritmo para a história, trata-se de um conto com alguns momentos caricatos e um caso que, apesar da resolução um pouco previsível, não deixa de ser intrigante quanto baste. Ainda de referir dois detalhes curiosos, na divertida rivalidade entre Lestrade e Sherlock e na nostalgia deste relativamente a Moriarty.
Por último, em Os Dançarinos, uma mulher é perturbada por mensagens escritas com estranhos desenhos. O início é divertido, com mais uma desconcertante exibição dos poderes dedutivos de Sherlock, dando, de seguida, lugar ao desenvolvimento de um caso intrigante, interessante também por não ser a vítima, mas um marido confuso quem procura ajuda, e em que o que começa por ser um mistério mais bizarro que preocupante acaba por evoluir para uma situação intensa e algo trágica.
Não se pode dizer que estes contos estejam entre os mais surpreendentes entre as aventuras de Sherlock Holmes. Têm, ainda assim, mistério quanto baste e um lado particularmente interessante naquilo que revelam do seu protagonista comum. E isso basta, por vezes, para proporcionar bons momentos de leitura.